Grey's Anatomy 8x11 - This Magic Moment


“Houve uma época em que as salas de operações eram chamadas de teatros. Ainda parece um. Muitas pessoas se preparam para o espetáculo. Os cenários são arrumados, tem fantasias, máscaras, equipamentos. Tudo precisa ser ensaiado, coreografado. Tudo seguindo para o momento em que as cortinas sobem.”

É com essa citação que começo minha review de mais um ótimo episódio de Grey’s Anatomy, pois achei maravilhoso o fato de compararem as salas de cirurgia com teatros, na verdade, tudo foi muito filosófico. Shonda Rimes sabe aproveitar sua cultura e acaba colocando muito conteúdo de qualidade no roteiro da série.

O episódio não foi como o da semana passada cheio de tensão com tudo a flor da pele, mesmo assim não teve demérito, tudo foi bem encaixado, roteiro bem amarrado, situações cômicas (fator que não pode faltar na série) e drama, é claro, que é mais que essencial.

Dessa vez o grande caso do dia foi uma arriscada operação para separar gêmeas siamesas. O tema já foi abordado na série anos atrás, mas de maneira totalmente diferente. E se da outra vez, a parte mais abordada foi a vida pessoal dos pacientes, dessa vez o que vimos foi a disputa de egos dos médicos-cirurgiões. Cada um com sua função técnica, ensaiada e coreografada, assim como num teatro para não estragar tudo na hora. E como estava se tratando de crianças, Arizona ficou em cima com aquela pressão psicológica, que só ela consegue fazer, em cada médico que ia tocar nas meninas.

Destaco no meio dessa história Richard e Karev. Os dois ficaram numa disputa de tubarões pra ver quem ia participar dessa cirurgia histórica. Webber acabou levando a melhor nessa, deixando para Karev a lição de nunca abrir mão de uma cirurgia, seja pelo motivo que for. Mesmo não sendo um dos melhores plotes, consegui tirar proveito dessa história, pois Webber continua se dando bem no quesito alívio cômico.

Outra que ficou no ritmo mais leve foi Meredith. Tirada da cirurgia das siamesas, ela ficou na função de empatar de propósito as conversas de Bailey com Ben, que agora chamou a médica pra morar junto com ele. Sinceramente, continuo não me importando com isso, Bailey é muito mais que uma desatenta que não se foca nas cirurgias por causa de homem. Tia Shonda tá querendo que a gente compre essa história, mas acho que depois de tantos anos sendo apenas a Nazi, Bailey virou meio que assexuada, pelo menos pra mim. Uma das características dela sempre foi o de uma médica forte e determinada e infelizmente estão destruindo isso aos poucos na personagem, espero que os roteiristas não vão além disso e resolvam logo essa situação amorosa.

E Meredith mesmo tendo ficado no meio dessa história besta teve seu pequeno destaque merecido ao lado de Derek e Zola. Os dois recentes pais de primeira viagem parecem estar se saindo muito bem com a menina e Meredith parece estar cumprindo muito bem seu papel de mãe. Fiquei olhando essas cenas e mais uma vez destaco o amadurecimento da personagem pois antes seria impossível vermos ela ter esse tipo de atitude, sendo uma boa mãe, ainda mais pelo seu histórico.

Mas o destaque mesmo eu dou pra Teddy. Parece que toda a sua insignificância na sétima temporada foi transformada em boas histórias nesse momento. Kim Raver deu um show de interpretação e mostrou o porquê ela foi uma boa escolha pra série. Foi agonizante ouvir junto com April todas as vezes que ela perguntou a Cristina todos os passos da cirurgia. Tudo o que Kepner falou parecia o que o público estava pensando naquele momento e foi impressionante ver a frieza de Cristina dizendo tudo passo a passo. Mas nem mesmo ela sendo tão fria conseguiu segurar as lágrimas na cena final das duas. Foi de arrepiar ouvir Teddy dizer que Cristina fez tudo exatamente da forma que ela faria dentro da sala de cirurgia. Outra cena que vai ficar marcada na série como uma das mais emocionantes.

Aliás, as duas atrizes estão dando show, assim como toda a temporada até agora. Fico imaginando se Grey’s tem alguma chance de colocar pelo menos a pontinha do dedo no Emmy desse ano, seria  muito merecido, apesar de achar meio difícil depois de tantas galhofadas nessa premiação, mas isso é outro assunto. O importante é que a série está ótima, tanto que está até ficando repetitivo dizer isso toda semana. Quero saber se ainda existe alguém que pode achar o contrário disso?

PS: Lexie mais uma vez foi deixada de segundo plano com essa enrolação da história com Mark. Tia Shonda, vamos dar um jeito nisso aí hein?!
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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