Grey's Anatomy 8x13 - If/Then


E se Grey’s não fosse da maneira que deveria ser.

O episódio dessa semana nos trouxe um universo diferente. Achei uma ótima jogada explorar esses “e se”, por que por mais que a história siga por um caminho, sempre pensamos no que poderia ter sido diferente.

E com Meredith foi assim. Ver como a vida dela teria sido se Ellis não tivesse Alzheimer e fosse escolhida por Richard ao invés de Adele foi simplesmente fantástico. Shonda Rimes desorganizou todas as peças/personagens de seu jogo e nos levou a uma jornada onde aparentemente o objetivo era organizar tudo e mostrar que o destino de cada um já estava traçado, mesmo escolhendo caminhos diferentes em determinado momento.

Quando vi as fotos promocionais do episódio que não mostrava nenhuma de Ellis Grey, fiquei com um pouco de receio se tivessem arrumado alguma desculpa para que a atriz não retornasse, talvez por algum motivo contratual, mas a primeira cena dessa realidade alternativa já me deixou feliz.

Kate Burton é uma “puta” de uma atriz (desculpem o palavrão), mas ela é realmente fantástica, sempre gostei de suas aparições na série que ocorreram até a terceira temporada e dessa vez tudo foi muito diferente. Estávamos acostumados a ver aquela Ellis louca e debilitada pela doença, mas agora vimos a brilhante cirurgiã que sempre foi muito bem lembrada por Richard e Meredith. Aquela mulher fria, direta, egocêntrica que levava o trabalho e a carreira acima de tudo.

Richard era a o ponto de equilíbrio da relação, mantendo-a mais leve em suas decisões e mesmo assim se tornando meio que um capacho em suas mãos. Fiquei  muito desapontado ao ver Bailey sendo demitida sem motivo após um erro de Ellis.

Falando em Bailey, a ex-nazi nessa realidade foi totalmente diferente da que conhecemos. O que vimos foi uma mulher sem segurança e sem atitudes e que ainda era chamada de Mandy. Alex também ficou bem diferente do que de costume. O bad guy deu vez a um cara otimista, mas que ainda tinha seus desvios de caráter, tanto que traiu Meredith com April.

E essa é uma das partes mais bizarras do episódio. Meredith e Alex formaram um casal que eu nunca imaginei nem em sonho, e tudo só ficou crível porque ambos estavam diferentes do original. Seria mais crível se Meredith tivesse algo com O’Malley, mas tanto a ausência dele como a de Izzie foram bem explicadas e coerentes com a história.

Já os dramas de Derek (McDreary) e Addison foram bem retratados e bem parecidos com o que eles viviam no passado, apesar de achar uma das partes menos interessantes. Dessa vez Addison deixou a gravidez acontecer e como nos tempos antigos o filho também era de Mark. Por um momento pensei que ainda fossem mostrar algo entre ele e Lexie, que nessa realidade virou uma viciada em drogas depois da morte da mãe e o suicídio de Thatcher, não rolou, mas pelo menos ficou a referência da história dos dois.

O que achei um pouco sem nexo foi Callie e Owen casados, mas paralelamente cada um estava totalmente coerente no que são agora. Callie tendo interesses por Arizona e Owen ainda vivendo traumas por causa da guerra e ainda mantendo contato com Teddy, sendo Cristina a única a saber e dar apoio em relação a esse problema. Ela que ficou com o cargo de megaevil da vez, não perdeu tempo mostrando sua amargura e causando arrepios em todos do hospital.

O que gostei demais foi o fato de irem colocando cada um no seu devido lugar, mostrando que destino é destino.  Cristina e Meredith se aproximam após salvar a vida de Lexie e Meredith acaba virando a “garota num bar” começando uma história com Derek. Tudo ficou como deveria estar e Shonda Rimes merece mais uma vez meu respeito por fazer mais um ótimo episódio que muitos não acreditavam, mas que funcionou muito bem.

PS: Meredith Grey era Meredith Webber.

PS²: Fica bem clara a importância das pessoas no sonho de Meredith, tanto que Izzie é uma louca que dormia com um paciente e foi expulsa após roubar um transplante. Pra mim soa como recadinho de irônico de Shonda Rimes.
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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