One Tree Hill 9x10 - Harcore Will Never Die, But You Will



Orgulho. Se existe uma palavra capaz de resumir o que esse episódio significou para  os fãs de One Tree Hill, com certeza essa é a que melhor cabe. É impressionante como, mesmo depois das duas últimas criticadas temporadas, a série está conseguindo mostrar todo o seu potencial e sabiamente nos lembrar dos  motivos pelos quais nos apaixonamos por ela em algum momento. Essa é a minha última review individual  da série aqui no blog e eu não planejei absolutamente nada, portanto, peço licença para deixar minhas emoções fluírem e permitir o coração falar, afinal, a três episódios do fim, qualquer coisa é válida.

"Hardcore Will Never Die, But You Will" nos trouxe One Tree Hill em suas duas facetas mais interessantes: drama e a ação. Até agora, não vi nenhum comentário negativo a respeito da atuação de Bethany Joy Galeotti e fico realmente feliz em finalmente ver merecidos elogios a essa atriz fantástica. Nesse episódio Haley apareceu apenas em algumas cenas com flashbacks (adoro!) e momentos dela e Nathan, cenas essas que não deixaram a desejar em relação a aquelas turbulentas dos últimos episódios.  E, confessemos, foi de cortar o coração ver nossa eterna tutora tentando de alguma forma, estar próxima do marido. Nesse momento também percebi como Nathan é especial e o quanto ele amadureceu com o passar dos anos e aprendeu a colocar a família em primeiro lugar. Mal posso esperar pra ver cenas inéditas da família Scott, já estou com saudades. 

E, como já disseram por aí, Brooke Davis sem uma boa tragédia não é Brooke Davis. Javier, que  efetivamente se revelou um psicopata, veio atrás dela decidido a matá-la e pelo que consegui entender, a cometer um estupro. Todo aquele clima dark no estacionamento e a ótima atuação do ator convidado e da sempre maravilhosa Sophia Bush conseguiram tornar a "volta do Javier" um pouco mais interessante do que o que nos tinha sido apresentado até então. O mais legal de tudo foi ver que apesar de estar aterrorizada, Brooke não se deixou abalar e mais uma vez, enfrentou o maluco, o que, é obvio, me transportou a sexta temporada quando ela ferozmente deu uma surra nele para defender Sam. No final, quando Brooke não tinha mais pra onde fugir, foi Tara quem salvou a noite e apareceu para livrar a até então pior inimiga. Finalmente Tara fez alguma coisa útil e deu algum sentido a sua participação na série, que parece ter terminado por aqui. #GoodNightTara


O grande nome do episódio foi mesmo Dan Scott. A redenção que ele tanto procurou durante duas temporadas foi finalmente consumada. Tenho que dizer que não esperava que a participação de Chris Keller e Julian fosse ser tão interessante nesse plot do resgate do Nathan, mas gostei de ter sido surpreendida por algo coerente e em certos momentos, divertido. Começamos a entender que Dan estava disposto a assumir todos os riscos envolvidos quando ele manda Julian para casa já que ele tem uma família. Dali em diante, todo e qualquer remédio para cardíaco não foi suficiente: a sequência de cenas do resgate do Nathan foi impecável do começo ao fim. Era provável e esperado, segundos rumores, que Dan sofreria as consequências para salvar o filho, como de fato aconteceu, mas o momento em que Dan leva o tiro e se desculpa por não conseguir salvá-lo foi um dos mais marcantes do personagem nesses quase nove anos. E, quando tudo parecia estar perdido, Julian salva a noite e dá um fim ao sequestro de Nathan. E como doeu ver Nathan naquele desespero singular, dizendo "stay with me dad", como quem implora por uma chance de concertar as coisas. Não sabemos se Dan morre ou não, mas é o que descobriremos no próximo episódio.


No meio de toda a turbulência, tivemos Clay e Quinn tentando dar algum sentido a essa nova condição de Clay como pai. Numa tentativa de entrar em contato consigo mesmo, conversando com a esposa morta, Clay vai até o cemitério e simplesmente, fala. Eu sempre gostei dessa storyline Clay e Sarah e acho que até agora nos rende momentos muito bons e que permitem reflexão. Espero que o pequeno Logan não demore muito para se render ao pai.

Na review do primeiro episódio, em meio a tantos comentários negativos, eu defendi fielmente que deveríamos tentar olhar essa temporada com bons olhos, esperar pelo melhor e confiar nesse gênio chamado Mark Schwahn porque muita coisa boa viria para nos dar um fim digno. Hoje, a três episódios do fim, eu tenho o privilégio de dizer que eu estava certa. Em meio a erros e acertos, eu consigo ver uma "One Tree Hill" que resgatou sua essência e calou os mais exigentes que duvidavam do sucesso depois de tantos anos. Um elenco comprometido, uma história envolvente e os melhores fãs do mundo: isso é One Tree Hill. Até daqui a três semanas quando nos encontraremos na finale.


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