Fringe 4x19 - Letters Of Transit


Bem vindo à resistência!

É com enorme satisfação que digo que Fringe fez um episódio sensacional. Não consigo achar críticas negativas, ao contrário de alguns haters aí da internet. Não me entendam mal, afinal gosto não se discute e temos o direito de gostar ou odiar alguma coisa sempre que tivermos vontade. Mas a crítica tem que fazer sentido dentro de suas explicações.

No caso de “Letters of Transit” tudo foi muito bem colocado. O episódio se passa no ano de 2036, época em que mundo está dominado pelos Observadores, a Fringe Division Original não existe e quem não foi morto é chamado de “Nativo”. Tudo foi muito bem explicado no inicio do episódio com o texto em tela.

Conhecemos nesse futuro dois ótimos personagens. Simon Foster (Henry Ian Cusick), agente de uma Fringe division manipulada pelos Observadores pelo comando de Broyles. Simon é um dos resistentes e junto com Henrietta (Georgina Haig), tentam proteger os nativos que não foram marcados pelos observadores. Desde o início estava mais do que obvio de que Etta era filha de Olívia e Peter, pois o interesse dela em resgatar as pessoas que estavam no âmbar era além da naturalidade de quem queria salvar o mundo dos Observadores.

Junto com essa dupla de possíveis novos protagonistas do futuro, chega Walter, que estava preso no âmbar em um antigo laboratório. Junto com ele, que foi o primeiro a ser resgatado, estava Astrid, Willian Bell (Pasmem, ele está vivo nessa timeline), Peter e possivelmente a vaca Gene, pois me nego em aceitar que ela foi extinta no dia do “Expurgo”.

John Nobel foi tão fantástico em sua atuação que nem dá pra descrever. Quando ele acorda e não se lembra das coisas é possível ver aquele Walter crianção que a gente conhece, pedindo por doces, falando de fezes de macaco e dizendo que já comeu pedaços de cérebro. Aliás, fica realmente explicito que esse jeitão de Walter é literalmente falta de cérebro. Quando Simon e Etta conseguem resgatar as partes do cérebro de Walter retiradas por Willian Bell no passado e injetam nele novamente suas atitudes mudam totalmente. Vimos um Walter frio, centrado, mais seco e direto em suas respostas. Muito parecido com Walternativo.

O cenário de um mundo dominado pelos Observadores na verdade é bem assustador, lembrando muito a época da ditadura. E aproveitando que nos últimos episódios a série vem mexendo com referências bíblicas, dá pra perceber certa semelhança com o ambiente apocalíptico onde existe um anticristo que domina tudo e exige que o restante tenha sua marca no corpo, assim como os fidelistas. E um pequeno grupo de resistência que tenta sobreviver e proteger aos que ainda tem fé num mundo com liberdade de expressão e pensamento privativo.


Falando sobre isso, venho a analisar quais seriam as habilidades de Etta além de poder esconder seus pensamentos dos Observadores. Etta é especial pelo simples fato de ser filha de Olívia que foi tratada com Cortexiphan. Uma das coisas que me deixou muito curioso foi o cordão que ela usa contendo uma bala, bala que talvez tenha sido a causadora da morte de Olivia. Não fica claro que era morreu necessariamente  Fique muito intrigado quando Walter diz a Astrid para ela se lembrar do que Willian Bell fez com Olívia. Se for morte, com certeza não foi de uma forma muito comum. Outra coisa que me deixou muito apreensivo foi Walter dizer que o que aconteceu com September foi inesperado, dão também uma idéia de uma morte não convencional.

E os detalhes não param por aí. Descobrimos que em 2036 o café só existe em forma de chiclete, que os Observadores bebem água como se fosse algo alcoólico e que eles voltaram do ano 2609 para 2015 depois de terem arruinado e envenenado o planeta. Com isso fico tentando imaginar as verdadeiras intenções de Windmark. Ele disse a Broyles que gosta de animais e fica evidente que ele valoriza a água quando ele diz que ela hidrata. Talvez uma forma de redenção em como tratar o planeta, sendo que toda a ruína veio dos humanos normais que não o valorizaram desde o início.

No episódio da semana passada foram feitas algumas teorias sobre o que significava o Glyph Code. Minha teoria estava errada. A palavra SIMON era referente ao nosso agente Foster que teve grande importância, libertando Peter do âmbar e ficando em seu lugar. Simon também é referente ao Jogo “Simon Says” que Walter menciona em uma das cenas. Por ultimo, Simon também estava se referindo a Willian Bell. Na primeira temporada descobrimos que Bell tinha o codinome Simon Paris. A partir daí já podia se especular a volta do personagem.


O Glyph dessa semana trás a palavra QUAKE. A palavra significa TREMOR, TERREMOTO e pode estar relacionada a balançada que esse episódio significa para a trama de Fringe, ou até mesmo aos futuros planos de Jones para o universo. A gente sabe que ele quer juntar os lados A e B e isso pode causar um grande tremor/ impacto no mundo.


Há quem especule que esse episódio foi um aperitivo do que será desenvolvido na 5ª temporada caso a série seja renovada.  Mas uma coisa é certa; precisamos ver aonde essa história vai dar, pois ela terminou em aberto. Vejo esse episódio além de uma grande obra prima dos produtores, um grande apelo pela renovação, mostrando que ainda tem muita história pra ser contada e que boas idéias eles têm de sobra.

PS: Não posso esquecer de mencionar o quão emocionante foi o encontro de Peter e Etta. Só faltou Olívia pra família ficar completa.
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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