[Series Finale] One Tree Hill 9x13 - "One Tree Hill"


“Como todos vocês sabem, essa é uma noite muito especial para nós. Então eu gostaria de ter um momento para agradecer a todos vocês por estarem aqui. O tempo que passamos juntos, ao longo dos anos, significou muito e sem vocês, não estaríamos aqui essa noite. Essa noite é de vocês. Essa noite é nossa. E ela está cheia de todos os tipos de surpresas”.

(Haley James Scott)  

Escrever essa review foi, provavelmente, a coisa mais difícil que eu tive que fazer em oito meses de blog. Não só porque é sobre o último episódio da minha série preferida, mas também porque perder qualquer detalhe dessa memorável series finale é um erro imperdoável. Mark prometeu e cumpriu. Eu diria que o episódio foi a parte mais bonita do presente que foi essa nona temporada. O discurso da Haley, que abriu a review, era dirigido a nós: os fãs que pediram, que lutaram e que quiseram tanto essa chance de se despedir de verdade.
As cenas iniciais do episódio junto com a citação e “Half Moon”, em que Nathan, Brooke e Haley olham para o seu passado e refletem suas escolhas, já era a predição do que viria pela frente: uma enxurrada de nostalgia, que de fato, esteve presente em todas as lembranças e nos pequenos detalhes que sutilmente, tio Mark conseguiu incluir entre as cenas.           

O livro Julius Ceasar que Karen deu para o Lucas no piloto, os balões de água, a caixinha de cereais com a pulseirinha e o macarrão com queijo típico de Naley, o site da Baker Man entrando no ar do mesmo jeito que o da Clothes Over Bros, Nathan lembrando da história do violão do Chris Keller (ri horrores), Brooke no quarto da Peyton, o adesivo do NOFX relembrando o primeiro “real” encontro entre Lucas e Peyton quando o carro dela quebrou e tantas outras pequenas menções a momentos de tanto significado na série só contribuíram para a magia da despedida.            

A sacada de intercalar as cenas da festa no TRIC com o desenvolvimento do episódio foi genial. One Tree Hill sempre foi referência em quesito musical e trazer Blind Pilot, Chris Keller, Haley e Gavin DeGraw para fazerem a principal trilha sonora do episódio foi mais do que digno. Uma das cenas mais marcantes desses noves anos com certeza foi a que todos entoam o coro de “I don’t wanna be”, quase como um último lembrete daquilo que a série nos passou desde o começo: seja você porque você é bom o bastante, bonito o bastante, esperto o bastante.             



Acho justo dedicar um parágrafo todo a aqueles que pra mim, foram a melhor surpresa da temporada: Clay, Quinn e Logan. A storyline do menino deu um gás totalmente novo ao casal que antes era bem sem sal. Perdi a conta de quantas vezes me emocionei por causa deles e a sequência de cenas desse último episódio me trouxe a boa sensação de terminar satisfeita com o rumo que eles tomaram. Quem não encheu os olhos ao ouvir Logan chamando-a de mãe? Eu sinto que Quinn se fez mãe do Logan desde o primeiro instante em que o tomou nos braços. Tenho certeza que mesmo aqueles que estavam esperando ver Quinn vestida de noiva não poderiam imaginar um jeito melhor e mais justo desse casamento acontecer. Mais uma prova de que em Tree Hill, se você tem amor, você tem tudo.


"Ela era ferozmente independente, Brooke Davis. Brilhante, linda e brava. Brooke Davis vai mudar o mundo algum dia. E nem sei se ela sabe disso.” E mudou. Brooke Davis mudou o nosso mundo, nos ensinou a perdoar, a compreender, a encontrar esperança onde as pessoas só enxergam fracasso. O sneak peek da cena em que Brooke entra no quarto ‘fictício’ da Peyton e conta ao Julian sobre as noites que passou ali, já havia me feito chorar uma semana antes do episódio. Eu sabia, que de alguma forma, a amizade que mais me inspirou na série seria lembrada, eu só não sabia que o Mark ia encontrar um jeito de lembrar em cada detalhe, como na cena em que Brooke olha o adesivo do NOFX colado no armário e literalmente, passeia pelas memórias. Realmente Brooke, ‘estar nesse corredor... parece que foi ontem’. Eu não posso esquecer de dizer o quão incrível é esse Julian, esse cara que deu a nossa Brooke o direito de sonhar de novo e que sempre consegue se superar. Comprar a antiga casa dela foi, de longe, o ato mais sublime desde que ele apareceu lá pela sexta temporada. Foi como se ele desse a ela a possibilidade de apagar da memória todas as dificuldades com os pais ali dentro e começar a habitá-la com uma família de verdade: a família Baker.  


E por falar em família, a Scott ainda é minha preferida. Quem viu o Nathan nos primeiros episódios tem mais é que se orgulhar de ter acompanhado a transformação pela qual ele passou, se tornando esse pai exemplar. A cena da Rivercourt entre pai e filho emocionou e emocionou muito. Eu sempre disse que pra mim, a Haley é uma reprodução de toda a sabedoria da Karen e de alguma forma, acho que ela sabia disso também. Mostrar ao Jamie a caixinha com a lista de desejos que ela e Lucas faziam todos os anos trouxe de volta a essência de One Tree Hill: sonhos se realizam. “There’s only one Tree Hill Jamie Scott and it’s your home.”Naley sendo mais Naley do que nunca: pulseirinha, macarrão com queijo e beijo na chuva. A química da Joy e James em cena é tão sobrenatural que qualquer comentário aqui fica pequeno. Tenho certeza que nunca vamos ver um casal que nos inspire tanto quanto Naley nos inspirou ao longo dos anos.

Os coadjuvantes também tiveram um espaço merecido e significante no episódio. Mouth teve direito a uma bela quantia em dinheiro de Dan para fazer uma espécie de homenagem a Jimmy Edwards, financiando bolsas de estudo para esportistas. Mouth sempre foi uma grande parte da série e fico feliz que mesmo depois do personagem ter se perdido um pouco, ele tenha encontrado um final justo. Skills deve ter encontrado seu final feliz com Bevin que também deu as caras de uma maneira muito bem pensada diga-se de passagem, e teve a chance de dizer adeus. Chase e Chris perseguindo as gêmeas foi hilário e importante para dar lugar aos risos em meio a tantas lágrimas.


A sequência de cenas finais foi uma viagem no tempo, onde todos os personagens aparecem mais velhos, no ginásio do Tree Hill High, prontos para o jogo dos Ravens. Vimos Lydia, Logan e os gêmeos da Brooke maiores e Millie grávida. Ao som de “One Tree Hill” do U2, que licenciou o uso da música pela primeira vez, Nathan, Brooke e Haley resgataram lembranças do passado e voltaram-se para o mesmo dia, o primeiro jogo de Lucas pelo Tree Hill Ravens: como eles cresceram desde então e como eu cresci com eles. Uma das citações mais conhecidas da série, “Make a Wish”, narrou os minutos finais como um último apelo para que acreditemos nos nossos sonhos. A grande família que eles se tornaram toda reunida, no lugar onde tudo começou para ver Jamie jogar, vestido com a camisa número doze.

A série acabou, mas na nossa imaginação, Jamie é a continuação de tudo. Ver aqueles rostos me deixou com vontade de saber o que vem depois, o que vai acontecer na vida desses personagens que fizeram parte da nossa família. Eu conheci pessoas incríveis por causa da série e conheci mais a mim mesma. Aceitar o fim é difícil, mas Mark Schwahn conseguiu, de novo. Dentro desse homem mora um gênio que, por nove anos e sabe Deus por quantos mais, uniu pessoas que não se conhecem, mas que estão ligadas pelo mesmo tipo raro de sangue chamado ‘One Tree Hill’. OBRIGADA!
                                                                      

Gabriella: Bom, o que dizer em agradecimento a melhor série que eu já assisti? Impossível encontrar as palavras certas, o que dizer exatamente com o que estou sentindo. Parece que estou perdendo meu melhor amigo. Irei sentir saudades sim. Como qualquer fã neste momento, estou me sentindo órfã e estou de luto, afinal acompanhar quase 9 anos do seriado que mudou a minha vida, que me ensinou ser o que sou, que me ajudou a superar momentos complicados entre outros, e ver que ele acabou não é uma tarefa fácil de se aceitar, mas fico feliz de ter feito parte do seriado. Graças à One Tree Hill fiz grandes amigos, conheci outros fãs, fiz parte de campanhas para renovação do seriado, fiquei horas discutindo com outros fãs, fiz até inimigos, mas tudo valeu a pena porque cheguei até aqui e aqui é bom. Sentirei falta dos erros da Brooke, da arte da Peyton, da indecisão do Lucas, do jeito nerd do Julian (e seu sorriso sexy), dos conselhos da Haley, do maridão e paizão do Nathan, da inteligência anormal do Jamie, das maldades de Dan, de Skills, Mouth, Millie, Chase, Chuck, Chris Keller, do Karen's Café, da Rivercourt, do Tric, da COB, enfim, de tudo que envolve o seriado. Só quero dizer OBRIGADA ONE TREE HILL por tudo que você me proporcionou e finalizar com uma frase que marcou a minha vida para sempre "There is only One Tree Hill, and that is our Home"!

Wellington: É difícil encontrar as palavras certas para agradecer a essa série maravilhosa. One Tree Hill é a única que sempre falou profundamente no interior de casa um dos fãs com um texto muito comovente. Mark Schwahn foi extremamente cuidadoso e principalmente nos últimos anos acabou escrevendo a série pensando nos fãs. Comecei a série no final da minha adolescência e isso faz com que ela seja muito mais especial, pois cresci junto com cada personagem e tenho aquele sentimento de que os conheço há muito tempo. Vai ser muito difícil não ter mais Brooke, Haley, Nathan, Mouth, Millie, Dan, Quinn e Clay assim como foi difícil não ter Lucas e Peyton. A temporada final foi uma perfeição, não esperávamos que com apenas 13 episódios os roteiristas conseguissem desenvolver tantas boas tramas e ainda encerrar tudo de forma primorosa, mas foi o que aconteceu. O series finale foi emocionante, engraçado e uma nostalgia total, cada flashback, cada citação, cada referência, tudo se encaixou perfeitamente intercalando com o aniversário de 10 anos da TRIC. Palavras não me faltam pra descrever quão perfeita foi essa temporada, assim como foi toda a série, apesar de seus altos e baixos. One Tree Hill me fez mudar e nunca mais serei o mesmo depois dela. #GoodNightTreeHill!!!

Rebeca: P.Sawyer já dizia que não é porque uma música termina que não devemos curti-la. E a minha mais sublime sinfonia com as letras mais lindas que alguém já pôde criar terminou, mas felizmente posso dizer que curti, aproveitei cada minuto dessa série que foi a minha primeira e pra sempre será a minha preferida. One Tree Hill esteve comigo tão fiel quanto um amigo, me ensinou, me fez rir, sofrer, ficar feliz nas conquistas de personagens que eu tratava como família e acima de tudo me apresentou a um universo mágico, um universo onde acreditar nos sonhos é prioridade e onde ser você mesmo é o que mais importa. Me despeço da série sabendo que ela cumpriu seu papel, marcou minha vida trazendo coisas que acho difícil alguma outro dia conseguir. Fica a saudade, as lembranças, os amigos incríveis que nunca pensei que pudesse fazer através dela e a certeza que vou rever cada minuto sentindo toda a emoção de uma primeira vez. Always and Forever.

Eduardo: Como é difícil dizer adeus. Eu disse isso em uma review dessa última temporada, e o que tenho para falar aqui é isso. Apesar de tudo, desde o começo da série eu fui me acostumando às despedidas, Lucas e Peyton se foram, se foi os tempos do basquete, e o que sempre permaneceu foi o amor aos personagens, às histórias, às músicas que marcaram tantos momentos. OTH se foi, mas se foi da melhor maneira possível. Tivemos uma temporada final digna de um Emmy para alguns atores (e que bom seria se saísse hein?!), que fechou com chave de ouro uma série que vai ficar na história. Agora o que resta é agradecer, obrigado aos atores pela vontade e pelo excelente trabalho, por não desistirem de nós fãs quando podiam ter feito, a todo mundo da produção, da direção musical, e especialmente ao Mark por criar uma história tão marcante, tão sensacional e extraordinária que conseguiu mudar a vida e as opiniões de tanta gente. Acabaram os episódios inéditos, mas One Tree Hill nunca deixará de existir! Obrigado por tudo #OTHFamily. #GoodNightTreeHill.
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