Season Review - Person of Interest, 1ª temporada

Ação, suspense, procedural, drama. Impossível definir numa palavra só...


Dentre as séries que comecei a acompanhar desde a última fall season, Person of Interest foi a que  mais conseguiu chamar a minha atenção. Comecei a vê-la basicamente pelo nome J. J. Abrams que para mim é quase sinônimo de coisa boa (para deixar claro, mesmo Alcatraz sendo cancelada achei a ideia muito interessante apesar de não ter me acostumado ao ritmo da série) e por gostar bastante do trabalho do Jim Caviezel. Esses dois ingredientes para mim seriam suficientes para apostar num procedural de sucesso, mas posso dizer que ao longo da temporada, o crescimento e o entrosamento dos personagens "secundários" foram fundamentais para o desenvolvimento da série e para garantir o seu lugar na minha watchlist.


Pela história principal se tratar de uma máquina pertencente ao governo, que tudo vê e que tenta prever crimes considerados relevantes, desprezando crimes que aconteciam a pessoas comuns, onde o foco estaria no segundo grupo, a primeira ideia que vem a cabeça é que a série não passaria de um procedural onde veríamos toda semana a resolução de casos aleatórios envolvendo essas pessoas comuns e o diferencial estaria na dúvida se tal pessoa é vítima ou o assassino em cada caso. Mas é aí que entra o ponto chave que falei há pouco, J.J. juntamente com Caviezel conseguiram dar um tempero à série aliando drama, suspense, e muita ação ao que parecia ser só mais um procedural sem graça.

A continuidade que a série teve ao longo dos 23 episódios foi sensacional. Posso dizer que se dentre todos estes, tivemos 2 fillers foi muito, pois cada episódio serviu para fornecer alguma peça ao quebra-cabeças que foi parcialmente montado na season finale. Sendo assim, o que eu falei no começo, sobre ser uma série onde prevaleceriam os casos semanais foi por água abaixo, mostrando ao contrário um universo infinito de possibilidades para os rumos que a série pode tomar. Além disso, a química entre John, Harold, Carter e Lionel que cresceu exponencialmente até a finale, também foi um dos fatores que me fizeram gostar ainda mais do que vim assistindo.


Com vilões como Enrico Colantoni (coroado pela sua excelente atuação no drama policial Flashpoint) no papel de Elias e Amy Acker (que também deu as caras em Grimm e Once Upon a Time) no papel de "root", além de toda a luta contra os chefões/mafiosos da cidade, e os policiais corruptos da HR, essa temporada conseguiu capturar a atenção dos espectadores em praticamente todos os episódios. Mais ainda, Caviezel ao estilo badass Rambo + Chuck Norris cuidava de não nos deixar dormir nos episódios, deixando as cenas de ação praticamente perfeitas. Contudo, uma crítica a ele que acabei lendo, é sua dificuldade em expressar os sentimentos do personagem, porém, eu acredito que por ser um ex-militar e agente secreto, isso seria próprio do personagem, e não seria portanto uma falha do ator.

Conforme disse anteriormente, a quimica entre Harold Finch (Michael Emerson), a detetive Carter (Taraji P. Henson), o detetive Fusco (Kevin Chapman) foram sem dúvida alguma um dos fatores determinantes para que a série fosse renovada. No começo da série, eu particularmente odiava os dois últimos, pois achava que seu plot como perseguidores de John e Finch era estúpido. Felizmente minha opinião mudou tanto quanto a importância de ambos cresceu. Os segredos de Finch também prenderam muito a minha atenção, pois em cada flashback mostrado, eu tentava adivinhar sua história em porque ele estaria tão interessado nos crimes "irrelevantes".


Para finalizar, falando menos tecnicamente, e mais sobre o que podemos esperar da história para a segunda temporada, eu acredito que HR+Root+Elias nos darão muitas histórias excelentes. Além disso, o passado de Finch, e o de John, ambos parcialmente revelados, ainda renderão muitos assuntos. Gostei da ideia dos flashbacks, e pelo visto muita coisa relativa ao passado ainda será mostrada por eles. E eu estarei aqui, a partir de setembro, para acompanhar com vocês semanalmente a segunda temporada. Nos vemos lá.

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