Fringe 5x04 - The Bullet That Saved The World


O pior acontece quando menos esperamos.

Sensacional! O episódio de Fringe essa semana veio num ótimo clima de aventura e conseguiu trazer uma ótima sequência para o plano de tentativa de derrota dos observadores. O grande destaque da série é a parte emocional que se segue durante anos e nos faz sentir mais conectados com os personagens e depois do final que vimos não tem como não se importar e comprar ainda mais os motivos dessa difícil batalha.

A caçada pelas fitas perdidas, que na verdade não estão perdidas, pois estão presas ali no âmbar, continua. E junto disso vêm as doses de humor protagonizadas por Walter e Astrid. Como não rir ao ver o quanto o Walter é ranzinza, mesmo entendendo seu ponto de vista.  Segundo ele Astrid é rápida como um caracol e nesse ritmo o mundo levará vinte um anos para ser salvo.

Fato é que as fitas sempre vêm com um problema e o plano acaba ficando um pouco comprometido. A informação que deu pra extrair é que Walter guardou instruções do plano na estação de metro, lugar que agora tem a presença de muitos Observadores e Legalistas. A partir daí começa o plano pra tentar arrumar uma distração que os favoreça entrar no metrô e regastar as tais informações. Com isso tivemos um dos melhores momentos do episódio, onde Walter revela que escondeu todas as evidências dos casos da Fringe Division no porão. Conseguimos relembrar alguns dos casos mais marcantes como o porco espinho gigante que sem dúvidas foi um dos mais assustadores.

Essa semana começou a acontecer o que já estava me incomodando nas ultimas duas semanas. Achava estranho o fato de Etta ainda não estar sendo procurada por Windmark, depois da premiere. Mas fui recompensado aqui no episódio que causou tanta tensão quanto lá no começo da temporada. O estopim dessa perseguição foi um ato de amor paterno. Peter se arriscou ao comprar um colar pra Etta e acabou tendo sua mente lida pro um dos Observadores e lá na mente dele não tinha como ter outra coisa que não fosse imagens da filha. Todo o plano quase foi por água abaixo se não fosse a ideia de ambarizar o laboratório novamente.

A sequência de cenas no metrô foi espetacular com todos os Observadores e Legalistas sendo atacados com aquele spray que fazia uma espécie de cicatrização no rosto.

A aparição de Broyles foi de grande importância e gostei de saber que foi ele o responsável por Etta ter entrado na Fringe Division. Também gostei demais do encontro entre ele e Olívia e consegui sentir bastante a conexão que existe entre eles.

Mas não poderíamos imaginar que a sequência a seguir fosse ser tão devastadora como foi. A tensão foi imensa. Como era se tratando de Observadores eu sabia que algo grande fosse acontecer. Cheguei até a cogitar em minha mente uma fuga para o lado B (não me perguntem como, só imaginei). Quando Windmark consegue encurralar Etta pensei que alguém fosse resgatá-la naquele momento. Outra coisa que passou pela minha cabeça foi que Etta iria se ambarizar para que depois eles voltassem pra salvá-la. O sacrifício de Etta foi uma grande reviravolta e se eu esperasse algo do tipo com certeza não seria agora. Fiquei extramente sentido com essa morte assim como Olivia, Peter e Walter e acredito que isso se tornará a grande motivação para batalha contra os Observadores.

Não sei se farão algo no futuro para que ela volte, quando se trata de Fringe tudo é possível, mas talvez isso não seria algo bom para a continuidade da trama, mesmo que a morte da personagem tenha me tocado demais (já considerava Etta parte da família).


O Glyph Code é WOUND que significa FERIDA e claramente está ligada a situação emocional de Olivia e Peter que perderam a filha de novo e definitivamente.  Palmas lentas pra esses produtores e roteiristas que não são covardes e conseguem ser ousados. Tudo pelo bem criativo da série.

PS: O nome do episódio The Bullet That Saved The World (A bala que salvou o mundo) está ligado obviamente ao relato de Etta sobre como ela conseguiu a bala que acertou Olivia na finale da quarta temporada.

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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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