Emily Owens M.D. 1x04/05 - Emily And...The Predator / Emily And...The Tell-tale Heart

 
“The truth is, guilt’s not all bad. Sure, it makes you do things you might not want to do but it also serves as a moral compass. It keeps us on course. So ya, maybe guilt keeps us in check. That doesn’t mean it’s not a huge pain in the ass”

Risadinha, toques, sussuros, arrepios repentinos e uma constante ronda à presa: estas são as novas táticas de caça. "Emily And... The Predator" nos mostra a corrida - literalmente - pela atenção do Will que, sem perceber, é o alvo do maior animal predador: Cassandra Kopelson! Relembrando o incidente com Alan Zolman, podemos ver que a birra entre as duas vai além das noções do ensino médio ou pelo coração do Collins, agora também disputam o cargo de assistente da Dr. Bandari e, definitivamente, Emily não está disposta a perder nenhuma das batalhas.
 
"Ela está camuflada de pessoa normal." diz a loira sobre a rival, o que me arrancou uma gargalhada enorme! Cassandra, definitivamente, é uma bitch completa, mas daquele tipo que você não consegue encarar de tão chata e arrogante! Fingir um choro e forçar um pedido de desculpas pra roubar os resultados do paciente e mostrar eficiência ante a Gina foi ridículo, pra não dizer infantil e inescrupuloso. Mas a vingança vem à cavalo, ou melhor, em tênis de corrida e com cerveja na mão... Will decide privilegiar sua amizade com Ems e dá um fora na Kopelson. Nível de felicidade só não foi maior por não terem mostrado a cena! Pergunta que não quer calar: Até quando ela vai ficar de mimimi sobre não ter conseguido dar o 'first cut'? Preguiça!
 
Falando em primeira cirurgia, que coisa linda Micah e Owens no transplante renal, hein? Ela toda confiante e dona de si mesma, parece até que ouviu o conselho dele em 'don't think'! Realmente foi o dia de "primeiras coisas" - o primeiro corte e a primeira vez que a chamam de corajosa. Apesar da obstetra Dr. Hamata aka namoradinha do Micah parecer alguém legal, eu sinto muito, mas é inevitável shippar EMICAH <3 Eles têm uma química muito grande e são parceiros ainda que não possuam muita intimidade - o que é totalmente normal.
 
Quanto a Will, bem... como proceder quando questionamos alguém e não queremos ouvir as respostas? Ele perguntar pra Ems se haveria algum problema em chamar Cassandra pra sair foi uma coisa legal a se fazer e eu já esperava aquela atitude autopunitiva em dizer que sim, estava tudo bem. "Desconfortável? Não. Arrasada? Sim." Quem nunca fingiu a inexistência de sentimentos pra não magoar quem se ama? Porém, todos os casos médicos da Owens levavam pra uma conversa franca onde eram expostos os sentimentos mais profundos e, por vezes, escondidos, levando-a a ser franca e verdadeira com o amigo - que, por sua vez, não gostou da intervenção, ao passo que ela apenas respondera (com atraso, mas ok!) sua pergunta antes feita. Gosto da amizade deles e amei ver nossa Doc sendo firme e expondo o que pensa, apesar de acreditar que ela não o ame, só está acostumada com a ideia...
 
Quanto aos casos médicos, que difíceis! Duas irmãs, sendo que uma era barriga de aluguel da outra, enfrentando o problema de um dos fetos sofrerem de má formação cardíaca, além de todo o drama familiar de acusações quanto a ser ou sentir-se mais ou menos mãe independente da barriga de quem está crescendo; e Amira, apaixonada por comédias românticas, indiana que nasceu apenas com um rim e precisou ser transplantada, mas não queria envolver o marido por não estar segura o suficiente do seu 'casamento arranjado' e não se sentir confortável em ter uma parte dele em si mesma, quando seus sentimentos eram dúbios. E quem sempre estava no meio do fogo cruzado? Emily! Mas foi de suma importância ver que, não apenas nos filmes da Amira, os conflitos são resolvidos e os sentimentos precisam ser postos pra fora... O que aprendemos com isso?
 
“When it’s important enough you speak up, you tell people what you need, you show them who you are, you expose yourself, you ask. There is collateral damage but you’ve chosen this, you can’t feel guilty about it. You just can’t.”
 
 
Nunca termine uma frase dizendo "nenhum dia pode ser pior que aquele", por que sim, algo mais desastroso acontece e você acaba no mural do Denver Memorial, batendo na traseiro de um carro no estacionamento e tendo o seu riscado de propósito! E, em "Emily And...The Tell-tale Heart", os desastres vão se acumulando com uma sucessão de questionamentos, inclusive a culpa por se sentir culpada.
 
Tanta culpa acumulada vem desde o pedido pra Will não sair com Cassandra. Desde então, ele tem ignorado a predadora que, sem entender, pede à sua inimiga (pasmem!) pra tentar ver o que aconteceu e falar 'coisas boas' (existem?) sobre ela. Estava deveras forçado, mas esta atitude pseudo-positiva-totalmente-interesseira traz alguns benefícios num dos casos médicos da Emily e na vingança pro médico plantonista que trollou o atendimento da loira num paciente que usava um pênis falso pra burlar o exame de urina e não voltar pra cadeia... mas sobre isso já falamos! Como parar de sentir pena de alguém? Faça-a dizer algo ruim sobre você e voilá, terá todo o sentimento ruim de volta! Ems realmente tentou ignorar as vozes em sua mente, mas ela é superior a tudo isso e não é igual a Cassandra; mostrou isso a "liberar" Will pra seguir seu coração e fazer como queira, inclusive chamar Kopelson pra sair.
 
Por falar em pênis, quão engenhosa essa turma dos narcóticos em condiconal, hein?! Não bastasse a quantidade cavalar de ópio no organismo, o paciente era diabético e lá vem a Dr. Bandari pedir pra Owens não se envolver... Dá no mesmo que perguntar se um macaco quer banana. Como assim tem um viciado com efeitos colaterais devido ao uso continuado de substâncias e ela será capaz de pensar apenas na especialidade médica? Ela se sente responsável porque, diferente da maioria dos médicos, ela não enxerga apenas o problema, mas está disposta a tratar a pessoa, como um todo. Infelizmente o paciente não quis ser ajudado, mas somos levados a mais uma lição: TENTAR. E insistir e tentar novamente porque, em algum momento, pode dar certo. COMO AMO ESSA MULHER <3
 
O outro caso dividido entre Will e Emily no apresenta Sam, que precisa passar por um transplante hepático cuja doadora é a irmã mais velha, única compatível; já que a família é apresentada ao caso extraconjugal da matriarca e, o então pai biológico, não quer envolvimento. Um susto enorme na quase morte da doadora e um clima tenso por parte dos pais em ter os únicos 2 filhos em cirurgia, mas dá tudo certo e temos a 2ª cirurgia da nossa Doc: orgulho define!
 
Enquanto isso no lustre do castelo... Tyra continua com um plot tão chato nesse mimimi de não se assumir gay pro pai e envolver a Emily em seus joguinhos imbecis que nem vale à pena citar! O ponto alto do episódio é Joyce Barnes - mãe do Micah - e a tentativa frustrada de ser médico e filho e não misturar os sentimentos. Sra. Barnes, por não entender o prognóstico de seu câncer, pede pra Owens sanar suas dúvidas, o que mexe com o Micah, ao passo que não aceita a possibilidade da mãe desistir do tratamento porque o câncer não está cedendo. Palavras duras foram proferidas naquele térreo do Denver Memorial, mas acredito que ele tenha aberto os olhos de que, nesse momento, é mais importante estar presente como filho preocupado do que médico dedicado. Sem dúvidas, a cena dos Barnes na cama do hospital foi muito forte e a mais marcante de todo o 1x05.
 
“You may be a big shot doctor, but you’re still my Micah Mouse.” (Joyce Barnes).

Share on Google Plus

About Vanessa Reis

Hey 23, call me! (@neereis)
    Blogger Comment
    Facebook Comment