Flashpoint 5x06/07 - Below the Surface/Forget Oblivion



Fugindo um pouco da rotina. Dois episódios sem flashforwards.


Se o episódio passado dava pra fazer um paralelo com Criminal Minds, o sexto episódio da temporada "Below The Surface" foi o encontro de Flashpoint com Sons of Anarchy. Quando o carro do chefe de uma gangue de motoqueiros pega fogo com ele dentro bem em frente a uma festa de aniversário infantil o Team One é requisitado, e ao perseguir o provável autor do crime eles acabam salvando a pele de um informante da policia dentro da tal gangue.

Achei o episódio mais fraco da temporada mas ainda assim naquela qualidade de sempre. Me surpreendi e me emocionei depois que ficou claro a relação da policial com o menino que era o informante e por um momento cheguei a pensar que a morte do filho dela era relacionado aos motoqueiros. Gostei como o Greg interviu ao mostrar que a sede dela em capturar os chefões impediu ela de enxergar que o amigo do filho só estava fazendo aquilo na tentativa de se aproximar outra vez dela e permanecer junto do único modelo de mãe e família que ele tinha. Adorei também o modo como ele pressionou um dos bandidos capturados a entregar o local onde torturavam o Luke, insinuando se ele queria mesmo ter como inimigo a polícia.

Fora isso sempre bom ver a sincronia com que o time trabalha e me deu muita agonia a Jules contando os segundos até o último alvo da bomba entrar no bar. Falando em bomba, me divirto com o Spike já sabendo a função dele na hora das tarefas "Deixe eu adivinhar. Fico com a bomba?" e não sei vocês mas todo episódio que envolve essa temática eu acabo lembrando do trágico fim do Lou. No final, apesar das fortes cenas que envolverem a tortura do jovem tudo terminou bem e ainda conseguiram desbancar uma dos maiores grupos de motoqueiros da cidade.

Apesar de não ter sua marca forte em mostrar o lado pessoal dos seus personagens eu nunca pude reclamar dos momentos em que a série se volta pra esse lado, nesse episódio tivemos mais um pouco da relação do Parker com seu filho, que como a gente sabe só veio morar com ele a pouco tempo. Eu achei muito interessante o modo dele explicar o porque se envolveu na briga, quando todo mundo pensava ser pra salvar o menino indefeso que estava apanhando ele fala de como via nos olhos de um dos agressores um pedido meio que de ajuda, que alguém interrompesse aquilo que ele estava fazendo. Adorei esse ponto de vista, ainda mais o paralelo que faz com o trabalho do Team One, claro que as vezes temos casos como o do próprio episódio que envolvem pessoas realmente cruéis mas na maiorias das vezes nos deparamos com vítimas do destino que por alguma circunstância são levados a cometer um ato de loucura, e é trabalho na nossa equipe favorita restaurar essa sanidade e evitar que o pior aconteça.



Já o sétimo episódio, "Forget Oblivion", foi recheado de novidades e emocionante do início ao fim. Um jovem brilhante, que possuía uma memória perfeita e podia funcionar com uma câmera humana revivendo na mente todos os detalhes que ele já passou na vida, é descoberto por uns bandidos que planejavam roubar um protótipo de uma arma perfeita, uma que encontrava o alvo não importasse os obstáculos a sua frente.

Depois de sua tentativa falha de suicídio pra salvar a vida da médica e única pessoa com quem ele interagia ele acaba sendo sequestrado na própria ambulância que fez o resgate. Toda a sequência dentro da empresa foi muito legal e os efeitos que simulavam a mente confusa do Elliot também. Aliás, esse também pode ser considerado o episódio "Being Erica" em Flashpoint porque além da pequena participação da Paula Brancati, tivemos o Sebastian Pigott me surpreendendo bastante ao fazer tão bem o conturbado Elliot.

Adorei o paralelo que fizeram da história dele com o Ed não conseguir esquecer o que aconteceu com a menina lá no início da temporada, bem boa aquela sequência inicial dele treinando tiros com o Sam, hein? E tenso demais a hora que o bandido atira e prova que o tal protótipo realmente funciona desviando até atingi-lo. Mas excelente mesmo foi todo diálogo que os dois tiveram dentro da van e o modo como unidos conseguiram não só se desfazer do capanga como também lembrar a informação precisa que o Spike precisava parar desativar a arma, ninguém melhor que Ed naquele momento pra entender o drama do rapaz e conseguir trazer um pouco de calma e tranquilidade a ele, mostrar que nem tudo estava perdido. No fim, nosso nerd master Spike conseguiu interferir no sinal de rádio e o bandido ficou com cara de pastel quando não conseguiu atingir o sargento e foi precisamente derrubado pelo Sam com um tiro na cabeça. 

A amizade do Ed com o Greg é uma coisa que sempre teve presente na série e algo realmente bonito de ver. Eles são parceiros em tudo e sempre estiveram lá um pelo outro e pela família também, é aquele tipo de amizade que a pessoa nem precisa te contar os detalhes que você de alguma forma já sabe e sente que ela está passando por algo. Por isso que foi tã simples o apelo do Ed "Buddy, I need help." e o nosso chefe já sabia como ajudar. Estou curtindo esse lado da história em que mostram eles mais vulneráveis e como o trabalho e as decisões que eles tomam diariamente acabam afetando todo o resto, algo me diz que teremos boas surpresas desses encontros do Ed com uma psicóloga, aguardemos.

P.S - Mil desculpas pelo atraso monstruoso nas reviews mas eu realmente dependo da legenda.

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About Rebeca Barros

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