Flashpoint 5x08/09 - We Take Care of Our Own/Lawmen


Qual o limite pra seguir protocolos, leis e padrões quando você pode fazer realmente algum bem quebrando-os?


Os dois episódios, apesar de suas particularidades, trataram exatamente sobre isso. Qual limite de militares e policiais diante do descaso do governo ou da onipotência de gangues e traficantes? Até onde aceitar que poucos se importam com seus traumas pós-guerra ou como suportar a impunidade devido as brechas da lei?

O oitavo episódio da temporada trouxe um caso de um ex-sargento do exército que se culpava pela morte da esposa grávida, já que ela morreu porque não tinha ninguém pra socorrê-la durante uma queda e já que ele não estava presente por ter se atrasado devido ao trabalho. Mas ele de certa forma conseguiu direcionar esse sofrimento para o bem e montou uma casa/acampamento que acolhia ex-militares, pessoas que foram a guerras e que voltaram sentindo como se não pertencessem a sociedade, pessoas que não tinham como seguir sozinhas. E oferecia a elas uma oportunidade, um lar, uma família e aquela força que precisavam pra seguir em diante.

Mas bancar tudo isso sozinho tornou-se impossível e sem conseguir ajuda ele monta junto com outros companheiros uma super plano pra assaltar um carro forte que recolhia notas antigas dos bancos, notas que futuramente seriam descartadas pelo próprio governo. O plano foi genial, a parte de encurralar a SRU e usar de fumaça e tiros aleatórios pra impedir que eles se aproximassem do veiculo e o adesivo no carro também. Mas o Spike com equipamentos "normais" já consegue realizar várias "mágicas", imagina ele com equipamento militar? Olhinhos brilharam e eles logo conseguem chegar ao carro certo e interceptar toda a ação.

A negociação ficou por conta do Sam, que naquele momento era quem mais podia entender o dilema de esposa grávida e esse tipo de trabalho(calma, eu já chego lá). Não costumamos ver muito ele nessa função mas, como todos os outros, ele se saiu bem citando a morte da irmã quando ele era jovem e como o fato do pai ser militar impediu que ele falasse abertamente sobre isso dentro da própria casa. Sempre tenso granadas e afins e o Sam ficar tão perto me deu um pouco de aflição mas no fundo eu imaginava que o sargento não ia cometer suicídio, mesmo que isso indicasse a hipoteca da casa paga e a garantia do acampamento seguir funcional.

Agora sim podemos falar sobre o início do episódio e desse acontecimento que me fez ficar com sorriso no rosto durante o resto dos 40 minutos.  Braddock  & Callaghan, tão, tão lindos juntos e o que eu disse lá no começo da temporada? Ela ficou grávida (YAAAAAAAAY!) e sério gente, que lindos, felizes e assustados com a novidade. Que lindos cuidando um do outro e da barra que é começar uma família de verdade e ter um trabalho desse onde você corre risco sempre. E Greg? Falando do Tio Ed, do Tio Spike? Como não amar? Um dos meus casais preferidos das séries policiais virando pais e o mais louco é que nem tivemos tantas cenas do dois juntos ao longo desses 5 anos. 

Ainda no clima do romance, Spike resolveu dar uma chance e chamar a Winnie pra pagar de namorada em reunião familiar. Me lembraram nos comentários das reviews anteriores da irmã do Sam e do mini-romance que o Spike teve com ela, é verdade, tinha esquecido mas ainda assim essa idéia dele com a Winnie me agrada demais e é uma forma de dar destaque a personagem dela que apesar de essencial as vezes passa despercebida. Amor reina no TEAM ONE.



E já que estamos nisso de família versus trabalhar no SRU, o nono episódio foi um dos mais legais no que diz respeito a conhecer mais um pouco deles além do ambiente de trabalho. Clark e Dean foram conhecer o dia-a-dia do trabalho dos seus pais e tudo ia super bem já que Greg e Ed, nada bobos, escolheram a missão teoricamente simples de transportar um prisioneiro para que os meninos pudessem ter mais contato com tudo que eles fazem. As coisas acabam fugindo um pouco do controle quando eles são chamados em um caso de tiroteio em um barro perigoso e acabam lidando com policiais que resolveram fazer justiça por conta própria contra o grande chefe do tráfico local.

O caso aqui foi mais delicado que o anterior porque eu imagino a frustração desses policiais, em particular do sargento, em tentar salvar a população de um bairro, correr atrás e montar operações demoradas para enfim indiciar o bandido pra depois ele ser acusado do mínimo e ser solto após apenas alguns meses, não é de se espantar o perder a razão e querer acabar de vez com a vida do cara. Mas que inspirador a lição do Parker, hein? Mostrando pra ele que foi o fato dele ser bom como pessoa e como policial que salvou aquele menino de cometer um crime e por tabela salvou o futuro do moleque também.

O mais legal mesmo foi ver a perspectiva de tudo que estava acontecendo com o Ed desde a morte da jovem pela visão do seu filho e bom, se o Clark parece realmente com o pai, naquele jeito bravo, fechado e dono da verdade, o Dean é idêntico ao Parker e nasceu pra conciliar e comandar. E veio dele a melhor frase do episódio e a que resume os motivos de um oficial de respeito dever seguir à risca a lei.

"That's why your dad followed the law, he knows what happens when you don't. He knows what you become."

Muito boa a cena final que Ed e Parker discutem o "castigo" a aplicar aos meninos, lógico que eles foram errados em desobedecer e se aproximar do caso e juro pra vocês que passei o episódio inteiro achando que algo de ruim ia acontecer com esses dois, mas não dava pra negar que sem eles e o bendito celular jogado na mala de armas nada teria terminado tão bem como terminou. Vamos comer pizza, porque afinal de contas, qual maior motivo de se tornar membro do SRU se não for pelo descontos alimentícios?

P.S - Saiu a data da series finale que será dividida em duas partes e a última delas será exibida dia 13/12 depois de um especial sobre os 5 anos da série. Se eu já estava triste por antecipação agora que o final tem data certa sou só sofrimento.

P.S² - Alguma boa alma assumiu as legendas nessa reta final. Fica aqui o meu muito obrigado!
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About Rebeca Barros

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