Freaks Watch On - O que eu assisto!



Sou feita de pedaços e, ao longo dos anos e das inúmeras séries que já vi, fui construindo quem sou com e a partir delas. Difícil eleger, porque cada uma é especial a seu modo e fala de uma maneira distinta ao coração; mas... aqui vamos nós!



Primeira sérieConfesso que já havia iniciado várias outras, mas considero Popular como início de tudo porque foi a primeira que acompanhei certinho desde o começo até o fim repentino na 2ª temporada, deixando várias respostas no ar. Amava cantar a abertura, rir das neuras da Brooke McQueen e torcer pela pela Sam McPherson ficar com o Harrison John! Foi meu primeiro contato com o Ryan Murphy em ambiente colegial e, acredito que por isso, goste tanto de Glee; por conta das singularidades - não, eles não cantam, tá? - mas sem tanta acidez no roteiro.  


Melhor sérieSe você acompanhou o drama dos irmãos Burrows/Scofield não deve discordar quando afirmo, sem medo, que Prison Break tem lugar garantido no Top 5 de todas as séries. Um roteiro inteligentíssimo, uma maestria sem igual e um BOOM seguido de outro a cada episódio faz com que seja impossível desgrudar da tela e terminar um episódio sem querer mais. Foram 4 temporadas maravilhosas, culminando num filme que responde aquelas perguntas deixadas na series finale. Lembro como se fosse ontem quando o meu vizinho chegou com o Pilot da série num pen drive e falou assim "o melhor presente que eu poderia te dar, acho que você vai viciar...", dito e certo! Fui fisgada pelo careca tatuado e misterioso e fui correspondida! "Be the change you want to see in the world." e o resto é história; muito bem contada. 


Série preferidaNão ouso pensar duas vezes. Foram 9 anos morando em Tree Hill e não há melhor lugar no mundo. Existem séries de TV e existe ONE TREE HILL. Comecei a ver com 16 anos e, hoje, percebo o quanto ela me fez crescer, amadurecer; me tornou mais humana. É a série das melhores músicas, citações mais incríveis, personagens surpreendentes e inteiramente humanos, onde não interessa perfeição; reina a excelência. Se você, por algum motivo, desconhece essa maravilha, faz um favor pra tua vida e começa uma maratona. Te prometo que você vai sofrer e chorar muito, mas vai aprender a juntar os pedaços e se tornar mais forte. Vai aprender a acreditar e a alçar vôos altos. Esta é minha série preferida de todos os tempos e contando comas que ainda surgirão. Porque, amor, se escreve com 3 letras e responde pelo nome de OTH. 




Pior série: Poderia citar "Alcatraz", "How to be a Gentleman", "The Killing" ou "2 Broke Girls". Mas nenhuma me fez perder um tempo precioso ao acompanhar a 1ª temporada inteira na esperança de que 'iria melhorar'. Os 3 primeiros capítulos me deixaram feliz. Tessa é irônica e, por mais clichê que o saudosismo por Manhattan e a convivência com pessoas no subúrbio possa ser, eu realmente gostava das cenas dela com o pai. Só. Porque depois foi uma avalanche de mesmices e bocejos sem fim. Suburgatory era a última série a ser vista na semana porque eu realmente tenho pena de abandonar aquilo que comecei a ver. Ao menos aprendi que preciso abandonar aos primeiros sinais de desgosto eterno. Fui forte e terminei a 1ª temporada. E não, não recomendo pra ninguém em sã consciência.


Quero voltar a assistir: Poderia citar aqui "Everwood" ou "Desperate Housewives" que assisti vários episódios mas não vi os finais nem sei onde parei ao certo, mas Criminal Minds ganha o posto sem pestanejar. Fiz maratona das 5 primeiras temporadas e me vi perdidamente apaixonada. As tramas, as investigações, o elenco, tudo era maravilhoso demais e me fazia mais viciada com o tempo. Mas o AXN não re-exibiu a 6ª temporada em continuação e, não sei porquê, não baixei as outras temporadas. Sinto saudade do sorriso do Morgan, da seriedade do Hotch, das maluquices da Penélope, mas nenhum personagem me dá mais vontade de voltar a ver quanto o Reid e todo seu charme disfarçado de genialidade e timidez. Muito podem achar que é uma série 'mais do mesmo' no gênero policial, mas o perfil dos assassinos é algo que a destaca das outras, algo tão bem roteirizado que você acaba analisando as pessoas com base naquilo que Gideon ou Rossi explanaram.



Poderia virar filme:  Se você assistiu Chuck entende o desespero por um filme da série. Foram 5 temporadas maravilhosas mas um final atípico, ainda que satisfatório, mas sofrido: como que Sarah fica desmemoriada depois de tudo que eles passaram juntos? Chorei vidas! Morgan sugere um "magical kiss", porque a própria união do casal foi inusitada e é esse o questionamento que surge: ela recobrou a memória como nos contos de fadas? Ou teremos um 'remake' de 'Como se Fosse a Primeira Vez' ao passo que Chuck conquistará a Walker-Bartowski mais uma vez? Foi um presente incerto pro casal protagonista e eu me recuso a fantasiar a história, quero nas telonas, com direito a Awesome sendo awesome, Morgan sendo Morgan e Jefster... bem, deixa Jefster surpreender, como sempre! Pergunta aos fãs da série que insistiram pela renovação pra uma quinta e última temporada: "Qual é a Raiz Quadrada de 25?!"



Não quero que acabe nuncaFiquei muito em dúvida entre TBBT e TVD, mas acabei optando pelo universo místico. Muitos olham uma garota, dois irmãos e pensam logo no triângulo amoroso. Ok, ele existe, mas não é demodé muito menos chato de acompanhar. The Vampire Diaries é uma série inteligente, intrigante e altamente viciante! A trilha é maravilhosa, as cenas bem feitas e a história bem contada. Sempre há um 'quê' a ser revelado, as pontas não ficam soltas e o elenco é lindo, convenhamos! Mas o que mais me prende são as relações construídas, os laços entre as famílias que sempre falam mais alto, o fato da morte ser um companheiro rotineiro e ninguém estar inteiramente salvo. É tão boa, mas tão boa, que vem spin-off por ai com a Família Original que tem roubado a cena. Muito ainda se pode criar em cima da história e eu não quero imaginar, um dia, ficar sem TVD nas quintas-feiras. Não convenci você? Tem sotaque britânico, por favor, quer mais o que?  



Se minha vida fosse uma série seria:  Um crossover entre New Girl e Gilmore Girls. Respectivamente, consigo me enxergar nas maluquices da Jess, nas cantorias, trapalhadas, cara de paisagem, franjismo, no amor incondicional por Dirty Dancing, nas amizades masculinas e o convívio com os amigos; sempre uma grande família estabanada, confusa, porém de verdade. Muita pretensão minha, eu sei, mas tenho um lado Rory. A relação das Gilmore é de cumplicidade e amizade, tal qual meu pai e eu. Às vezes chego a  pensar nele como 'meu Lorelai' - e o café é todo por conta dele também! Sou apaixonada por livros, sempre fui muito estudiosa e morei boa parte da minha vida com meus avós maternos; tal qual Richard era um amigo e companheiro da neta, meu avô foi pra mim. Até na vida amorosa passamos por coisas parecidas (pois é, Logan não é de todo fictício) e, na arte de sonhar, também. 

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About Vanessa Reis

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