Fringe 5x11 - The Boy Must Live


E é assim que nascem os observadores.

Donald é September. Essa informação foi a mais importante em muito tempo entre todas as temporadas. E um dos grandes valores do episódio é poder ouvir as explicações de perguntas que nos atormentam por tanto tempo e Fringe caminha para um esplendoroso final, onde promete deixar a maioria de seus fãs satisfeitos.

September se tornou Donald como punição dos observadores, seu dispositivo foi removido e a partir desse momento ele passou a viver como humano. O fato de Michael ser seu filho não me causa tanta surpresa. A ligação entre eles é algo que ultrapassa os acontecimentos dessa temporada. Lá no primeiro ano da série quando tivemos a primeira aparição de Michael, já podíamos ver a troca de olhares, e nessa época September nem tinha tanto destaque como ele passou a ter nas outras temporadas.

A explicação de como nascem os observadores também foi bem esclarecedora. Disso tudo, a única coisa que eu não gostei muito foi o fato de transferirem o significado da frase “The Boy Must Live” apenas para o Inner Child. Michael deveria sobreviver para dar continuidade ao plano arquitetado por September, mas também queria que a existência de Peter estivesse ligada a isso. De certa forma está. Se nada dessa marcante trajetória tivesse acontecido, o rumo das coisas seria bem diferente. De inicio, ao que dá pra entender é que September salvou Peter canalizando suas emoções paternas em cima dele, mas como nesse episódio, o ultimo pode vir com muitas informações importantes que talvez mudem esse meu ponto de vista.

O plano de mandar Michael para o futuro e assim conseguir fazer o cientista que começou o processo de criação dos observadores mudar de perspectiva me incomoda um pouquinho. Não sou muito a favor de um resert na timeline, mas se isso realmente for acontecer, que seja em grandes proporções. Olivia e Peter têm o desejo de recuperar Etta, mas o que eles não pensaram é que toda essa mudança pode implicar na não existência do próprio Peter e com isso Etta não existiria. O bom é que nada nunca acontece como o planejado e Michael, peça chave para que esse plano dê certo, está agora sob posse de Windmark.

Falando nele, é possível ver certa mudança em seu comportamento. Depois de toda a explicação de September sobre os sentimentos terem sido deixados de lado durante o experimento de criação dos observadores, Windmark começa a mostrar indícios de que esses sentimentos estão lá dentro dele. O fato de ele sentir essa necessidade de derrotar a resistência e que isso o consome por dentro mostra que algo está errado ali, só é preciso saber o que ocasionou essa mudança. E mudança essa que parece está afetando outros observadores também, a batidinha de pé quando a música tocava na casa de Donald é um indício disso.

Outra mudança nítida está no comportamento de Walter. No inicio do episódio eu podia apostar que o velho cientista sem limites havia voltado. Ainda acho que esse Walter mais frio e centrado já está começando a assumir as rédeas da situação, mas dessa vez de uma forma mais voltada pro lado bom da coisa. Porém, uma coisa que o mantém no controle e que é característica dos dois Walters é o amor pelo filho. Achei a cena dos dois no início do episódio maravilhosa. Atuação com demonstrações de emoção impecável. E só consigo ficar com o coração apertado ao pensar que o fim do nosso personagem preferido seja a morte. Obviamente para o fim criativo da série isso não seria uma coisa ruim ou incoerente, mas Walter é aquele tipo de personagem que a gente se apega e sente como se ele fosse o pai da gente mesmo.


O Glyph Code da semana trás a palavra GRACE (GRAÇA). Pode estar ligada a mudança de Windmark. O personagem está começando a ter sentimentos que antes ele não tinha e o fato de todo o ódio que ele tem pela resistência o consumir pode significar bons sentimentos surgindo dentro dele, como por exemplo, GRAÇA. Também posso classificar esse Glyph Code como o estado que Michael deixa as pessoas que ele toca. Primeiro foi Nina que encontrou meio que uma paz de espírito ao ponto de ter coragem de se sacrificar pelo plano, depois temos Walter que teve essa mudança e parecia muito mais equilibrado, amando Peter muito mais do que antes e além de tudo, otimista.

PS: Já é sexta-feira? Fiquem com a promo que é de deixar qualquer um com o coração na mão:



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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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