Private Practice 6x13 - In Which We Say Goodbye (Series Finale)



“Slowly, over time, everything changes. You’re no longer this young thing, and you don’t believe in fairy tales and ‘perfect’ isn’t in your vocabulary.”

Foi com essa linda reflexão que Addison abriu o show pela última vez. Logo de cara, adorei o sabor nostálgico do episódio com o nome “In Which We Say Goodbye”, fazendo alusão aos títulos dos episódios da primeira temporada, na qual Addie ainda se adaptava à vida tranquila e sustentável de Los Angeles.

Pra quem achava que a Addison pela qual todos se apaixonaram já não dava mais as caras em PP, esse monólogo no início/final do episódio veio pra nos mostrar o quão diva ela é e de quebra nos fazer usar essa reflexão em nós mesmos. Afinal, quem não se identificou com pelo menos uma parte daquele texto, não é?

Adorei o clube das luluzinhas, AKA Char, Vi, Amy e Nai, juntas ajudando Addison a se arrumar e se acalmar para casar com Jake. Aliás, foi o único momento em que gostei da volta da Naomi (#prontofalei). E que casamento lindo! E chique também. A Addison tava linda e o Jake… aiai. *-* Achei bacana a atitude da filha dele de colocar a briga de lado e ir ao casamento. Mais legal ainda foi ver que Jake finalmente caiu na real e percebeu que sua filha já é adulta e tem direito de amar quem ela quiser.

Charlotte toda preocupada com as bebês e usando o Mason como vigia da babá foi o máximo. Melhor ainda foi Cooper dando uma de gangsta falando “Don’t hate the player. Hate the game”. Adorei a inversão de papéis dos dois. Ele a prometeu que ficaria em casa para cuidar das crianças enquanto ela iria trabalhar. Ri muito o vendo fazendo malabarismo pra tomar conta das meninas, ri mais ainda dele suspeitando que elas fazem complô na hora de fazer cocô e que acha que Caroline é a líder do bando. Tadinho do Coop. Quando ele decidiu dar um ultimato em Charlotte para contratarem uma babá ele deu o discurso que toda mãe dona-de-casa sonha em fazer para o marido (tirando a parte do sexo com as mães do parque, claro).

A volta de Naomi foi um tanto quanto estranha. Como a trouxeram de volta no finale, já tava na cara que seria por causa de Sam. Achei que ficou muito forçada aquela história de ela e o Sam dormirem juntos no casamento da Addison. Mais forçada ainda foi terem colocado ela grávida. Aí como se não bastasse, ele terminou com Stephanie, para a qual ele fez todo um discurso de amor e pá pra ter uma segunda chance, pra ir atrás de Nai em outra cidade e dizer que quer ficar com ela. Pô, Shonda, se já não tava suficiente o cara ter passado boa parte da série com fama de chato, ele terminou a serie sendo o chato mais volúvel de todos os tempos.

Então Nai e Sam se casaram e Amelia e James continuaram juntos, firmes e fortes. Pensei que ele a pediria em casamento no finale e que eles acabariam a série noivos. Mas ficou legal do jeito que deixaram.

Continuo achando que Sheldon foi a personagem mais desperdiçada de todas. Só chegando no final da última temporada eles decidiram fazer uma storyline boa pra ele. E falando nisso, eu jurava que Miranda morreria neste finale. Aí depois vi mais lógica no fim dado a ela e Sheldon, já que seria melhor terminar tudo em clima de alegria, né. Fiquei com muita dó dele quando ela diz que não quer que ele a veja morrendo e pede pra ele ir embora. Mas achei lindo o discurso dele pra ela dizendo que não vai abandoná-la, que vai limpá-la e cuidar dela até o fim, que se ela não se lembrar mais dele ele a lembrará e que quer que o rosto do homem que a ama seja a última coisa que ela veja antes de morrer.

Engraçado que passei a temporada inteira achando a Violet muito chatinha. Mas gostei demais dela nesse finale. Aliás, mais alguém aí percebeu a metáfora da paciente dela com os fãs de PP? A paciente sofreu um acidente no qual perdeu o os pais e o namorado e tem ido à consultas com Violet há quase seis anos. Violet então decide dar alta para ela, mas ela se recusa dizendo que não conseguirá ficar longe dela. Nós assistimos a série há seis anos e estamos relutantes com seu fim. Alô alô, fãs de Private Practice, essa foi uma mensagem não tão subliminar pra gente. Já dizia o ditado: não há mal que não se acabe e não há bem que sempre dure.

Só não me contentei com Violet escrevendo outro livro. Todo mundo apaixonado, vivendo suas vidas e amando à doidado e ela rejeitando homem pra escrever um livro cujo nome ficou mais forçado do que a gravidez da Naomi. Tsc tsc tsc. #Fail

Confesso que adorei o episódio e o encerramento que deram às histórias das personagens (com exceção ao de Naomi/Sam e o livro de Violet). Foi um final digno pra uma série que nos cativou e deixará saudades.

A série criada para abrigar a melhor personagem de Grey’s Anatomy (e nem venham falando de MerDer, por que né!) chegou ao fim. Agora não teremos mais nossa dose semanal da vida amorosa atrapalhada de Addie, do relacionamento esquisito/engraçado/fofo de Char e Coop, Violet tosca até falar chega, Sheldon tentando não desaparecer como coadjuvante, Sam sendo chato como sempre e Amelia superando seus problemas e vícios e finalmente sendo feliz. Isso sem falar na ótima trilha sonora que sempre nos apresentava lindas músicas que nos fazia correr pra internet depois de cada episódio para saber o cantor. Sim, meus caros, estamos órfãos.

E faço minhas as palavras da paciente da Violet. Private Practice, obrigada por ser a nossa família e por mudar as nossas vidas.
Share on Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment