Spartacus: War of the Damned 3x01 – Enemy of Roma



Sentimentos renovados...


Confesso que esperava por um início não tão bom quanto foi esse, quando se trata de Spartacus tenho o mau hábito de superestimar a série devido ao seu histórico excelente. Porém meus sentimentos foram totalmente renovados com esse primeiro episódio da terceira temporada. E já explico por quê.

Nas temporadas anteriores os personagens “vilões” foram construídos de maneira excelente, eles simplesmente não prestavam e fizeram todo o possível para manter o padrão. Episódio após episódio eles subestimaram a força de Spartacus e a influência que ele criaria, e nós já sabemos qual foi o final disso.

Porém, com esse novo personagem já pude perceber que é diferente e superior aos outros, Marcus Crassus trata o Spartacus como igual ou até mesmo superior, por este motivo ele entrará no campo de batalha pronto para morrer e não acreditando que tem a vitória ganha como as inúmeras vezes que aconteceu nas temporadas passadas. A forma de pensar do personagem é totalmente diferente do padrão egocêntrico dos romanos e por este motivo me atrevo a dizer, ele pode vencer. (Considerando a história original do Spartacus, onde de fato ele vence) mas como a série se chama Spartacus, sabemos que por mais que ele dê um trabalho que nem consigo imaginar por hora, no final ele irá perder. Mas um monumento será erguido em seu nome. Ou não.

Quanto ao episódio em si, foi bem fiel a proposta da série, violência e mutilação em excesso. E preciso dizer os momentos iniciais e os finais com aquelas trilhas sonoras me deram até arrepios.

Já o momento do Marcus Crassus e o gladiador Hilarus foi doentio na mesma proporção que lindo. Um dominus olhando para o seu doctore e dizer estar honrado por ter vivido ao seu lado, só mostra o tamanho da força que esse inimigo trará. E foi este momento que me conquistou ele possui uma grande vantagem sobre essa situação, tanto quanto preparação quanto psicológica. Fortes emoções estão por vir nessa temporada.

Tiberius (filho de Marcus Crassus) também terá sua importância nessa temporada final de Spartacus, ao que pude perceber embora ele seja uma versão egocêntrica de Cesar como costumamos ver em filmes, ele também demonstrou uma ambição muito comum em Spartacus, aquela capaz de matar pais, irmãos e quem mais se puser no caminho. Porque se tratando dos personagens dessa série é como eu disse na anterior, são todos monstros...

Não existe muito o que falar por hora sobre o exercito do Spartacus até mesmo porque o foco permanece nos escravos da casa de Batiatus, porém o Spartacus já pode perceber que mesmo pregando a liberdade talvez ele apenas construa uma nova Roma, cheia de cidadãos insatisfeitos, enfermos e famintos, com tudo ele não nega o direito de cada homem dizer o que pensa talvez esse seja o diferencial no final.

E como podem perceber, sou suspeito para atribuir uma nota ao episódio, porque desde a primeira temporada sou um grande fã da série, Mas ainda assim direi que este inicio foi tão bom quanto é todo o resto. Nota 9.
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