Bones 8x12/8x13 - The Corpse on The Canopy / The Twist in The Plot



Pelant voltou e nos deu o melhor episódio da temporada.


Ter atingido Booth e Brennan já foi um golpe baixo. Agora matar um agente da Marinha, despelar o cara e pendurá-lo em cima da cama de Angela e Hodgins foi a gota d’água. E o pior: ele esteve com Michael Vincent. Não há algo mais desesperador para um pai e uma mãe do que saber que o filho esteve ameaçado por um assassino.

Hodgins ficou tão P*TO com o fato de Pelant ter entrado na sua casa e ameaçado sua esposa e filho que ele fez de tudo pra poder pegar o cara. Queria até que Booth o matasse por debaixo dos panos. Quando Cam se deu por vencida ao não conseguir reconhecer o gás usado para dopá-los, Hodgins deu um show ao explicar a agonia de um pai ver sua família ameaçada. E ele ainda foi louco de fazer uma biópsia pulmonar sem anestésicos nele e em Angie. Mas comemorei aqui quando ele encontrou o nome do gás usado por Pelant.

Gostei muito de ver Brennan e Cam trabalhando juntas para descobrirem o enigma que Pelant deixou no corpo da vítima. Há tempos não víamos as duas trabalhando juntas e com tamanha sincronia. Aquela história do dedo do macaco que o anatomista romano Galeno utilizou para analisar a anatomia humana e cada uma das partes do corpo da vítima que se diferia da anatomia de Vesalius dava uma letra para o enigma foi genial.

Todos adotaram uma política de pouca gente trabalhando no caso, escudo eletromagnético no lab, não utilização de computadores e ligações feitas somente através de celulares descartáveis. Mas como Pelant conseguiu rastrear o celular de Brennan, Hodgins arrumou duas máquinas de mensagem criptografadas da época da 2ª Guerra Mundial que pertenciam ao seu avô. Na hora achei a coisa bem exagerada, mas acabou ajudando muito na comunicação do lab com o FBI. Angela utilizando retroprojetores em vez de computadores sofisticados para fazerem a análise das anatomias de Galeno e Vesalius também foi bem legal de ver.

Desde o episódio 8x01, que terminou com Flynn pegando do lixo a flor mandada por Pelant, eu desconfiei que ele estivesse mancomunado com o serial killer. Quando Flynn se ofereceu para ajudar Booth com a investigação, pensei que fosse um truque de Pelant para que ele tivesse acesso às informações do FBI. Flynn ajudou bastante e tal, até foi à caça com o Booth no prédio da empresa mercenária, levou tiro e tudo. Mas tem algo nele que não me desce. Eu ainda acho que ele vai voltar pra continuar a serviço de Pelant. 

Quando eles descobriram que Pelant estava dentro do prédio da empresa responsável por exércitos mercenários, foi uma perseguição de deixar qualquer um sentado na ponta do sofá morrendo de ansiedade. Acabou que Pelant conseguiu atingir Flynn dentro de uma sala SUPER CREEPY que tem uma metralhadora automática acionável por controle (WTF?), mas Booth estava incansável. Correu e mesmo com o carro em movimento ele conseguiu atirar no motherf*cker son of a b*tch (sorry pelo xingamento, mas o desgraçado do Pelant fez por merecer).

O código que aparecia na imagem da câmera de segurança da empresa era as coordenadas de um drone carregado com explosivos armado para atingir uma escola de crianças em Kandahar. Até aqui a coisa já tava feia. Aí o cara joga a carta final. Ele hackeou todas as senhas de todas as contas pessoais e corporativas de Hodgins e tava desviando todo (eu disse TODO) o dinheiro da família milionária de Hodgins. E se eles parassem a transação eles perderiam acesso ao drone, o que acabaria matando as crianças em Kandahar. Poooooohan. Agora a coisa ficou muito mais séria do já estava.

Aí como se a adrenalina do episódio inteiro já não fosse suficiente, no fim do episódio Booth volta pra casa e a câmera pega um ângulo do lado de fora da janela da casa deles que dá a impressão de que uma pessoa está os vigiando. O.o  Mas gostei mesmo foi de ver o estrago que o tiro de Booth causou no rosto de Pelant.

O episódio foi ótimo. Mas tipo, MUITO bom MESMO! Roteiro muito bem escrito, atuações ótimas (principalmente por parte do David Boreanaz e do T. J. Thyne) e cenas muito bem feitas. Bones começou a 8ª temporada muito ruim, mas conseguiu dar a volta por cima!

Depois de um episódio super tenso com Pelant, Bones nos deu algo mais “zen”. Uma vítima de assassinato descoberta na cova de uma pessoa que teve um “sepultamento verde”. Não posso deixar de comentar minha empolgação ao ver de volta às telinhas ele, o superstar, o sex symbol, o liiindo: LESTER! Nós, fãs da finada série CHUCK, tivemos um choque ao ver o ator Vik Sahay interpretando uma personagem mais ‘normal’ (pelo menos eu, que me acostumei tanto a vê-lo fazendo o tosco e insano Lester, achei diferente).

Mas voltando ao episódio… Achei estranho não fazerem nenhuma menção ao fato de Hodgins e sua família estarem pobres devido a Pelant. Primeiro, por que o cara é o serial killer da vez na série. E segundo, por que ir de milionário à pobre em um dia muda tudo na vida de uma pessoa. Não que eu acredite que o dinheiro traga felicidade. Mas o estilo de vida da pessoa muda completamente quando sua conta bancária fica mais magra. E achei um erro de continuidade da série eles não terem mostrado isso.

E lá me vem Bones com o tal relacionamento entre Sweets e Daisy. Sinceramente, não entendo por que eles continuam focando nisso. Quando os dois terminaram o namoro eu super comemorei, já que eu nunca gostei da Daisy. Aí quando estava tudo bem eles trazem ela de volta pra tocar no assunto de novo. Pô, Hart Hanson, tem que ver isso aí. A única coisa boa que esse plot trouxe dessa vez foi a reflexão de Cam ao conversar com Daisy no fim do episódio. Daisy tava toda chorosa achando que reatar com Sweets seria uma boa ideia e Cam veio dizendo que quando se perde algo que um dia foi maravilhoso, temos o direito de chorar e ficarmos tristes, mas temos que seguir em frente. Ótimo conselho, Cam!

Achei interessante tocarem no assunto de testamentos e últimos desejos. Boa parte das pessoas não fala com seus familiares e amigos sobre assuntos como esse e também não sabe que testamentos não são somente para registrar legalmente o destino de seus bens materiais e financeiros, mas também servem para especificar essas questões pessoais como enterro/cremação/velório e tal.

Fiquei chocada quando Brennan fala pra Booth que seu testamento tem 312 páginas. Quem em sã consciência faz um testamento de 312 páginas? Só a Brennan mesmo, né. E aquela história de querer um ritual com urubus e martelos quando ela morrer? Eu não sabia se ria de tão tosco que era aquilo ou se sentia pena do Booth #chatiado com aquilo. Agora a parte mais linda foi o vídeo emocionante que Booth gravou como testamento para Christine. Ele falando que tem orgulho de ter servido ao exército, que é o homem mais feliz do mundo por ter tido a chance de conviver com Brennan e com ela (nesse momento eu já tava chorando rios), que ela tem que viver e rir e aproveitar a vida. E pediu para que ela ajudasse a mãe a ser feliz, por que se ela ficar sozinha ela se esquecerá. Ah, aí eu já tava chorando feito um bebê.

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