Switched at Birth 2x16 - The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living

Como se nada tivesse acontecido...

Posso dizer que o melhor deste episódio é o título? Além de ser uma homenagem ao Damien Hirst e sua obra sensacional, é algo que me faz refletir. Não digo que o 2x16 tenha sido ruim, visto que foi mais fraco que o anterior, mas você pode analisar o contexto desta frase? "A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo," não foi o que John viveu? Não havia ele 'matado' relações, extirpado sonhos, plantado desafetos pra colher morte e destruição? Não havia ele 'morrido' dentro de si a cada oportunidade perdida ou palavra não dita? Quantos de nós vivemos assim? A morte é a única certeza que temos e nunca estaremos preparados porque deixar de existir, fisicamente, não é algo que alguém 'de coração pulsante' consegue entender.  

E não foi, justamente isto, que John fez ao despertar? Não demonstrar fraqueza no trabalho, agir como se nada tivesse acontecido, tentar manter o ritmo mesmo quando houve alteração na partitura da vida? Ok, sei que mudanças são difíceis e que Daphne não ajudou dando plantão 24h e tratando-o como se ele estivesse com 'um pé na cova', mas quão difícil é cogitar perder alguém que se ama! O sermão da Kathryn foi belíssimo e muito sincero. Porque, ao mesmo tempo que o marido quer parecer o 'super hero', ninguém o é. Todos precisamos atentar pras dificuldades e aprender a pedir ajuda antes de afogar completamente. Não são as fraquezas que nos condicionam a ser fortes? Todas as coisas que ele passou, não o tornaram um homem melhor, ao menos mais sensível? 

Sou completamente apaixonada por britânicos, confesso e assumo meu crime, mas o Jace é algo mais que um rosto lindo e um sotaque encantador. Eu achei que ele seria um conspirador com aquele lance de blog mas a única coisa que ele esconde é quão inteligente e brilhante é. Os pontos de vista, a não intimidação com o 'sogro', o humor "and why don't you go and watch some Game of Thrones? / Game of Thrones... there is something we can agree on," o histórico familiar sem ser clichê ou carregar de mimimi: ele tem uma família que mora longe, pensa nela sempre, mas não a usa como camuflagem de responsabilidade e atenção desmedidas para não viver, não como a little Kennish faz. O que mais me encanta é a certeza de que ele gosta MESMO da Daph, mesmo depois do 'worst first date ever'. E quem não quer ensiná-lo a nadar? Ou melhor, tomar umas aulinhas de primeiros socorros? CPR with Jace!!

Bay foi convidada ao mundo do Ty. Conheceu seus amigos do pós-guerra, conheceu a médica Aida e, como qualquer outra garota, assustou-se. Temeu gostar de alguém tanto quanto parecia gostar desse ex-amor-agora-amor-em-potencial e ser apenas 'mais uma'; tremeu. Foi buscar conselhos com a irmã e quanta felicidade eu senti ao ver que a relação delas não mudou desde antes do ataque cardíaco do Kennish. Foi desabafar com Regina e eu não consigo cogitar um diálogo daqueles entre ela e a Kathryn - soa impossível pra mim. A insegurança feminina acerca do próprio corpo, do que se passa na mente do outro, a incerteza sobre o que e como fazer no que diz respeito a sexo pela primeira vez; as comparações e os 'not good enough'; mas o melhor quote da semana: "I definitely know what it's like to be with someone from a different world. You feel like everybody's looking at you, wondering 'how did that happen?', you start comparing yourself with whoever you think he's supposed to be with. But it's a trap. The only thing that matters is how you two feel when the rest of the world goes away. If you can be yourself and still feel beautiful, and loved and appreciated, then the rest is just noise." Regina, te amo!

Não há dúvida de que Bay e Emmett tem uma forte conexão, mas não podemos argumentar contra o que está acontecendo entre ela e Ty, né? Ele está tratando-a com grande respeito, tem feito parte ativa da rotina dela, sido um suporte, amigo e amor. E, ao saber que ela era virgem, foi um príncipe, né? Seu quarto estava todo enfeitado com velas mas passou longe do clichê! Foi de verdade ao ter música brochante na rádio, tropeços e risos. "Bay, stop talking," acompanhado de um apagar de velas: não havia dúvidas de que alguém iria perder algo naquela noite, rs.

Enquanto isso, Toby à procura de um plot sólido descobriu que não queria aquele emprego. Posso dizer um 'I TOLD YOU' agora ou ainda é feio tripudiar na cara do John? Ao vislumbrar a vida que ele está jogando fora com aquela invenção de casamento, Toby entende que pode ser tarde demais pra voltar atrás na 'brincadeira de casinha'. Agora me diz, como alguém quer ser chamado de 'adulto' sem conseguir explicar pro próprio pai/chefe que o futuro do lava rápido só 'terá futuro' se Travis assumir a gerência? Como alguém 'maduro' pode, repetidamente, ser sempre influenciado por decisões alheias e acatar como suas? Conveniência, quem sabe. Esta mesma que não faltou a Regina. Whitney denotou interesse por Angelo e o que ouviu em resposta? 'Ele é casado'. Vocês viram as faíscas também? A relação deles é complexa mas bonita demais, dá pra sentir o afeto que um tem pelo outro; afeto, este, que camufla sentimentos mais profundos; que, mais uma vez, pode ser 'deixado de lado' com o aparecimento da little Sorrento.

E vocês, também esperavam uma mudança drástica a partir de John ou acreditam que ela virá, sim, mas de forma gradual? Sou realista e acho que grandes coisas virão nos próximos capítulos! Afinal, mudar, independente de quanto ou quando, é um começo.

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