Agents Of S.H.I.E.L.D. 1x07 - The Hub


Sobre hierarquia e confiança.

Dando sequência ao episódio da semana passada, The Hub continuou a desenvolver e construir a relação entre as personagens. Conhecemos mais sobre a S.H.I.E.L.D., pudemos ver o funcionamento da hierarquia e como ela é rigorosamente seguida. Além disso, o episódio ainda leva os telespectadores a reflexão. Afinal, até onde você iria para proteger pessoas com as quais você se importa e gosta?

O maior acerto de The Hub foi ter misturado os agentes. Essa dinâmica mostrou que eles podem funcionar mesmo trabalhando com pessoas completamente diferentes, e ainda provou que, no final, o que faz a diferença é o coletivo. Foi brilhante e pontual a forma como os roteiristas contrastaram os agentes, colocando um como complemento do outro.

Fitz e Ward são totalmente contrários. Fitz é mais leve, gosta de ficar no laboratório e dispensa ação. Ward tem todo aquele complexo de herói, de protetor e sente que precisa salvar o dia. Ver ambos juntos em ação foi delicioso, porque quando você pensava que o Ward é quem arranjaria uma forma para escapar dos problemas, eis que Fitz entra em ação e mostra que a logística da S.H.I.E.L.D., quando decidiu mandá-los como uma equipe para o campo, foi impecável. E como não amar ainda mais com as cenas de alívio cômico dos dois? Foi extremamente bem dosado e natural.

O mesmo vale para Skye e Simmons. Skye é teimosa, curiosa, não mede suas ações, quebra regras de acordo com seus valores e às vezes age por impulso. Já Simmons é centrada, obediente, gosta de andar na linha e de seguir as regras. Foi graças a junção dessas personalidades tão contrárias que descobrimos que não havia plano de extração para Fitz-Ward quando eles completassem a missão. Aqui, vale destacar como a ousadia de Skye influenciou positivamente o caso. Skye é, pra mim, a mais sensível da equipe, e ela demonstrou não dar a mínima para as regras se isso significar ter que abandonar os seus amigos. Tem-se outro contraste aqui, dessa vez da equipe do agente Coulson com as demais equipes da S.H.I.E.L.D. Os outros agentes eram notoriamente frios e se fosse necessário ter que abrir mão de vidas humanas para finalizar as missões, que assim seja.

Também vimos o próprio Coulson desconfiado com o que acontecera no Taiti. Ele sempre se refere ao Taiti como sendo um lugar mágico. Por que será? Aliás, como já retratado em episódios anteriores, estamos vendo um Coulson muito mais humano, mais sensibilizado, mais preocupado com o bem-estar dos agentes. Ao mesmo tempo em que ele é badass, ele exerce uma figura paternal para os agentes, e é interessante a série mostrar esses momentos porque reforça a conversa que ele e May tiveram no episódio passado. Você não passa por uma experiência de quase morte e sai sendo a pessoa que costumava ser.

E já que estamos falando sobre segredos, a mãe da Skye era uma agente da S.H.I.E.L.D. Ainda não sabemos porque ela entregou a filha para a adoção e nem se ela era alguém importante dentro da organização. May e Coulson demonstraram saber mais informações sobre a mulher, mas eles não vão falar nada agora e eu fico me perguntando se isso tem a ver só com confiança ou se existe uma história sólida e interessante por trás desse mistério. Espero que a revelação seja pontual e bem amarrada.

Observações finais:

– Gostaria de saber mais sobre o passado da May.
– Sotaque de Fitz-Simmons: música para os meus ouvidos.
– Se eu amei as cenas descontraídas do Fitz com o Ward, não tenho nem palavras para as de Skye com Simmons. Por favor, que tenhamos mais episódios com as duas trabalhando juntas.

E ai, o que vocês acharam desse episódio? 
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