Elementary 2x09 - On The Line


I consider you... exceptional...

Realmente, esse episódio foi mais do que excepcional. Algo diferente, que não havíamos visto antes, e que testou toda a habilidade de nossos dois detetives para que ele fosse resolvido. Desde o primeiro crime até a resolução, eles tiveram que jogar um jogo de paciência e jogos mentais, uma fraqueza natural de Holmes como já pudemos ver em diversos casos anteriormente, e é onde Watson consegue balanceá-lo com sua calma e frieza de ex-cirurgiã.

O caso da semana envolve uma suicida que decide incriminar um homem por sua morte. Porém, apesar de ele não ser o culpado desse crime, ele pode muito bem estar envolvido em uma série de assassinatos de mulheres nos últimos anos. E parecia que Sherlock realmente havia encontrado um adversário a sua altura. O criminoso sabia como jogar com a mente de Holmes a ponto de deixá-lo obsessivo e enlouquecido, fazendo-o perder a calma e a concentração que ele tanto preza para resolver um caso. Adorei a cena onde ele engana os dois com uma pista falsa e os faz de bobo, foi muito divertido ver Sherlock totalmente desestabilizado. Mas ele mostrou porque é o melhor detetive do mundo e, quando se acalmou, conseguiu observar o óbvio e salvar não uma, mas duas vidas. Só eu me emocionei no final quando o homem encontrou a esposa desaparecida? Achei uma cena linda e que mostra que, apesar de tudo, ainda há esperanças nas investigações da polícia, por mais tempo que passe. 

Outro destaque do episódio fica na participação de Chris Bauer (Andy Bellefleur, de True Blood), repetindo o papel como o detetive Coventry, invejoso e péssimo profissional, que não gosta da ajuda de Sherlock e Watson por achá-los intrometidos e que Holmes desmoraliza os outros profissionais. Não podemos negar que isso é verdade, mas na minha opinião é puro recalque de quem não faz o trabalho direito e tem inveja de quem faz. Pelo menos isso levou à linda conversa entre nossos personagens principais no final, onde Sherlock mais uma vez mostrou todo o carinho e consideração que ele tem por Joan, mas que também existem coisas em sua personalidade que ele não pode mudar. Isso pra mim só torna o personagem mais real e humano. Por mais que ele melhore com o passar do tempo, todos nós temos atitudes e jeitos que não conseguimos mudar em nós mesmos e que vão nos acompanhar por toda a vida. Aqueles que nos cercam que tem que aprender a lidar com esses defeitos e gostar de nós mesmos como somos, e é essa a mensagem que ele quis passar.

Com o melhor episódio da temporada até agora, eu estou gostando do rumo em que a história está seguindo. Por mais que não tenha sido revelado um plot principal ou um grande vilão, o desenvolvimento e a humanização dos personagens está cada vez mais em foco, acompanhado de casos intrigantes e vilões que podem ser tanto humanos levados pela fúria, quanto serial killers frios e calculistas. E você leitor, o que achou? Não deixe de comentar e até semana que vem, no próximo episódio de Elementary!
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About Bruno

Apaixonado por séries e por tudo que é novo e diferente, infelizmente não tem mais tempo para ser um seriemaníaco, desde que vendeu a alma para a faculdade. Faz faculdade de Biologia, e tenta ao máximo conciliar o curso com suas séries e, principalmente, seus realities. Começou com Harper's Island por recomendação de um amigo, e desde então não parou. Tenta manter pelo menos uma série/reality por temporada, mas nem sempre é possível, já que seu interesse por ficção e séries diferentes nem sempre é preenchido. Além disso, gosta de ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, e assiste alguns animes quando consegue acompanhar. (@bkaozzz)
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