The Originals 1x07/08 - Bloodletting/ The River in Reverse



Uma série sobre se importar.

Mais uma vez The Originals vem provando que não é aquela mediocridade que a gente achava quando viu o pré-piloto na temporada passada. Os personagens estão crescendo junto com as tramas, que a cada semana se tornam cada vez mais interessantes.  Estou gostando demais dos caminhos que estão levando a série e esses dois últimos episódios são exemplos de que um plot ruim bem desenvolvido pode render.

Bloodletting e The River in Reverse criaram uma boa sequência, apesar do hiatus entre eles. O sequestro de Hayley desencadeou o fim da guerra fria entre Klaus e Marcel e proporcionou as melhores sequências da série até agora.

A insignificante presença de Tyler acabou sendo um plus, porque nunca é demais ver um personagem tão detestável como ele sofrer e ser humilhado de todas as maneiras possíveis. Foi muita petulância dele ao achar que poderia fazer alguma coisa contra Klaus, que pisou, sapateou e sambou em cima de sua existência insignificante, deixando-o viver pra vê-lo sofrer ainda mais. Era de se esperar que o embate entre eles não durasse muito, assim como era previsível que Tyler correria pra se juntar a Marcel com esperanças de que seu plano de vingança fosse a frente.

É preciso lembrar que Rebekah também fez questão de colocar Tyler em seu devido lugar, ainda mais quando ele ameaça a vida de Hayley e seu bebê megaevil. O bom dessa história toda é que Tyler ficará preso e não poderá atormentar nem em TO nem em TVD. Pontos pros roteiristas que tiveram essa maravilhosa ideia.

Mas o que interessa mesmo é esse embate entre Marcel e Klaus, que veio de forma épica. A cena da emboscada foi a melhor sequência do personagem Klaus como motherfuck. Klaus mais uma vez reinou e mostrou o porquê ele merece ser o rei de New Orleans novamente, mesmo que seja sem amor e real lealdade do povo. Foi morte pra todo lado e de todos os jeitos, até que Rebekah desse o sinal pra Marcel se render. Não tem pessoa que conheça melhor o irmão do que ela, nem o próprio Elijah que vive nesse papo de reconstruir a família. Até acho a historia dele com Hayley bonitinha, mas depois de mil anos vendo o que o irmão é capaz de fazer acho que ele já poderia ter aprendido a lição.

Uma coisa que eu acho boa demais é essa ambiguidade do nosso personagem principal. Apesar da crueldade, é interessante ver que suas ações tem motivações meio toscas, como por exemplo, o ciúme que ele está de Elijah por achar que seu filho pode chamar o irmão de pai, além de se sentir magoado por terem desconfiado de seus verdadeiros motivos ao querer manter a criança viva. 

E isso cai na tese de que TO é uma série sobre personagens que se importam. São todos seres malignos, mas que carregam certos valores pessoais bem sentimentais. Klaus se importa com seu bebê, de maneira torpe com seus irmãos, com Marcel, onde tem uma ligação meio complicada desde o passado e até mesmo com Camille, a ponto de querer que ela deixe New Orleans para que ela não corra risco de vida. Com Rebekah e Elijah é a mesma coisa. Ambos são muito sentimentais e tomam atitudes muitas vezes erradas e que colocam tudo a perder por causa disso. Há quem diga que isso enfraquece e descaracterize os personagens, mas acho que é muito pelo contrário. Essa dualidade dá toda a graça quando vemos, por exemplo, Rebekah trair o irmão com esperanças de poder viver seu romance com Marcel.

No meio dessa trama principal alguns personagens chamam (ou não) atenção com suas histórias de coadjuvantes. Davina e Josh foram os que me pegaram nesses últimos episódios. Jurava que havia uma química ali, mas daí Josh começou a falar sobre conhecer rapazes e logo disse que era gay. Ainda assim, torço pra uma amizade legal entre eles, que mesmo sendo seres sobrenaturais conseguem ser os normais no meio de todo esse circo. E digo isso, porque nem Camille, que é a única humana consegue ser normal. Pra falar a verdade, a história dela é bem chata e infelizmente a personagem continua rasa como sempre.

O mesmo acontece com Hayley e sua procura por familiares. Fico chateado por colocarem uma trama tão chata pra uma personagem que é bem carismática, mas isso tudo por causa do jeito da atriz e não pelo que escrevem pra ela. Espero que esse lance da bíblia genealógica traga algo mais relevante pra ela, porque se não vou começar a torcer pra que o bebê megaevil comece a comer ela por dentro e assim tornar suas aparições interessantes.
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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