Freaks Look: Intelligence



"Enquanto outras agências tentam deixar a inteligência artificial mais humana...Demos a um humano o poder que só existia em máquinas."


Uma chefe de departamento com bastante autoridade mas que abre mãos as vezes pelo sentimento, um personagem principal meio arrogante, mas boa gente e de quem todos dependem, uma parceira badass e com passado sofrido e de superação com quem obviamente ele desenvolverá uma tensão sexual mais para frente e um nerd. Pronto, tem-se a formula para a grande maioria das séries policiais e procedurais, concordam? Sendo assim, cada uma delas tenta ter o seu "Elemento X" e trazer algo novo e que seja legal o suficiente para prender o telespectador. Não que o elemento aqui tenha sido tão inovador assim mas o piloto da série conseguiu me divertir e bem acho que conferirei alguns outros episódios.

Intelligence, nova série da CBS, pode ser facilmente definida como uma fusão de Chuck com Person of Interest. Gabriel Vaughn (Josh Holloway, Lost) é um soldado do mais alto escalão americano que foi escolhido para ser a arma mais poderosa da Inteligência do país, através de um chip ultra-poderoso implantado no seu cérebro ele é capaz de obter qualquer tipo de informação sobre as pessoas, detectar qualquer tipo de sinal tecnológico, acessar satélites, cyber-renderizar que nas palavras do próprio personagem é : "criar um retrato virtual de um evento na minha mente e andar dentro dele." - o que inclusive rende umas ótimas cenas durante o piloto - mas que outra vez não tem nada de muito de inovador. As partes em que ele "caminha" pelas cenas de crime e revisita cada ponto tentando encontrar novas informações lembra muito os estilos de cena de Sherlock (BBC), por exemplo, ou até o Will em Hannibal quando recria os assassinatos. 

Uma coisa que valorizei foi a escolha dos roteiristas em não entregar um piloto exclusivo sobre apresentação de personagens ou perderem tempo com coisas como a escolha do Gabriel - que foi devido a um gene mutante raro que ele possuía - ou coisas como a adaptação dele a tecnologia e etc. Já pegamos as coisas caminhando e somos levados pela história. E temos de cara o surgimento do que provavelmente será aquela ponta de trama central e o principal inimigo do Vaughn, a chinesa que recebe o chip evoluído do cientista que ajudou a criar a tecnologia do Gabriel e logo depois foi chutado pelo governo americano. Aliás, uma surpresa legal o fato do nerd da turma, Amos Pembroke (Elden Henson) ser traíra logo aqui no inicio. Sinal que teremos outro alguém ocupando seu espaço em manter Vaughn longe de vírus, cavalos de tróia e afins.

Meghan Ory saiu de Once Upon a Time e desfalcou a Chapeuzinho Vermelho por lá para virar Riley Neal aqui, uma agente do serviço secreto que é escolhida para manter Gabriel vivo e proteger esse investimento alto do governo do Obama. Talvez seja porque eu já goste da atriz mas Meghan mandou super bem nas cenas de ação e não ficou aquela coisa caricata que nós geralmente vemos quando mulheres com aparência delicada tentam pagar de policial durona. E já mostrou também que não se submete a historinhas de ninguém quando de certo modo confronta Lillian Strand (Marg Helgenberger, CSI) sobre os motivos de dar o chip ao Vaughn sabendo que ele obviamente ia querer satisfações sobre o paradeiro de sua mulher, dita até então como uma agente infiltrada do governo americano que trocou de lado durante um atentado. Essa inclusive é uma outra história que provavelmente será trabalhada ao longo dos demais episódios.

A série foi o piloto mais assistido da temporada com 16 milhões de telespectadores e apesar de não apresentar nada novo, tem ótimos atores e está no canal certo. Acredito que logo confirmem pelo menos a primeira temporada completa e eu particularmente pretendo ver mais alguns episódios pra ver se eles conseguem surpreender. E vocês, o que acharam do Intersect poke-evoluído? 
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About Rebeca Barros

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