Switched at Birth 3x01 - Drowning Girl

Drowning Girl, Roy Lichtenstein, 1963. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Switched at Birth estreia sua 3 temporada respondendo aquilo que deixou em aberto na anterior e trazendo mais carga emocional a fim de ser contada ao longo dos capítulos. Não foi das melhores estreias mas, ainda assim, ri e me emocionei bastante, além do que as novas personagens me chamaram a atenção de forma positiva. Há muito por vir e eu estou ansiosíssima! 

Um rosto que veremos ganhar destaque: mamãe Kennish. Kathryn esboçava seu protagonismo desde os plots do livro e do interesse de Chip Coto, mas percebo uma temporada focada em seu estado emocional. Ela não está feliz e parece que ninguém a vê além de 'a provedora do lar'. A ida ao psiquiatra me deixou muito triste porque os problemas dela são sempre os dos outros, quando terá tempo pra pensar em si mesma e no que, realmente, precisa? O casamento precoce do Toby, a carga profissional do John, as meninas e todo o drama adolescente... coitada! Ela está atada a correntes invisíveis e, estas, são as mais difíceis de romper! Pior ainda quando o profissional que deveria ajudar prescreve um remédio para fazê-la 'sentir bem'. Por acaso é assim tão fácil comprar felicidade? Não acredito nisso. Mas acredito no poder de uma amizade que, por hora, não parece puxá-la pra baixo. Renzo (Alec Mapa, Ugly Betty) é a cor que a rotina monocromática pedia e as aulas de sapateado devem-na dar um novo frescor (e algumas crises no casamento!)

"Eu não tenho namorado. Não pertence a nenhum clube," e assim são conseguidas aulas decentes de arte, senhoras e senhores! Miles TANK Conroy aka Karofsky (Max Adler, Glee) é o novo parceiro nas aulas de arte de Bay e eu revirei os olhos nas primeiras cenas. Se aquele cara gritasse "OMEGA PSI" mais uma vez ele iria carregar a própria cabeça ao invés de uma bola de boliche. Mas não é que me surpreendi com Tank? Ele 'salvou' uma Bay bêbada de ficar arrependida o restante da temporada! E nossa, como fiquei emotiva com aquela cena sobre o Ty: ele é aquela mensagem que não está lá, aquele e-mail que não chegou, a ligação que não acontece; ele é aquela ausência mais presente do que qualquer pessoa ao redor  e isso dói. Além disso foi bom ver uma cena EBay (nunca acostumo com Bemmett, sorry not sorry pra quem os chama assim) e a confiança entre eles ser reconstruída paulatinamente! 

A última das garotas a 'afundar-se' em lágrimas foi Daphne. Ela passou um tempo tomando péssimas decisões e agora precisa lidar com elas. A relação mais difícil é com John, o Kennish de maior empatia desde o início, e isso está cortando-a ao meio! Ele tem sido muito rude com a filha por conta do acontecido no 'caso Coto' e eu não discordo que ela precise de uma dose de realidade e responsabilidade, mas a menina está pirando! Principalmente ao dar-se conta da quantidade de jovens expulsos de casa, diariamente (ainda que eu tenha achado essa situação um pouco forçada). O que me dá raiva é que Daph quer reconstruir laços de um passado com o pai, mas esquece que o interessante é construir um novo futuro e criar novas experiências familiares! O primeiro dia prestando serviço comunitário me deixou bastante otimista! Um chefe rigoroso pra mantê-la no caminho, Jorge (David Castaneda, Southland) e Campbell (RJ Mitte, Breaking Bad) pra serem motivo de influência positiva. Por falar neles, este último já ganhou meu coração! Ex-atleta de snowboard que não permitiu ser parado pelo acidente! Querida Vásquez-Kennish, acho que os ventos vão soprar a seu favor este ano! 

É o último ano pra Daphne e Bay em Carlton e, aquele lugar seguro pelo qual elas lutaram pra manter aberto,  não parece mais um lar. A escola está diferente e de um jeito ruim. Lembram que a falta de recursos do Distrito fechou 3 escolas regulares, certo? Realocando os alunos, Carlton ganhou 50% de estudantes ouvintes, justamente aqueles que nenhuma outra instituição de ensino quis receber. Ainda não sei o que pensar sobre aquela menina marrenta e não estou certa de que, ao mostrarem a história dela, eu ficarei comovida. Acaso mazelas sociais são sinônimos de intolerância e comportamento rude? Bitch, please! Mas SaB sabe, como ninguém, explorar o plot 'desajustados em ambiente hostil' e revela facetas novas de uma sociedade desfavorecida (vide Bay x Natalie na última temporada). Uma coisa boa nisso tudo (além de Buckner ser cortada totalmente de cena, amém!) é a parceria criada entre os irmão Kennish, ao passo que Toby parece ser o novo instrutor de hóquei da escola. 

Quanto a Angelo e Gina, bem... falta comunicação! Eu não gostei dele jogar na cara dela todas as vezes em que 'a salvou' de algo nem como ele a culpou por não estar com Abby (pareceu até Daphne jogando as próprias responsabilidades nas outras pessoas!). Sinceramente, não sei como esse relacionamento vai caminhar, uma vez que os problemas com dinheiro ainda irão surgir. E John, será que assumirá uma faceta de vilania? Ele está fechando-se cada vez mais, sendo duro e intransigente, por vezes. Mas, e vocês, animados com a volta da série?

Melhores quotes:

Campbell: "Look at us. A gump and a deaf girl. That sounds like the start of a really bad joke."

Renzo: "Tap is like cheerleading for adults."

Kathryn: "I used to do a little ballet." 
Renzo: "I used to do a little ballet dancer. His name was Trevor."

Melody: "And if you find a unicorn, you can ride it." 
Daphne: "I'll take that as a 'yes.'"

Campbell: "Would you like a ride?"
Daphne: "Like on your lap?"
Campbell: "Like in my camaro." 


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About Vanessa Reis

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