Switched at Birth 3x02 - Your Body Is A Battleground

"Untitled (your body is a battleground)", Barbara Kruger, 1989. 

O segundo capítulo de Switched at Birth traz no título mais uma peça de arte contemporânea e interligada com a história. A obra da Kruger foi projetado em prol dos direitos das mulheres - principalmente sobre o próprio corpo como no caso do aborto - e seria tão especial se, dentre todos estes direitos, estivessem o 'direito à felicidade, ao amor próprio, compreensão, paz de espírito' como algo essencial para a sobrevivência dos indivíduos; algo que o clã Kennish-Vasquez tem de enfrentar diariamente, fazendo da vida um verdadeiro 'campo de batalhas emocionais'.

Quando Gina contou pra filha sobre ajudar a prima Felicia a redecorar o minúsculo ap pra chegada do bebê, eu vi uma luz. Aquele discurso sobre como nos isolamos em nossas casas e não construímos laços afetivos na vizinhança (diferente de quando você mora em comunidade ou interior), ao nos acomodarmos com as facilidades da vida e, assim, perdermos a criatividade e inventividade sem que percebamos, não só serviu pra Regina 'acordar', mas me mostrou uma Daphne em progresso. Foram cenas muito simples que me fizeram refletir bastante, principalmente quando interagia com Campbell. E o que dizer deste menino? Fiquei tão emocionada com a fé em voltar a andar um dia, em acreditar que, quando o futuro chegasse, ele estaria pronto pra voltar a ser o que era... nossa! Eu já te amo, Campbell! E acho que não sou a única, ou vocês não notaram a cara da Daph ao conhecer Gretchen? Poor, girl! Meu coração partiu também! 

"On the list of things I hate most, sports are second only to Thomas Kinkade paintings and spiders," mas saber que não iria mais fazer aulas de educação física fez Bay soltar um 'I love hockey!' em seguida... tem pessoa melhor nessa série?! Toby mostrou-se um ótimo técnico e ele parece, enfim, estar feliz! Pode parecer besteira, mas com Nikki fora de cena, ele estava completamente esquecido, beirando o desnecessário. Torço muito pela evolução do time (e por mais tiradas sarcásticas da Bay, por favor, produção!) ainda mais com Sharee na equipe - uma vez que, mesmo vencendo a aposta com Daph na quadra de basquete, resolveu baixar a guarda. Sinto que boas cenas virão entre o Team Kennish-Vasquez e os novos alunos de Carlton. 

"In my experience, coaches are hardest on the players they think have real talent," e Toby consegue resumir tudo o que tive vontade de falar pra Bay! Vamos combinar que o primeiro desenho estava muito bem feito, mas não passava de uma 'foto a lápis', né? Quando alguém tem talento de verdade, precisa ser exigido e foi isso que a professora de artes fez! O bloqueio artístico de Bay foi rompido ao passar um tempo maior com Tank e ver quão especial ele é, quebrando todos os estereótipos de um 'cara de fraternidade'. Essa amizade entre os dois me deixa muito feliz, mas espero que eles não engatem um romance! Ainda sonho com o dia em que Ty volte e tudo seja esclarecido (Emmett, você está cada dia mais longe da Bay, tô começando a acreditar no meu amigo Pedro sobre a 'friendzone convicta'). Confesso que, após ver a arte final de Bay, fiquei alguns minutos analisando o emaranhado de 'x' e 'o' e babando na genialidade daquilo! 

Kathryn radiante contagia qualquer pessoa... exceto o marido. E o que mais gosto em SaB é que não há receio ao expor as feiuras de suas personagens! John tem se mostrado ríspido e intransigente; distante. Ele não percebeu a infelicidade da esposa e, quando esta começou a esboçar autoafirmação e desenhar suas vontades próprias, foi rápido ao julgar aquele que mais a ajudou na melhora: Renzo. Tudo bem ser gay contando que não na frente das pessoas? Então tudo bem ser violento enquanto isto se resguardar aos limites do seu lar? Não está tudo bem, Senador Kennish, e eu espero que este caminho te traga uma redenção futura, porque tá muito difícil gostar de você dessa maneira! O fato de Kath ter mentido foi trazido à tona e isso serviu pra que ela abrisse os olhos quanto a toda a situação, contando pro John sobre a ida ao psiquiatra como quem fala 'vou ao banheiro'. Acredito que virão fortes cenas desse plot e estou ansiosa por conhecer melhor o Renzo fora de toda caricatura de que gays são esfuziantes, brincalhões e exagerados o tempo inteiro. 

Além da volta de Travis (senti sua falta, querido!!), Emmett ganha uma trama própria: enquanto registrava momentos escolares para o anuário, ele flagra alguém cortando os pneus no estacionamento de Carlton, carros apenas de estudantes surdos, o que implicaria pensar que o culpado era alguém recém-chegado (mas desde o começo não comprei essa ideia e acusei Natalie, sorry!). O bom do 'mistério' é que tudo foi revelado no final do episódio, uma vez que o vândalo tem um casaco com mancha de graxa e um dos colegas surdos era o dono da vestimenta. Eis o dilema de Emmett: confrontar ou deixar 'a verdade aparecer'? Se ele demora em dizer alguma coisa, injustiças podem aparecer e acabar sobrando pra Sharee, infelizmente. Emmett Mutley, faça alguma coisa!

Logo que o capítulo foi ao ar, no tumblr da série foi postado um texto muito legal da Vanessa Marano aka Bay sobre a cena em que o Campbell fala da sua esperança em voltar a andar e você confere aqui. Além disso, você conhece a 'galeria online' do pintor mais odiado pela nossa artista preferida clicando aqui. 

Melhores quotes:

"You're a total deaf-tective." - Campbell

"I'm tired of pretending that i'm happy." - Kathryn

"That hair will not be contained in two dimensions." - Tank

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About Vanessa Reis

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