Switched at Birth 3x03 - Fountain

"Fountain", Marcel Duchamp, 1917.

Se no episódio passado tivemos muitos motivos para sorrir, o terceiro capítulo da temporada nos leva a refletir sobre coisas importantes e, por vezes, cobertas por uma capa de invisibilidade; trazendo aquela parcela de drama que só a série sabe fazer de forma genial! SaB nunca decepciona e, numa tacada de mestre, converge todas as histórias próprias de cada personagem a um foco central; culminando numa das cenas mais lindas (e sinceras!) entre pai e filha! 

Deaf Pride. E um conceito totalmente equivocado... Ao ser confrontado por Emmett, Matthew (e Travis, veja só!) achou estar promovendo uma revolução pautada nos seus direitos de ser surdo e ter uma escola restrita a este tipo de deficiência. Mas, convenhamos, os fins não justificam os meios (suck it up, Maquiavel!) e Carlton - que sempre prezou pela equidade e inclusão - tornou-se um lugar hostil e racista! Acaso Sharee ser expulsa sem direito de resposta não evidenciou isso? E o que dizer de Daphne, submersa em seu desespero a fim de recuperar a aprovação do pai, super preocupada com a expulsão da colega não por importar-se, mas porque precisava dela pro jogo de hóquei que não aconteceu?! Ação correta, motivação errada. E, uma relação que estava começando a estreitar-se, retorna pra Sibéria social! Quando Sharee mais precisou de apoio, este veio como moeda de troca. Bad move, Wade

A última cena do 3x03 foi emocionante! E, ante de chegar nela, tivemos uma conversa bastante honesta entre pai e filha: Daph estava cansada de mendigar atenção, humilhar-se por afeto e John, de cima do seu trono de ego, pairava como um grande termômetro de reprovações - o que o fez parecer um imbecil ao passo que tornava a filha um fracasso recorrente. Demorou pra que ele entendesse que '16 anos de lições' é algo inexistente! E aquela última cena é, o que poderíamos chamar, um clássico de SaB! 

"I'm not letting unhappy people decide what I get to do." e nossa artista conhece um outro lado da arte. Entrar em Pratt é o objetivo de Bay que, vê em Teresa aka grande fã de Patti Smith, a oportunidade de uma carta de recomendação (já que ela é uma impressionante artista dos anos 80) propondo ser ajudante na exposição que a professora faria. Poderia ser uma prática maravilhosa se os conflitos internos da Ledarsky não abalassem as certezas de Bay. Mas foi necessário. Nada, nunca, será totalmente bom ou seguro ou feliz e é justamente por isso que nós crescemos e aprendemos a dar valor aos instantes de felicidade! Essa história de que "arte é um comodismo, algo que você pode comprar pra mostrar status" é equivocada! Arte é a livre expressão do ser, é desnudar-se e imprimir-se em sua obra e, isto, Bay faz com perfeição! "At your best, you don’t give a crap,” e acredito que este sentimento resume o plot: se você pensa em fazer arte pra vender e ser bem-sucedido, o caminho pode ser traiçoeiro... acredito no que o John Green disse certa vez (e não encontro o link, shame on me!) que devemos fazer por nós mesmos, sem esperar algo em troca. Go, Bay, I believe in you!  

"Don't be that mom," alerta John a Kath com relação a Toby. Uma mãe que diz que como o filho deve viver, uma mãe que não respeita a individualidade nem aceita o fato de que 'o menininho cresceu'; inconveniente. Kathryn precisa entender que o estilo de vida dela é diferente, ao passo que Toby está tomando atitudes de homem casado que vai prover sua família com o fruto do próprio trabalho! Ela deveria estar orgulhosa de ver o amadurecimento dele e, enfim, parece ter recobrado a consciência no fim do capitulo. Eu não sou mãe e não sei como é a sensação de 'ninho vazio', principalmente quando mamãe Kennish vem passando por momentos difíceis no que tange ao emocional, mas creio que ela vá ajudar mais que atrapalhar nesse novo plot do Toby! 

Alguém ai sabe de Angelo? Tenho medo de que, quando ele voltar, seja pra conversar sobre finanças e acabe sobrando pra K&D! Gina trabalha com tanto afinco que me corta pensar nos planos dela vindo por água abaixo! Gostei da presença do Wes como um desafio pra Regina e, posso estar enganada, mas ele pode ser forte candidato a um concorrente do Sorrento, hein? Preciso dizer que é maravilhoso ver cenas entre Emmett e Daphne e o tanto de orgulho que sinto desse menino por fazer o que é certo e entregar o Matthew! Mas as minhas preocupações estão todas em Kathryn: ela tem sentido que a família está distante e, nem toda dança ou amizade que possa fazer servirá de band-aid pra um coração ferido. Problemas emocionais são os mais difíceis de curar e, pelo promo da próxima semana, acho que vem mais drama por ai! #Pray4Kath


Melhores quotes:

Sharee: "I'm LeBron. She's Wade."

Teresa: "Go and have fun at art school. Fall in love. Get your heart broken. Do derivate stuff. Do beautiful stuff that you never even thought you had in you."

Regina: "You don't have a desk, but you have a jet."
Share on Google Plus

About Vanessa Reis

Hey 23, call me! (@neereis)
    Blogger Comment
    Facebook Comment