Switched at Birth 3x07 - Memory is Your Image of Perfection


Pergunta: quantos de nós já romantizamos uma memória? Quantos de nós, insatisfeitos com o presente, recorremos à nostalgia e à idealização perfeita de um sentimento que, se pensado com atenção, não é tão perfeito assim? SaB, mais uma vez, conta histórias que podem ser a nossa, a de um conhecido, a do vizinho da rua da frente; e esta é a beleza da série. Quem acompanha meus textos percebe o 'quase mantra' que tornei-me sobre a tristeza de ver o casamento dos Kennish esvair-se, assim, tão de supetão, e o 3x07 vem como um anúncio de que 'não foi bem assim'; ele já estava em pedaços! Eu quem não percebi os silêncios cortantes e as histórias negligenciadas nas entrelinhas dos momentos felizes... 

"Suck it up! We are the Kennishes; there is no challenge that we can't face... together." Bay e Toby resolveram unir-se a fim de tentar juntar os pais novamente, numa conversa muito bonita sobre como eles sempre foram esse exemplo de casal que nós sabíamos que sempre estaria lá, que mantinha a chama acesa sobre o relacionamento no passar dos anos, o motivo do filho acreditar no próprio casamento, etc. E, assim, as memórias são visitadas e Bay usa o desafio do sorvete para mostrar aos pais que acredita na reconciliação. (In)felizmente, o tempo é gasto com a real carga emocional de John e Kathryn, e percebemos que o  beijo entre ele e Jennice é apenas a faísca de uma explosão fadada a acontecer. Sim, talvez ela tenha mudado, talvez ela não se contente mais em ser a mãe e esposa, talvez ela nunca tenha 'sido', de verdade, ela mesma e tenha vivido conforme a vida ditava as regras. Talvez John não esteja apenas acostumado, talvez ele, realmente, goste da vida que leva; talvez procurar similaridades não seja a melhor coisa pra se manter um casamento, talvez eles enxerguem que, antes de união matrimonial, antes de uma casa ou de filhos ou do cotidiano eles tinham apenas amor... e isso foi suficiente no início. É como canta o Frejat "desejo que você tenha a quem amar e, quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar; pra recomeçar."

Não bastasse todo o drama em casa, Bay - que havia livrado-se do gesso - vai parar no médico quando os dedos paralisam numa tentativa de ganhar um iPod naquelas máquinas de garra, anunciando um plot dark pros próximos episódios. Cirurgia e a recuperação em alguns meses: Ok. Mas ouvir o médico falar que 'vai tentar o melhor' quando questionado sobre a habilidade de pintar/desenhar permanecer intacta foi de doer o coração! A arte é quem ela é, a arte é a ponte dela com o mundo, é o modo como expressa seus sentimentos, é sinônimo recorrente quando se pronuncia o nome 'Bay' e eu estou muito muito triste por ela! 

Daphne, nosso ímã pra drama, tem a oportunidade de ajudar Sharee ao conversar com o Dr. Jackson sobre os problemas mentais da mãe da colega. Antes de prontificar-se a ajudar, o médico a alfineta sobre o tal triângulo, chamando o período dela na Clínica de "the dating game!" - BEM FEITO! A desculpa da vacina contra gripe havia colado, exceto pela demora do psiquiatra em chegar e da mãe da Sharee (ALGUÉM ARRUMA UM NOME PRA ESSA MULHER LOGO, PFV?!) ter um surto e apunhalar o Dr. com uma tesoura, deixando o local como se nada tivesse acontecido... Daph salvando a vida dele com aquela seringa e a dificuldade na leitura labial foi uma cena muito tensa!! Mas, pensa comigo, como um médico vai receber uma paciente bipolar que recusa qualquer tipo de tratamento e intervenção, ele próprio achando-a 'borderline' e deixa objetos pontudos à vista no consultório? Ah, vá... No final do capítulo vemos que a mulher sem nome mãe da Sharee é detida e todo o medo de não conseguir lidar com o problema familiar é convertido em uma adolescente apavorada sobre sua guarda legal ou como proceder depois do ocorrido. 

Saindo de toda a tensão, Melody abre sua casa com um plot realmente fofo! Não, Emmett ainda não tem espaço e sua aparição foi apenas pra fazer piada sobre as mãos das meninas da Universidade que Melody almeja que ele e Travis entrem. Gallaudet parece ser o sonho de todo aluno surdo e a resistência do Travis em fazer a entrevista de admissão é culpa da família que o acolheu! A casa de Melody é seu primeiro lar, a proteção, o cuidado, e o 'you're not my mom' é o que um filho birrento diria pra quem o trata como tal mesmo sem o ter gerado no ventre, a fim de testar limites e/ou saber se aquilo é motivo pra deixar de ser 'gostado'; coisa que MB apontou pra 'mom' e esta, naquela momento em que a ficha cai, deixou claro que, independente de onde ele fosse, sempre teria um lar pra voltar. Mary Beth e Travis são tão fofos, né? É um amor ver o relacionamento deles crescer fora das telas e nos chegar tão perto, mostrando-os tão próximos sem precisar de trocentas cenas evidenciando o tempo que passam juntos! 

Regina tem muito o que mostrar nos próximos episódios, hein? A felicidade de fazer parte do projeto em East Riverside é sabotada quando sua mãe planta a semente da dúvida sobre Wes tê-la contratado apenas por ser latina. Ao confrontá-lo, ele deixa claro que todo trabalho é uma troca (ele está errado, por acaso?) e que não será tão fácil quebrar o contrato com ele. Gina tem o dedo podre quando diz respeito a encontrar homens com 'talento para negócios', né? Não posso esquecer de comentar sobre a volta do Gabe!!! Estou torcendo por ele e Melody... quanta química!! E preciso salientar a tristeza da cena em que Kath passa a mão no lado da cama de John, agora, vazio... 

Melhores Quotes:

John: I’m not happy because you keep telling me how unhappy you are.

Melody: Why do you want to go to Gallaudet?
Emmett: Because all the girls are good with their hands?

John: I told you, last night Jennice kissed me.
Toby: Just so you know, it's not gonna make your future grandkids' birthday parties any less awkward.
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About Vanessa Reis

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