Switched at Birth 3x08 - Dance Me To The End Of Love


"Dance Me To The End Of Love" - Jack Vettriano, 1998.

Quando eu soube que SaB faria um desses episódios "diferentes", fiquei muito animada ao lembrar do sucesso do 'what if' e do 'ASL', mas ao saber que seria sobre dança, temi. Achei que seria estranho ou sem graça, mas terminei o capítulo com os olhos marejados! "Come on, it's time to dance." (Renzo). A série sempre surpreende e, desta vez, não foi diferente! Exceto pelo sonho nonsense de Daphne, todos os momentos musicais foram justificáveis e, restando 3 capítulos até a midseason, a série começa a resolver alguns plots e criar outros que, na continuação da temporada, serão importantíssimos.

Depois de salvar a vida do Dr. Jackson, Daphne considera tentar pre-med numa Universidade melhor conceituada ao invés da Gallaudet e, com isto, ter maior responsabilidade na Clínica a fim de um aprendizado mais abrangente. Ela estava tão vívida e repleta de sonhos que doeu em mim todas as incertezas sobre capacidadexdeficiência e eu imagino se Jorge não a deixou sozinha com um menino que, a qualquer momento, convulsiona, só pra vingar-se pelo acontecido entre eles. BAD MOVE! "Daphne, you can overcome all the road blocks in the world if you believe in yourself." Dr. J, numa conversa muito amistosa, enfatiza o fato de viver algo que se gosta além dos obstáculos que, pra todos, são inevitáveis. Num contexto entre ser negro e surdo numa sociedade racista e preconceituosa, respectivamente, e tentar ser médico, você tem de provar pra si mesmo, diariamente, que é capaz de ser aquilo que sonha. É uma mensagem além de toda questão de cor da pele ou deficiência física, aliás.

Falando em um mentor carinhoso na sua maneira de ensinar, Bay não teve, necessariamente, uma assim. A sra. Ledarsky foi dura e intransigente porque Bay tem um potencial incrível e, não fosse pressionada, acabaria choramingando sobre como sua arte também se foi e todo um discurso de vitimização que não combina com ela, pra ser sincera. Ao desabafar com Emmett sobre seu bloqueio criativo, ele a leva num lugar muito especial e a conta uma linda história que me fez recordar The Notebook Como se Fosse a Primeira Vez. Após o momento de epifania, eles fazem um zootrópio para representar o "movimento da memória", uma forma inteligente de explicar um pensamento decorado é que sim, este vem sempre com formas e cores e sabores e cheiros; não apenas como uma foto antiga e desbotada: a memória é viva e Bay sabe, como ninguém, retratar sentimentos.

Enquanto Tank é cheio de "talentos escondidos", Travis aprende a lidar com as limitações. Ele e MB tem uma lista de coisas que não podem fazer juntos por conta da surdez mas, ao tentar aprender alguns passos de dança, ela o mostra uma outra lista maior que a primeira, repleta de itens que os fazem funcionar, os fazem perfeitos um pro outro. Uma relação genuína, linda e que precisa de um espaço maior na série! Mas preciso dizer que foram ótimas as cenas em que Toby e toda a sua experiência em HSM e Angelo com toda a bagagem de DWTS vão ajudá-lo com os passos de dança na sala da Melody! Claro, SaB não é Footloose ou Dirty Dancing, então Travis não aprende a dançar num passe de mágica! (mas confesso que fiquei esperando a Sharpay aparecer a qualquer momento... #MomentoFãdeHSM).

Enquanto Kathryn ensaiava seus passos e sonhava como se estivesse na Broadway  e fosse a própria Roxie Hart - tão eu quando escuto uma música que amo e já me imagino no palco! - Toby refazia a icônica cena de Negócio Arriscado ao comemorar a saída de John de sua casa, então, própria, rs. Sim, John voltou pra casa e eu guardei o melhor para o final! Depois de uma tentativa frustrada de consertar as coisas com presentes repetidos, de tentar culpar o Renzo pela crise do casamento, John "acorda". Mas não foi o refletir da vida, muito menos ele acordou diferente. Eram os mesmos John e Kathryn, mas eles conversaram. Ela falou o que sentia e ele ouviu. Sem acusações, sem apontar de dedos a fim de elencar culpados: dialogaram. E eu fiquei tão emocionalmente vulnerável depois daquela última cena em que ele organiza um flash mob (sob a direção de Renzo) que não sei o que dizer... tinha de ser 'coisa de SaB'! Espero que esse seja o primeiro passo pra que eles não voltem a ser como antes, mas que sejam suas melhores versões e aprendam a contemplar a do outro!


PS.: precisei postar a última cena do 3x08 porque foi uma das coisas mais fofas que já vi! Tão poética e tão simples, tão família e tão cheia de afeto que me pegou desprevenida e me encheu de paz, ou qualquer que seja o nome praquela sensação boa depois de ver algo excelente! E, se alguém já viu promo do próximo capítulo, deve estar como eu... surtando!!
PS².: listei muitos filmes no decorrer do texto; recomendo todos!

Melhores Quotes:

Kathryn: "Maybe I'm having an existential crisis. Maybe it's empty-nest syndrome. Maybe it's early menopause or depression. I don't know, it's just... I'm not happy. I don't want to cook the same meals. I don't want to watch the same shows. I don't want to give each other the same presents... year after year, like we're stuck on repeat. I want adventure. Maybe it's too much to ask. Maybe it's unfair. But that's what I want."

John: If it's adventure you want, it's adventure you'll get.

Bay: My toolbox is a little empty at the moment.
Teresa: Then get a bigger toolbox.
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