Freaks Look: Gracepoint


Um assassinato misterioso em uma cidade pequena muda a rotina de toda a população e todos a partir daquele momento passam a ser suspeitos. Eu poderia estar descrevendo aqui a famosa Twin Peaks - que vai voltar em 2016 pela Showtime - ou a primeira temporada de The Killing (porque foi o máximo que eu aguentei da série) ou mais um monte de séries investigativas mundo a fora, mas não, estou falando de Gracepoint, minissérie de 10 episódios da Fox, remake da britânica Broadchurch.

A série é do mesmo criador da original, Chris Chibnall, e David Tennant (o Doctor Number 10) é o detetive protagonista em ambas as versões. Enquanto eu ainda tento entender a necessidade de se criar um remake, me permitam dizer que apesar de se tratar de uma sinopse bem conhecida, o piloto da versão americana consegue desempenhar bem seu papel e fazer o mais importante que é despertar a vontade de ver mais um. 

Tennant é Emmett Carver, o detetive recém chegado e chefe das investigações que aparentemente mudou-se para a cidade de Gracepoint para fugir um pouco dos holofotes e esquecer algum escândalo de um caso passado. A outra detetive é Ellie Miller (Anna Gunn - Breaking Bad), policial local que retorna de férias jurando que ia conseguir o cargo de chefia quando se depara com Carver. Os dois têm então que lidar com a morte - que logo se revela assassinato - de Danny Solano (Nikolas Filipovic) cujo o corpo é encontrado na beira da praia.

Pra emaranhar a história, Ellie (que não gosta de ser chamada pelo sobrenome nem em seu ambiente de trabalho) é amiga próxima da família Solano e seu filho Tom Miller (Jack Irvine) era o melhor amigo do garoto que morreu. Tom inclusive é o principal responsável pelo suspense desse primeiro episódio, a atuação dele ao "descobrir" sobre a morte do amigo pela mãe me soou super estranha e logo descobrimos que há mais nessa história com ele apagando rapidamente qualquer traço de comunicação que já teve com o Danny.

Não entendi muito bem a intenção da produção com a sequência inicial que mostra Mark Solano (Michael Peña) interagindo e sendo o boa praça com quase toda a cidade mas ele já surge como um Suspeito de S maiúsculo com o fato de ter estado fora de casa bem no período de tempo que a provável morte do filho aconteceu. Virginia Kull está excelente como Beth Solano e é pra mim o maior destaque nesse episódio. Toda a angústia dela ao chegar no evento da escola e descobrir que o filho não foi naquela manhã, a caminhada na rodovia engarrafada já pressentindo algo ruim até a cena dela com a Ellie lembrando da infância do filho. Sofri junto em todos os momentos.

Durante o piloto ainda somos apresentados a Chloe Solano (Madalyn Horcher), irmã do Danny e seu namorado Dean (Kendrick Sampson), Owen (Kevin Zegers) que é jornalista do jornal local, sobrinho de Ellie e que parece ser capaz de tudo por um furo de reportagem. Tem também o tiozinho dos barcos com quem o Danny deveria estar na manhã que apareceu morto e a tiazinha creepy que vive observando tudo e que a câmera faz questão de destacar vez ou outra. Finalizando, tem também Renee (Kevin Zegers) uma jornalista de fora que chegou na cidade pra cobrir o caso e que parece ter um passado com o Carver. 

Alguém que já tenha visto a versão original, por favor, não me conte o fim do mistério, apesar de que bem provável que o resultado mude, tudo claro pra fazer a gente ver também a primeira versão - o que não é nenhum sacrifício se tratando de série britânica - mas, como já dito, apesar de não apresentar nada além do normal, o episódio 1 de Gracepoint tem o suficiente pra te deixar instigado e merece ser conferido quando você não tiver outras séries como prioridade.

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