Freaks Look: Stalker

"I'm a creep, I'm a weirdo."

"Be patient. I don't put it out there in the first 5 minutes," esta é a premissa de Stalker. Depois de uma sequência maravilhosa a la thriller psicológico, onde um stalker ateia fogo na vítima (Kate - Torrey DeVitto; Pretty Little Liars) pelo simples prazer de 'vê-la queimar', somos apresentados ao cotidiano da TAU  (Threat Assessment Unit), a divisão para crimes de perseguição, da polícia de Los Angeles (LAPD).

Rejeição, ciúmes, vingança. Muito mais que envolvimento romântico; idealização, endeusamento. É disso que um stalker é feito. Hoje, as redes sociais e a facilidade de informação atrelada à falta de filtro de muitos usuários, faz os números desses crimes aumentarem em larga escala. "Você não pode processar ninguém por estar assustada" e, assim, as vítimas são cada vez mais recorrentes (uma vez que famosos são apenas 10% dessa parcela!). "Being a victim is a sign of weakness, so she chose to ignore her fears. It's very human to dismiss a stalker, or worse... accept is as a part of yous daily life." Precisamos entender, de uma vez por todas, que não há fraqueza em pedir ajuda, não há fraqueza em reconhecer que algo está errado e fingir que é normal receber ameaças e/ou perceber que se tem um perseguidor na vida é algo totalmente absurdo! A série, apesar da lente de aumento, traz o assunto à tona.

Conhecemos a dupla protagonista formada por Jack (Dylan McDermott; American Horror Story), um detetive da homicídios de NY que vem para LA a fim de trabalhar na TAU e ser um stalker do seu ex-affair por acreditar que o filho dela é, também, dele; e a tenente Nikita Beth (Maggie Q; Nikita), mulher marcante que intitula-se "sporadically rude" e, ao que tudo indica, sofreu nas mãos de um stalker - e, isto, deve ser pauta para episódios seguintes. A química é excelente, uma vez que eles se contrapõem e mostram muita funcionalidade durante as investigações. E o que falar do senso de humor do Jack? Os diálogos entre os dois vão render boas risadas e aliviar um pouco o drama dos 'casos do dia'. "Why the stalkers unit?" / "Well, I was hoping to meet Scarlett Johansson."

Entramos no mundo da TAU depois da morte da Kate e das duas tentativas de homicídio a Lori (Melanie Liburd; Dracula), a segunda vítima da dupla de stalkers Larry (Eric Lange; The Bridge) e Kurt Wild (Michael Grant Terry; Bones) - o instrutor da academia em que ambas faziam aula de spin (além de terem sido inquilinas da mesma casa - Kate mudara-se assustada e Lori era a nova moradora - cujo teto estava projetado para espioná-las dormir). Atentando para o fato de que homens também têm seus algozes, conhecemos a história de dois estudantes e ex-roommates. Eric (Daren Kagasoff; The Secret Life of the American Teenager) espancou o colega por ter vazado a sextape dele com a então namorada e, totalmente resignado, Perry (Erik Stocklin; Mistresses) resolve não prestar queixas. Este, por sua vez, é de família rica e sente-se protegido a fazer o que lhe convém, inclusive infernizar a vida de Eric, que sente-se desprotegido e acuado. "I'm not scared. I'm mad," e por não conseguir uma ordem de restrição porque não há provas concretas contra o colega, muitas vezes a justiça acaba sendo feita com as próprias mãos (vide Beth no final do capítulo).

Com pretensão de ser um pouco dark, a série é boa. Conseguiu prender a atenção e mostrou que tem chance de contar boas histórias, uma espécie de Criminal Minds com equipe reduzida e repleta de psychos. Mas não poderia deixar de citar o discurso sexista do Jack: "Why do you wear sexy things if you don't want men to notice?" Até quando as mulheres serão questionadas sobre isto? Até quando tudo o que diz respeito ao universo feminino será atrelado à ideia de satisfação masculina? Beth retrucou com um: "For how I feel in them. I dress for myself." e eu já amo esta mulher! Chega desse discurso machista. Chega dessa ideia tacanha! E é bom ter uma protagonista forte e enfática o suficiente na TV.

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