The Affair - Episode 2


Acidente? Assassinato suspeito com alguém que estava na festa? Quem morreu afinal? Com um segundo episódio tão interessante e vibrante quanto o primeiro, The Affair continua me conquistando.

A narrativa excêntrica que sem dúvida é responsável pelo grande destaque da série e lembra um pouco o best-seller Gone Girl, que, como a série, intercala um mesmo momento na história contado por duas visões diferentes, trouxe no Episode 2 - sim, gastou-se a criatividade em tudo menos em nome dos episódios - o desenrolar do dia após Noah e Alison se conhecerem.

É engraçado ver que ambos alegam ao policial que não esperavam se encontrar novamente ao passo que podemos ver claramente que vez ou outra o pensamento de cada um se perdia ao lembrar do outro. Ver o que eles omitem da "verdade" para a Polícia é mais uma variável a se analisar quando, involuntariamente, nos pegamos tentando montar todo o quebra-cabeça.

Outro ponto de encontro nesse episódio é ver como os dois se veem na verdade como seres solitários no mundo e se agarram nos cônjuges e nas famílias dos mesmos como única alternativa pra estar atrelado a algo e alguém. Noah confessa que se casou muito cedo e que viu no casamento com Helen uma maneira de ser alguém que ele queria ser.

She was beautiful. She was rich. She was kind of artsy, and I wanted to be beautiful, rich, and artsy, so I married her. 

O mais irônico é que apesar de no lado dele da história nós notarmos o fato dele pensar incessavelmente em Alison ele ainda ama sua esposa e assume isso pra a quasejá-amante. 

Ela, por sua vez, apesar de tentar não consegue mais suportar o marido e o fardo de ter que ser forte por ele e sua família. 

I felt like I had to be so strong for them because if they knew what I was really thinking, they'd be terrified of me.
Eu tenho a tendência em acreditar mais na versão contada por ela - apesar da cara de psicopata (saudades Alice) da Alison do presente - porque todo aquele desequilíbrio mental prestes a eclodir devido a morte do filho me soa bem real. Quero dizer, além de ter a cidade toda andando por aí achando ela uma coitadinha ainda me vem a sogra praticamente cobrando um novo neto e pior, sugerindo que ela se mude para a casa dos sogros quando isso acontecer numa insinuação clara que talvez a criança tenha morrido por ter tido somente a supervisão da mãe, embora, claro, ainda não saibamos o real motivo da morte da criança.

Para embaralhar mais ainda a história tivemos o filho adolescente, Martin, arrumando emprego no rancho dos Lockhart e no começo do que parece uma amizade com o Cole e a filha mais velha, Whitney, sendo bitch e se jogando pra cima de um dos irmãos Lockhart. Aliás, mamãe Lockhart, a senhora está de parabéns, viu. Sem dúvida que isso vai render bastante.

É interessante ver que enquanto na versão dele, ela permanece sendo aquela sedutora barata que já arquiteta um provável envolvimento ao ignorá-lo frente a família mas se insinua bastante quando estão sozinhos; na dela, é ele quem cria as situações pra que o contato entre os dois aconteça mais frenquentemente. O vestido, por exemplo, é mais uma das sutilezas que a produção coloca pra dar um nó na nossa cabeça. Ela usou o vestido curto pra provocar? Ou estava inconfortável nele e só usou porque era emprestado e era o único que tinha? De qualquer forma, apesar de pequenas mudanças nos diálogos, de visões de casamento distintas, o envolvimento dos dois enfim acontece e mal podemos esperar pelos próximos desdobramentos.    

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About Rebeca Barros

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