A ignorância de Boninho e as 6 Coisas que deveriam mudar no The Voice Brasil

É impossível agradar a todos, isso nós já sabemos, mas ouvir o clamor da maioria é fundamental. Se tem algo que me incomoda na forma de Boninho dirigir um programa é a falta de respeito com que ele trata o público (ou ao menos tratava). E isso não é apenas metáfora. Grosso e arrogante, suas respostas às criticas via twitter eram sempre respondida de maneira grosseira.  


Não sou Deus, mas sou filho dele.

Você faz um trabalho para o público e recusa o feedback dele? Ele é filho de pessoas influentes o que facilitou chegar muito onde chegou, copia moldes de sucesso já prontos (e por vezes ainda fracassa) e está dentro de uma das maiores emissoras do mundo, sinceramente, não vejo nada de grandioso no que ele faz.

O meu reality favorito se chama Survivor. Nos Estados Unidos esse programa se encontra na vigésima nona temporada, enquanto no Brasil a versão falida No Limite não saiu da quarta edição. Apesar do sucesso das temporadas iniciais, já que foi o primeiro Reality Show feito no Brasil, No Limite fracassou ao acrescentar votações populares em um jogo que tem como ponto chave; sobrevivência e não popularidade. Quando vi a cagada que ele fez, enviei uma mensagem (via twitter) para ele dizendo como era estúpido tal alteração. O resultado? Ele respondeu de maneira grossa e me bloqueou. Duas semanas seguintes ele retirou o sistema de votação por reclamação em massa e voltou o programa aos moldes originais.

Entretanto, isso não era o suficiente. Muiiiiita coisa ainda precisava ser mudada como não realizar eliminações ao vivo (a falta de edição deixava tudo longo e tedioso) e escolher melhor os participantes (manda galera despreparada pro meio da floresta e não quer que as pessoas desistam?) e nada foi feito.

Isso não é só em No Limite, Big Brother, mas The Voice terá vida curta se pontos importantíssimos não forem modificados. A repercussão do programa está cada vez menor e isso pode ser observado tanto pelas visualizações em videos quanto pelas curtidas nas páginas dos participantes: é absurdamente menor comparado com a temporada anterior. Isso é resultado de um único ponto: insatisfação. Como eu disse inicialmente, é impossível agradar a todos, mas quem trabalha com o público precisa se esforçar para agradar a maioria. 

E na esperança de um dia ser ouvido, deixo aqui minhas sugestões:

1. Troca de TODOS os técnicos




A imagem dos técnicos está cansada. As piadas, os bordões e até mesmo os comentários estão repetitivos. A empatia por eles está cada vez menor, porque vez ou outra o público discorda de algumas atitudes deles o que negativa a imagem dos mesmos. O programa precisa de ar novo. Fernanda Sousa em sua participação ínfima acrescentou bastante na interação com os participantes. Será que nos técnicos não trariam novos telespectadores e quem sabe até mais inscritos? Eu já havia comentado aqui no blog sobre a urgência desse aspecto e esses dias vi notas que há pretensão de mudar dois. Não, não e não. Precisa trocar os quatro. Os exageros de gentileza e rimas como nome de Daniel, Claudinha fazendo a sensual para seduzir alguém, Brown com sua enrolação para dar um resultado, Lulu santos com seu choro insuportável. Eu adoro os quatro artista, mas não suporto mais no programa.

E na falta de ideias, vou repetir os nomes que havia sugerido:



Rita Lee para representar o rock e seria algo muito louco vê-la ao vivo. Daniela Mercury para representar o Axé e MPB (caso ela não aceitasse já que faz parte do The Voice Kids de Portugal, sugeriria Luiza Possi que está dando um show como assistente). Victor e Léo para representar um sertanejo e colocando uma dupla trabalhando como se fosse um só técnico. E por fim, Alexandre Pires para o pagode, que apesar de ter poucos representantes desse estilo, não deixa também de ser um cantor versátil. 

É claro que tudo depende de contratos e isso são apenas sugestões. O ideal seria a mudança de todos, seja por quem for, mas seguindo a linha de diferentes estilos.

2. Mais pessoas eliminadas nas audições às cegas

Quem não se lembra do índio da primeira temporada?



A falta de suspense nas audições às cegas é terrível. Isso porque eles dividem essa fase em cinco episódios (sendo a fase mais longa, pois também é a fase de maior audiência). Em cada episódio geralmente apresenta de 12 a 13, sendo o número de candidatos reprovados por programa em torno de 1 a 2, nunca ultrapassando isso. Na última temporada foi ainda pior, já que Boninho permitiu alguns técnicos escolherem 13 participantes, menos pessoas eliminadas iam ao ar.

Ou seja, você já assiste sabendo que o participante irá passar. Falta de participante reprovado não é justificativa, pois todos nós sabemos que a maior parte dos candidatos reprovados nas audições às cegas nem vai ao ar. Não há um número ideal, mas algo em torno de quatro por programa daria uma expectativa maior ao assistir as apresentações. E caso não haja tempo suficiente e programas suficientes, reduza de 12 para 10 pessoas por time. Apesar de chocar essa mudança, caso não dê como ampliar o número de programas semanais, menos pessoas nos permitira programas menos corridos e um melhor aproveitamento dos que passaram.

3. Menos peso nas costas dos técnicos


Nessa última semana, os técnicos colocavam quatro cantores para disputarem, o público salvava um por votação e o técnico eliminava de uma vez só, dois cantores. É algo muito complicado já nessa altura do jogo obrigar que o técnico elimine de uma vez tantos cantores. O ideal seria dividir a partir dessa fase a culpa com o público, por exemplo: o mais votado é salvo, mas o menos votado do quarteto é eliminado automaticamente. Assim o técnico só escolheria entre o segundo e terceiro colocado, um para salvar e um para eliminar. Ainda que restasse o sentimento de perda de dois cantores, o técnico receberia o peso de um e o público o peso do outro.

4. Mais destaque aos eliminados do dia


Queria que Boninho entendesse que a gente se apega aos cantores. A gente se envolve, torce e sofre. Ver seu candidato favorito sendo eliminado precocemente e ainda ser expulso do palco por falta de tempo no programa de inclusive dizer tchau é terrível. Com menos eliminações/programa permitiria nos despedirmos dos eliminados, dar um espaço para eles dizerem algumas palavras com música emocionante ao fundo. Porra! Até a raiva da eliminação diminuiria, porque certas eliminações chegam a ser revoltantes, mas nenhuma consegue ser emocionante nas fases ao vivo. Esse ponto só poderia ser corrigido ou com maior tempo de programa/episódios ou redução dos participantes em último caso. 

5. Sistema de votação mais justo



Será que um sistema de votação que você vota antes da apresentação é justo? Será que o ideal não seria um tempo após a apresentação? Seja durante a apresentação dos próximos, intervalo ou até mesmo apresentação dos técnicos? Sei que nós "já conhecemos os participantes", mas muita gente se salva por surpreender, como Khrystal no tira-teima. Há como organizar o programa de uma maneira que possamos votar após as apresentações. Até mesmo porque se compararmos o primeiro a cantar com o último, apesar dos tempos serem iguais, o tempo pós-apresentação não é.

6. Eliminações no esquema piramide. 


Qual a lógica? Que a cada etapa reste menos pessoas e reste as melhores. Sendo assim, qual a lógica de uma etapa inicial eliminar menos pessoas que a etapa seguinte? Na segunda temporada a segunda fase do programa (batalhas) eliminava apenas 3 pessoas por time, reduzindo de 12 para 9 em cada, já que haviam 3 "pegueis". Na fase seguinte, o Tira-Teima, cada time eliminou CINCO pessoas. Quase o dobro da fase seguinte. São 12 eliminados numa fase e 20 na fase seguinte. Tem cabimento? Nessa terceira temporada isso mudou um pouco. Na fase das batalhas os times perderam 4 pessoas cada um, enquanto o Tira-Teima outras 4. Ainda assim não fica racional, porque faz a eliminação de muita gente boa em um mesmo dia.

A cada fase o peso dos técnicos iria diminuindo, do público aumentando, seriam menos eliminados por fase, uma fase a mais e maior oportunidade de apresentações. Acho que todos sairiam ganhando. 

Com todas essas mudanças, as fases então seriam:



Audições às cegas: Permaneceria como é, só que aumentando um programa/semana e mostrando mais candidatos eliminados. No fim cada time prosseguiria com 12 pessoas.

Batalhas: 6 batalhas, e o técnico eliminaria um e salvaria outro. Permaneceria como foi nessa temporada com apenas 2 "pegueis" e sendo apenas 4 eliminados/time. Cada time continuaria com 8 participantes.

Tira-Teima: Com 8 participantes por time, poderia eliminar 4 como nessa temporada, só que de uma forma diferente já citada ai em cima. O técnico divide os cantores em 2 quartetos. O publico votaria eliminando assim o menos votado e salvando o mais votado. O segundo e terceiro colocado da votação ficaria na decisão do técnico, quem salvaria e quem eliminaria. Além disso teria 1 "peguei" para cada um. Os times se encerrariam então com 5 participantes.

Nova Fase (Ponto a Ponto): Os times com 5 participantes, sendo em cada programa dois times inteiros se apresentariam. O publico votaria e os técnicos distribuiriam 100 pontos entre seus 5 participantes. Esses pontos somariam a porcentagem recebida pelo público. Logo se um participante recebeu 10% dos votos, mas recebeu 20% do técnico, ele iria para 30%. Os dois com menor pontuação de cada time seria eliminado. 

Finais: 3 participantes por time, em cada programa o menos votado de cada time seria eliminado. Quando chegasse no último programa com um participante por time onde o público votaria no melhor que se consagraria vencedor.

Muita coisa permaneceria igual, mas muitos detalhes melhorariam a dinâmica da disputa. Não sou o dono da verdade e as chances dessa publicação chegar ao Boninho são minimas, mas sempre há esperança de que chegue em um estagiário, não é mesmo?

Mas caso milagrosamente chegue até ele, deixo mais um pedido: me desbloqueie no twitter. Tenho ainda muito o que falar.

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About Vinícius D'Ávila

Viciado em reality show, vive em um mundo paralelo onde acredita veemente que vive em uma especie de "O Show de Truman". Ficou anos em depressão após a morte de Juliet em Lost, mas já superou. Coleciona feijão enlatado na expectativa de um apocalipse zumbi. Seu maior sonho é virar técnico do The Voice, mas não sabe cantar - e nem quer aprender. Não usa óculos, mas achou que ficaria legal estar com esses nessa apresentação.
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3 comentários:

  1. Fora Boninho, contratem o VD! X3

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  2. Fora Boninho, contratem o VD! [+1]
    Penso da mesma forma, principalmente esses técnicos ' apesar de não está mais assistindo, pq não suporto mais, rsrsrs . Eu sei que continua na mesma !

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  3. Pisou no bonis
    Nem assisto mais por causa desse formato tosco

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