Agents Of S.H.I.E.L.D. 2x06 - A Fractured House


Contrário ao que esperávamos, em “A Fractured House” AoS não deu continuidade no plot do mapa e no do pai da Skye. Eu particularmente achei essa quebra de ritmo interessante porque cria uma atmosfera de simultaneidade na série. Não é só o pai da Skye, não é só desvendar o mapa, deter a HYDRA, descobrir o que está acontecendo com o Coulson. Existem muito mais coisas acontecendo e é preciso balancear esses fatos. O equilíbrio das tramas e a conexão entre elas é essencial para termos uma boa série. AoS cumpre bem o dever de, pontualmente, colocar em evidência outros ângulos da história.

Depois de revelado a traição do Ward, ele foi aprisionado no porão da S.H.I.E.L.D. e só era consultado para compartilhar informações valiosas que ajudassem a organização nas missões. Estava na hora de dedicar um episódio a esse personagem que tanto intriga a mente dos telespectadores. Para começar, desde a descoberta que o Ward trabalhava pra HYDRA, o Brett Dalton nos premiou com atuações excelentes. Se antes muitas pessoas achavam que o Grant era só um rosto bonito que estava ali para fazer par com a Skye e era meio sem sal, a grande reviravolta serviu para mostrar que o Ward na verdade é uma caixinha de surpresas.

É impressionante como ao mesmo tempo em que ele convence que está falando a verdade para a Skye e que quer o bem dela, ele desperta uma incerteza e faz a gente não avançar tanto assim em relação a confiança. Porque convenhamos, depois desse episódio, não dá para confiar no Ward. Uma hora ele está absolutamente sereno conversando com a Skye, depois ele já está com um olhar dissimulado e psicótico, ostentando um sorrisinho canalha. O fato é que, depois de 28 episódios, ainda não sabemos quem é Grant Ward e quais são as suas intenções.

O paralelo que fizeram do Grant com o Christian foi sensacional. Opor a fala de um e de outro e mostrar a expressão que o Coulson esboçava quando escutava o Ward mais velho foi uma sacada muito boa dos roteiristas. A sensação que eu tive naquele momento foi que nenhum dos dois estava falando a verdade, mas eu fiquei tranquila porque o Coulson sabe o que faz. Acho até que essa opção de focar nas reações do Coulson é meio que uma mensagem dos roteiristas pra gente, do tipo “O Coulson vai conseguir o que quer sem precisar entregar o Grant para seu irmão mais velho.”  Uma coisa que ficou muito clara nos últimos episódios para mim é que o Coulson sempre está um passo a frente, por isso eu acredito que ele não vai se desesperar com a fuga do Ward, porque indiretamente ele esperava por isso.

Apesar do episódio ser do Grant, o embate entre Fitz e Simmons foi emocionante. Eu não consigo tomar posição já que simplesmente adoro os dois personagens. É complicado julgar a Simmons por ter ido trabalhar infiltrada na HYDRA depois do acidente. Nós não sabemos exatamente as circunstâncias em que a partida aconteceu, só sabemos que foi depois dela e do Fitz quase morrerem no fundo do mar (e consequentemente, da declaração do gênio para ela). Mas eu entendo o Fitz. Quando ele mais precisou, a Jemma não estava ao lado para dar suporte emocional e ajudá-lo a superar as consequências do acidente. A sensação de abandono e de que como ele não era mais como antes, não era útil, foi muito dolorida para o Fitz. Foi a insistência do Mack em tentar manter o diálogo que quebrou a barreira que o Fitz criou.

E nesse momento, vale ressaltar que talvez fazer isso não seja fácil pra Jemma. Ela pode carregar uma sensação de culpa pelo que aconteceu com o Fitz que a gente ainda não sabe. O próprio Mack comenta nesse episódio que ele conheceu o Fitz daquele jeito e gosta dele assim, ou seja, ele não precisava se readaptar ao Fitz, ele só precisava conhecer e criar uma boa relação com o gênio.

Deixando os motivos de ambos de lado, acho que ter falado tudo o que estava engasgado na garganta vai fazer muito bem para o Leo. Ele precisava despejar esses sentimentos em algum lugar e mostrar como estava se sentindo. Acredito até que toda essa sinceridade vai ser o que vai reaproximar os dois.   

PS: Ainda não entendi o Talbot não ter morrido. A única explicação que encontro é o disco não ter acertado ou ter passado de raspão no seu braço.

PS: O cara que aparece tatuado com os símbolos no final deve ser o mesmo que entalhou as escrituras na pintura religiosa. Coulson não está sozinho na aventura de ter usado o GH325 e estar sofrendo os efeitos da substância alienígena. O próximo episódio inclusive vai abordar essas escrituras. Vamos torcer para que mais informações sejam reveladas.

PS: Bobbi e Lance numa relação de amor e ódio, como não gostar?


E vocês, o que acharam desse episódio? 
Share on Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário