Supernatural 10x04/05 - Paper Moon/Fan Fiction




Supernatural, em todas as temporadas até agora, sempre foi feito de dois tipos de episódios: aqueles que têm a ver com a história principal, que seguem a luta deles contra anjos e demônios, e aqueles que simplesmente relatam casos sobrenaturais que acontecem pelos EUA e eles vão resolver. Enquanto o primeiro tipo é o mais frequente atualmente, o segundo tipo era mais presente nas primeiras temporadas, quando ainda não havia todo esse caos e essa destruição generalizada no mundo sobrenatural. Os casos aleatórios costumam ser bem interessantes e as vezes eu sinto falta de um pouco mais de mitologia na série, e é isso que ambos os episódios nos trazem.

Os irmãos estão tirando um dia de folga, mas Dean não consegue ficar muito tempo parado e já descobre um caso novo. Pessoas estão sendo encontradas com o corpo rasgado e sem coração. Tudo indica que são lobisomens. Porém, quando eles decidem investigar, percebem que é alguém conhecido: Kate, vista pela última vez na oitava temporada, no episódio em que eles encontram uma câmera com filmagem amadora da vida dela com o namorado. Mas a história fica ainda pior, quando na verdade ela está simplesmente escondendo a irmã, que se tornou uma fera maligna. Adoro quando personagens conhecidos voltam para fazer uma participação especial, ainda mais quando é alguém que eu havia gostado bastante e queria conhecer melhor. O episódio de Kate foi um de meus favoritos da oitava temporada e, quando eu vi que eles a deixaram ir, sabia que ela acabaria voltando em algum momento.

Porém, o foco do episódio foi refletir no relacionamento entre irmãos, que é um dos grandes pontos da história. Sam e Dean já fizeram tantas coisas ruins para salvarem um ao outro, porque Kate não pode ter a mesma chance? O que os faz tão especiais que podem fazer o que quiserem sem punição? É algo interessante de se pensar, quantas vidas eles já destruíram com o passar dos anos para atingir o objetivo deles. Quantas pessoas já morreram por causa deles, direta ou indiretamente. Dean, sempre tão crítico e justo na hora de fazer seu trabalho, as vezes não para pra olhar para sua própria vida. É nesses momentos que Sam se torna a voz da razão, o lado mais suave, emocional e tão importante na vida dos caçadores.

Felizmente no final ela foge, sem antes ter que matar a própria irmã. Ela fez o que foi necessário, errou e arcou com as consequências desse ato, ao contrário do que já vimos acontecer aos montes na série. Espero que, depois dessa lição, os Winchester aprendam que a vida não é só bater em monstro porque ele é monstro, e que nem todos os monstros são ruins, assassinos e destruidores. Existem aqueles que se controlam e só querem viver suas vidas sem atrapalhar a de ninguém. Uma lição importante e que deixou esse episódio muito bom! Algo diferente dentre os "fillers" de ultimamente, que têm sido cada vez menos inspirados. E você leitor, o que achou do episódio? Deixe seus comentários e vamos ver se o próximo foi tão bom quanto esse.

Falando em trazer coisas de volta, temos a volta dos livros de Supernatural. Quando uma professora de teatro que estava ajudando a adaptar os livros para um musical some após ser atacada por um monstro-planta, os irmãos devem investigar o caso e descobrir o que aconteceu. Não preciso nem dizer a confusão que isso causa e a comédia espalhada por todo o episódio. A cena em que os dois irmãos entraram no teatro e viram o musical ocorrendo foi impagável e quase me fez morrer de rir! No fim, eles descobrem que é uma musa grega, Calíope, protetora dos autores e poetas. Eu adoro quando o show coloca mitologia no meio para criar um inimigo, e quando é um episódio de comédia, fica melhor ainda! Toda temporada tem um filler do tipo e quando eu imagino que eles não possam mais se superar, eles vem e me surpreendem com um show de criatividade.

Porém, o melhor não foi nem de longe a comédia. Como o próprio Dean disse, ver outra perspectiva sobre a história dos irmãos é muito interessante, ao ponto do monstro da semana ter ficado em segundo plano. Assistir a tudo pelo que eles passaram até hoje foi lindo e feito de uma forma super simples e eficiente. Todas as referências feitas ao passado da série só serviram para aumentar o sentimento de nostalgia e fazer com que eu me sentisse bem, sorrisse e até mesmo me emocionasse com a história do episódio. A performance final do episódio, com "Carry On My Wayward Son" cantada de forma tão linha quase me fez chorar, e eu pude ver no olho não de Sam e Dean, mas de Jensen e Jared, o quanto a série foi e é importante na vida deles, e o quanto eles realmente estavam emocionados com a cena. São dez anos da vida deles dedicados a um projeto, um lindo projeto que eu adoro assistir e quero ter na minha vida por muitos anos mais!

Pra mim foi um episódio perfeito em diversos sentidos. Um caso simples que lembra os do começo da série, um plot que traz nostalgia, comédia, emoção e referências mil a tudo que eles passaram, a música principal da série e, por fim, a volta de Chuck, que eu espero que não apareça somente nesse episódio e que finalmente seja revelado se ele é realmente Deus ou não. Foi de longe o melhor da temporada até agora, e arrisco dizer que um dos melhores da série. E vocês leitores, o que acharam? Assistiriam o musical de Supernatural se ele se tornasse real? Eu com certeza estaria na primeira fila! Deixem seus comentários e até o próximo episódio de Supernatural!
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About Bruno

Apaixonado por séries e por tudo que é novo e diferente, infelizmente não tem mais tempo para ser um seriemaníaco, desde que vendeu a alma para a faculdade. Faz faculdade de Biologia, e tenta ao máximo conciliar o curso com suas séries e, principalmente, seus realities. Começou com Harper's Island por recomendação de um amigo, e desde então não parou. Tenta manter pelo menos uma série/reality por temporada, mas nem sempre é possível, já que seu interesse por ficção e séries diferentes nem sempre é preenchido. Além disso, gosta de ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, e assiste alguns animes quando consegue acompanhar. (@bkaozzz)
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