Glee 6x01/02 - Loser Like Me/ Homecoming (Season Premiere)


Let It Go!

Chegou a hora de começar a desapegar. Esse foi o início do fim e teremos aí mais onze semanas de preparação do nosso psicológico para quando Glee não fazer mais parte da nossa programação. Glee foi uma série de muitos altos e baixos. Há quem ame e quem odeie, mas fato é que definitivamente ela deixou alguma marca na vida de quem conseguiu acompanhar pelo menos um terço de tudo o que já foi passado. No meu caso a série trouxe algo muito positivo, já que ela foi o ponto alto da minha semana por muito tempo. Até mesmo quando tudo desandou a série era o meu maior entretenimento e conseguia me fazer ficar acordado até mais tarde como nenhuma outra série foi capaz.

Essa premiere acabou me surpreendendo positivamente, porque diante dos tantos spoilers que foram jogados na nossa cara durante o período de produção não dava para ter nenhum pouco de fé de que algo realmente bom pudesse vir. Não estou também dizendo que foi a melhor coisa do mundo, mas a execução de todas as histórias que a gente já tinha conhecimento foi melhor do que o imaginado. 

Não foi novidade saber que a carreira de Rachel na TV foi um fracasso total. "That's So Rachel" é a coisa mais horrenda que poderia existir e diante do cancelamento do programa com apenas um episódio, Rachel retorna a Ohio. Desde o início sempre achei esse plot de Rachel querer ir para TV a coisa mais incoerente e parece que Tio Ryan também se deu conta disso, fazendo toda essa ideia ir por água abaixo e trazendo a série de volta para suas origens, um lugar onde na verdade ela nunca saiu. Porque não precisamos nem analisar muito para perceber que Glee foi toda sobre Sue Sylvester tentando destruir o clube do coral e sobre a valorização dos underdogs, com exceção apenas dos últimos sete episódios da quinta temporada. Acredito que se a condução da carreira de Rachel na Broadway tivesse sido melhor trabalhada talvez veríamos aí uma temporada final ainda intercalando alguma coisa de Glee Club em Ohio com a carreira de Rachel em Nova Iorque. Mas foi melhor trazer toda a história para o simples e que sempre deu certo, do que fazer algo novo e que claramente descaracterizaria a série.

Apesar de muito conveniente, ver como a vida de cada um está, agora em Ohio, foi muito bom. Uma Rachel perdida acaba achando lugar para chorar no ombro de Blaine, agora expulso de NYADA,  coach dos Warblers e namorado de Karosvky, depois de seu término com Kurt. Tudo isso é tão cretino, numa forma desesperada de mostrar que a vida dele mudou quase que drasticamente, que é impossível não comprar a ideia. As pessoas podem querer me matar, mas Klaine só foi bom de verdade na segunda temporada, no restante do tempo o casal foi apenas mimizento e cheio de problemas conjugais, mesmo não sendo casados. Eu acredito que Kurt está muito mais perdido do que qualquer um, pois a bipolaridade começou a reinar em sua cabeça.  Numa hora “não aguento mais Blaine e somos muito jovens para casar” para depois querer ele de volta como se nada tivesse acontecido? E o tal estágio para NYADA em Ohio também é outra tentativa desesperada de juntar todo mundo. Sei que eles são Endgame assim como Brittana, mas não ficaria insatisfeito se o jogo virasse e cada um seguisse seu caminho separado.

Gostei de ver Will com Danny e como coach do Vocal Adrenaline e essa disputa entre todos eles pode ser divertida. Gostei de Rachel tentando reavivar o Glee Club pois é daí que virão as boas histórias. Começando pelos insultos de Sue, que sempre trazem uma piada nova para a atual situação. Sue já foi Sue, e a qualidade da personagem caiu bastante. Porém, não seria a mesma coisa se ela não interferisse.  A performance de Let It Go também foi bem legal, apesar de eu esperar um pouco mais diante de todo o bizu que foi feito em cima. Fato é que a versão dessa música na voz de Lea Michele  é a melhor até agora, valendo apena você correr atrás da versão completa no iTunes.

Já no episódio Homecoming conseguimos ver mais como será o clima da temporada. O recrutamento para novos membros foi desastroso, porém, divertido e trouxe algumas boas performances. Gostei dos novatos, eles são carismáticos e não são genéricos como os da quarta temporada. Lembrando que eu gostava daquela turma, mas convenhamos que o quarteto Marley, Véia (Kitty), Jack e Ryder eram versões menos expressivas de Rachel, Quinn/ Santana, Puck e Finn. Para nosso adendo Véia continuou no Mckinley, pois dos que saíram ela foi a que mais se destacou e ficou nas graças do público. Gostei muito nova ex- warbler, Jane,  e ela trouxe sim um diferencial na performance dos rouxinóis. Foi bom ela logo ter ido para o New Directions porque o coral precisa de gente boa e por causa disso essa rivalidade de coirais já começa a esquentar. Roderick foi o que eu mais gostei. Além de uma puta voz, gosto também da postura de underdog que é bem a marca da série.  Os gêmeos Madison e Mason ainda não se definiram, não sei se eles serão apenas estranhos ou se vão se encadear para o lado evil da coisa, pois foi essa impressão que eu tive. Já Spencer é bem diferente. Com uma atitude não convencional eu espero que ele não seja outra marionete de Sue e que acabe optando pelo coral espontaneamente.

Os antigos foram totalmente figurantes. Foi bom revê-los, mas eles estavam ali apenas para performar. Adorei Take On Me e Problem, mesmo com o excesso de autotune na voz da Brittany. Acho que não tem muito do que reclamar nessa altura do campeonato, pois a história de cada veterano já foi bem explorada, embora eu pense que sempre existe criatividade para criar algo novo. O problema é que a série se perdeu tanto na trama que agora o mais esperto é não arriscar demais e apenas fazer o básico do básico. 

E  é isso. Glee voltou e contrariando todas as expectativas o saldo foi positivo. O lance agora é esperar as novidades do series finale, já que a gente sabe mais da metade do que vai acontecer durante essa curta e derradeira temporada.

PS: Achei muito bom a Rachel ainda ter a vontade de perseguir sua carreira na Broadway.  Afinal esse sempre foi o sonho de vida da personagem e ainda espero um final com o sucesso dela.
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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