Grey's Anatomy 11x11 - All I Could Do Was Cry


O momento mais difícil.

Como não se comover com a atual situação de April e Jackson? O casal que lutou tanto para ser feliz passou um dos piores pesadelos para quem está começando a formar uma família. Shonda Rhimes foi cruel criando essa storyline, como também foi certeira no desenvolvimento e nas decisões tomadas pelos personagens. Pegando isso e somando com ótimas atuações temos o resultado de mais um bom episódio dessa décima primeira temporada.

Diante de todas as discussões sobre o que seria feito a partir do momento em que souberam o estágio da doença do bebê, uma que me chamou bastante atenção foi em relação à fé, uma coisa até então inexistente para Jackson, mas que no momento de desespero foi capaz de surgir na pessoa mais avessa a qualquer tema sobrenatural e divino. Foi interessante ver o personagem implorar por um milagre, mesmo não acreditando, mas fazendo aquilo pela dor que sua esposa estava sentindo. Já com April a situação foi contrária. Vê-la questionar Deus sobre ser justo foi uma cena muito forte. Sara Drew evoluiu muito o seu nível de atuação com toda essa carga dramática que ela teve que carregar.

A lição desse episódio porém, vem quando nos deparamos com uma paciente que tomou tiros acidentalmente de seu marido e que se vê dando a luz a uma menina aos nove meses de gravidez, um milagre, levando em conta que o casal afirmou que não poderia ter filhos de maneira alguma. Tem coisas na vida do ser-humano que são sem total explicação, algumas coisas são realmente injustas e a gente só precisa saber lidar sabiamente com cada situação particular, mesmo que haja momentos de extrema dor. Considero a decisão de April a Jackson a mais sensata, ainda mais sabendo que a criança estava em sofrimento ainda no ventre.

A interação dos demais personagens também foi no ponto certo. O lance das velas e da oração foi muito bonito e mostrou como cada um tentou lidar com a situação difícil do casal de amigos. A mais fria, sem nenhuma dúvida, foi Drª Herman, mas ainda assim bem humana. Amelia demonstrava um abalo maior, já que a situação lhe trazia à memória lembranças de seu filho, que nasceu sem cérebro lá na finada Private Practice. E mais uma vez a personagem está se provando uma das melhores profissionais que o hospital já teve. Mesmo usando o rapaz cego como cobaia em uma nova técnica, ela se mostrou competente e humana. E a cada caso fica mais obvio o quanto ela é mais carismática que Derek e como seus casos acabam sendo tão mais relevantes do que eram os dele.

Falando em Derek consequentemente falamos de Meredith. A personagem ficou sem destaque essa semana, o que é bom para dar espaço para outros, e o que sobrou para ela foram inúmeras tentativas para conseguir trocar um plantão e alguém para cuidar de seus filhos.A aproximação entre Maggie e ela está vindo de forma sútil, sem forçação de barra e sem barras (de vida). O público agradece.
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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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