Freaks Look: Bloodline


"We're not bad people, but we did a bad thing."

Esse é o slogan de destaque, assim como a frase final do piloto, de Bloodline, nova série do Netflix criada e produzida por Glenn Kessler, Todd A. Kessler e Daniel Zelman, todos eles responsáveis também pela excelente e aclamada Damages.

A série gira em torno da família Rayburn e começa no dia que Robert (Sam Shepard) e Sally (Sissy Spacek) - os patriarcas - comemoram 45 anos da abertura do hotel deles na ilha. Aliás, o visual da série é lindo e por vezes com um tom de isolamento e suspense que caem bem com a história que começam a contar até o final desse primeiro episódio.

Juntos eles tiveram quatro filhos: Meg (Linda Cardellini), a única mulher dos 4, que foi estudar Direito longe e tem um noivo com o qual ela não é muito fiel, primeira cena dela já é ficando com outro cara; Kevin (Norbert Leo Butz), é o caçula, apesar de bem acabadinho, casado com Belle (Katie Finneran) e que aparentemente trabalha com pescaria ou algo assim relacionado ao mar, parece ser bem tranquilo nesse sentido; John (Kyle Chandler) é o "big brother" apesar de não ser o filho mais velho. Xerife da ilha ele é também aquele a quem todos recorrem pra pedir ajuda e é também pelos olhos deles que seremos levados por essa história; por último, mas não menos importante, Danny Rayburn (Ben Mendelsohn) é o filho mais velho e o mais "problemático" que retorna apesar de uma breve relutância para a data marcante dos pais.

O que dá pra perceber nesse piloto é que com exceção do pai e do Kevin que estão sempre, sempre, com não só o pé mas o corpo inteiro atrás em relação ao Danny, os demais membros da família Rayburn ainda guardam a vontade de dar novas chances a ele apesar de saber que a probabilidade de decepção é quase total. Não fica muito claro ainda quais são todas as besteiras e vacilos que Danny cometeu no passado, o que o levou a sair da ilha ou até quais as reais intenções dele em querer ficar dessa vez. Mas algo certamente diz que nós logo descobriremos.

O episódio segue um ritmo bem lento e tirando algumas narrações intrigantes do Kyle Chandler nada fica ainda em um ritmo tão eletrizante, tal qual, se compararmos, por exemplo, o piloto de Damages. Mas somos surpreendidos por um crime no pântano, do qual John se tornará responsável pela investigação e somos presenteados também com aquele final que muda completamente a ideia que os flashs entre John e Danny viam me dando ao longo do episódio e que traz a marca dos criadores em seu melhor estilo. Eu simplesmente amo essa forma de narrativa de mostrar pra gente um futuro próximo, com alguma tragédia, e voltar no tempo contando os detalhes que levaram até ali. Em Damages eu nunca acertava minhas teorias e tinha minha cabeça 'explodida' toda vez que achava que estava chegando perto da verdade e descobria que não, espero que Bloodline siga na mesma linha e mal posso esperar os motivos e desdobramentos que levaram aquele fim.

OBS:
- Bloodline já tem sua primeira temporada inteira disponível para o assinantes do Netflix. Pra quem estava atrás de uma maratona para o fim de semana, me parece uma boa pedida.

- Mês passado foi House of Cards, esse mês Bloodline e em abril tem DareDevil. Netflix tá mesmo cumprindo a promessa e nos deixando de mãos atadas quanto a esse desejo involuntário de maratonar séries.
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About Rebeca Barros

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