Chicago Fire 3x19 - I Am The Apocalypse

"You thought ebola was a nightmare. I am the apocalypse."
Esta foi, oficialmente, a introdução de Chicago Med na rotina da cidade que já tem seu complexo policial, todos derivados da série mãe. Não estava ansiosa para a estreia tampouco fiquei depois de assistir a tentativa frustrada de fazer um 'apocalipse na Terra'. O capítulo, aliás, foi bem mais ou menos pra o que estamos acostumados e, ao que me parece, o foco nos spin-offs reflete na qualidade apresentada na série original, infelizmente.

Vazamento de gás, pessoas presas no teto e uma explosão por conta da amônia só pra dar aquela aflição. Entrada no hospital, um homem bomba, paciente com osso empalado no peito, quarentena e um dos protagonistas quase morto. Não bastasse tudo isso, o fogo continuava alastrando-se pela fiação. Muito drama e nervosismo, muita tensão, mas sabe quando parece tudo feito para chocar... sem sucesso? A equipe inteira do 51 e os médicos recém-apresentados não iriam morrer. Aliás, alguém mais sentiu empatia pelo restante da equipe apresentada? Já conhecia Will (por PD), gostei de April desde a aparição passada e, exceto o psiquiatra, o restante do âmbito hospitalar não me acrescentou, não conquistou minha atenção. Como eu posso acreditar que todos eles trabalhavam juntos há algum tempo quando o 'new guy' assumiu toda a responsabilidade e comando, como quem conhecia intimamente o ambiente de trabalho (uma vez que fora seu primeiro dia)?

Hannah Tramble ficou responsável pela cirurgia do Kelly que, sem abrir mão do seu complexo de herói, atingiu o homem bomba, ficando seriamente ferido na explosão. Na sua experiência de quase morte, Shay foi a protagonista das suas memórias e eu não entendo porque não deixam a paramédica descansar em paz (desde sua morte ela não teve uma única oportunidade de, enfim, 'morrer', né? E não digo que deve ser esquecida, longe disso, mas chega um momento em que tem-se de seguir em frente). Sev beirou o quase algumas vezes na mesa de cirurgia, mas viveu um desfecho feliz. "I love being wrong," disse Will sobre o quadro do paciente, ao passo que o estado era tão crítico inicialmente - quase ganhando a tarja preta na triagem. Obrigada por estar errado, Doc! Nós agradecemos.

Mas eu fiquei realmente incomodada com o homem por trás do atentado. Ele subiu na cadeira e declamou algo numa língua estranha que assemelhava-se ao árabe, dizendo-se ser pior que o ebola e soltou uma granada declarando morte a todos os americanos. Não bastasse a explosão causada, ele era uma arma biológica ambulante - o que ocasionou o cordão de isolamento nas redondezas do hospital a fim de conter o contágio -, mas o vírus de Marburg não estava incubado ainda, sendo não letal. Redigiu manifestos, incitou violência contra um país, segundo seus pais, "que só os tratou tão bem desde a chegada". Família árabe. Claro, só poderia ser terrorista. São sempre aqueles do Oriente Médio ou da África Setentrional tachados de loucos e carregando o discurso de ódio, sempre os da Península Arábica a trazerem problemas às terras do tio Sam que, sempre muito gentil, acolhe a diversidade e é paga com atos terroristas. Até quando vamos estereotipar tudo?

Ainda deu tempo pra Dawsey reviver o relacionamento através de olhares que culminaram numa noite juntos e a incerteza do futuro deles só reforça que o sentimento ainda existe. Mills e Brett tiveram sua despedida definitiva como parceiros na ambulância? Falando em Peter, o episódio da semana que vem tem foco nele e você confere promo clicando aqui. E sobre Chicago Med, alguém vai acompanhar? Eu dispenso!

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About Vanessa Reis

Hey 23, call me! (@neereis)
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2 comentários:

  1. Otima review, Vanessa (as usual)! Concordo com você em gênero, número e grau. Nossa, a introdução dos médicos foi HIPER forçada e não passou aqueeela empatia (ou empatia nenhuma, né). A história já maçante do árabe terrorista já deu também. E Severide... <3 Depois que mataram Shay a sangue frio, fiquei com medo de ter dado a louca nos produtores e talvez matarem o fofo do Kelly. Ufa!

    Resultado, ao meu ver, foi um episódio relativamente bom de Chicago Fire, com uma tentativa falha (e por vezes irritante) de querer sempre expandir mais a "Família Chicago", enquanto estão perdendo o toque mágico com a série mãe, que em época de exclusividade, era tão badass, e agora caminha rumo ao sem graça.

    PS1: Alguém mais reparou que fizeram cirurgia nas costelas do lado esquerdo do Sev e ao final do episódio ele, pós operado, vira e se deita sobre o tal lado que tinha acabado de ser costurado? #ProductionFail

    PS2: Torcendo muito pra aproveitarem a 96° chance de tirarem Mills da série com o próximo episódio. E que tragam a Rafferty de volta à ambo 61 como Paramedic In Charge. :D

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    1. Awwwn, obrigada, Isa!! Pior!! Ou melhor, no meu caso, que já tava com vontade zero de ver o Med mas com medinho de gostar da introdução e acabar viciada, HAHAHA

      Justamente, a série mãe tem sofrido MUITO nessa expansão, é uma tristeza sem fim acompanhar uma série TÃO BOM e terminar achando tudo bom ou ok enquanto antes era sempre tão incrível e maravilhoso! Mulheeeer, agora que você falou do lado esquerdo do Sev foi que me toquei disso mesmo, HAHAHAHAHA morri de rir agora porque a produção não percebeu, aff que amadores!!

      VOCÊ ME ENTENDE! Mills e esse plot tá me dando nos nervos! Ele poderia fazer uns cursos médicos e ir trabalhar em Chicago Med, né? Pronto, tudo resolvido!

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