[Season Review] How To Get Away With Murder, 1ª Temporada


Então, gente, acho que poucos de vocês sabem, mas além de Once Upon A Time, eu também cubro as reviews de HTGAWM nesse site. E como a série tá em hiatus(até outubro, choremos), eu quis matar a saudade e pra isso vou escrever essa season review pra vocês, só que fique claro que mais do que revisar o que houve na temporada, a minha intenção com isso é tentar convencer àqueles que ainda não viram, à ver a maravilha que é essa série. Então, vou tentar não spoilear muito, mas Tio Caio avisa:

SPOILERS BEYOND THIS POINT

O enredo: O título da série é bem auto explicativo, não acham? O enfoque da série é a vida de uma advogada de defesa totalmente badass, que dá aula na Universidade de Direito de Middleton, uma faculdade para a nata da sociedade. A cada ano, essa professora seleciona seus 5 melhores alunos para trabalharem com ela em seu escritório e nos tribunais, para adquirir experiência. A primeira metade da temporada foca no acontecimento da noite de uma festa na fogueira. Um assassinato ocorre, e um dos cinco alunos da Professora é culpado. Ou os cinco. Não se sabe até a mid season finale, ou seja, no fim do primeiro episódio, somos apresentados a quem é esta vítima, e com o passar dos episódios, vemos flashbacks de momentos anteriores ao do assassinato e cada ep é uma peça do quebra cabeça do assassinato, e além da maravilhosa produção e edição das cenas, a série também nos permite brincar de detetive por um tempo.

As Personagens: Como toda série que possui a mão da Shonda Rhimes, a protagonista há de ser ou mulher ou negra. Nesse caso é os dois, e além de trazer à tona essas questões de feminismo/racismo, a série ainda lida com várias outras minorias. Por exemplo, no grupo que constitui os alunos, temos um Playboy filho de um Juiz, uma menina hispano-americana, um menino e uma menina negros, sendo um pobre e a outra rica, e um outro rapaz gay. Tem personagem para todos os gostos, e já aviso, se você é desses que se sente atacado quando vê uma cena gay, nem passe dos primeiros 20 minutos porque já lhes adianto: a série é recheada de cenas de sexo, e não poupa o publico de cenas gays, mas seria, no mínimo, idiotice abandonar essa série por tal motivo, então, se você nao consegue assistir, apenas pule as cenas, porque elas também acrescentam pouco quando se trata da HISTÓRIA da série.

No núcleo das personagens temos:

Annalise Keating, a nossa queridíssima protagonista que passa por cima, tritura, trucida, pisoteia e depois ainda dá uma sapateada em qualquer roteiro que apareça. A atriz Viola Davis já ganhou um prêmio desde que a série começou e com certeza não é para menos. A atuação dela é impecável, ainda mais se compararmos a chave de cadeia que é a Annalise com a doçura que é a Viola. É de longe a melhor, mais intrigante e mais bem formulada personagem da série. Cada segundo de Annalise Keating na telinha vale a pena.



Wes Gibbins aka Waitlist o aluno negro e pobre no meio de uma faculdade para brancos ricos, é desprovido de maldade e não se acha digno de estar no meio destas pessoas da faculdade. Talvez por isso, além da cor da pele, seja o preferido de Annalise dentre todos os cinco. Quanto à importância na série, é aquele que sucede Mamma Keating, e o carinho dela por ele é de filho, claramente. Para os que curtem, é clara a existência de um ship aqui, por mais que eu não saiba como denominá-lo.


Connor Walsh aka Hairgel é aquele que as meninas chamariam de "desperdício". Connor é gay, sacana, completamente sarcástico, ninfomaníaco, engraçadíssimo, e que doa a minha heterossexualidade, mas sem limites de bonito também. As tiradas dele tornam-o a personagem mais querida entre o público, e não é para menos, porque ele é realmente ótimo. De início, achava ele apenas um estímulo estético pra série, mas com o passar do tempo, aprendemos a amar o dono das melhores piadas da série


Laurel Castillo, aka WallFlower é minha favorita depois da Annalise. É meio a fraca e oprimida do grupo, mas a mais sincera e definitivamente manipuladora quando necessário, além de linda. 


Michaela Pratt, aka Prom Queen ou Shooting Star aguardo ansiosamente a morte dessa aí. Caralho, mas é muito chata. O moralismo em formato de pessoa, ela só serve para dividir as pessoas e criar caso, além de que seu ar de superioridade me tira do sério. É a aluna nº1 da sala e quer ser a primeira em tudo, coisa que sempre a ofusca aos olhos de Annalise.












Asher Millstone aka Douche Face há quem diga que ele é a personagem mais engraçada da série, mas eu discordo mais que demais. Acho as cenas dele nada além de forçadas, e acho que só ri de uma ou duas, de verdade, e o papel de piadista é o único que lhe cabe, porque relevância mesmo, ele tem pouca. Mas é o filho de Juiz playboy que no fundo tem um bom coração. zzzzz



Rebeca Sutter é ex-detenta mirim, ex-traficante, ex-bartender, ex tudo que vocês podem imaginar. Atualmente, só cumpre o papel de namorada do Wes(desculpa, não pude perder a piada), e suspeita do assassinato de Lila Stangard, uma aluna da Universidade descoberta morta, e que depois, descobrimos ser amiga de Rebeca. É uma personagem intrigante e engraçada, a qual de início eu não era muito fã, mas com o passar do tempo eu aprendi a gostar dela, e gosto bastante hoje em dia.



                      


Personagens Secundários:

Bonnie & Frank: ambos são assistentes de Annalise, Bonnie é meio como uma sombra subjugada dela, e tudo que ela quer é ser vista e reconhecida pelo seu esforço. Era uma das personagens que eu menos gostava de início, mas que me conquistou muito a partir do episódio 7 ou 8, se não me engano. Já o Frank é o queridinho da Annalise, e até agora não sabemos o que ele é, só que não é advogado como os outros. No mais, ele se limita a traçar as alunas que chegam todos os anos para trabalhar no escritório

Sam Keating é marido de Annalise.

Lila Stangard é uma patricinha amiga de Rebecca, descoberta morta no primeiro episódio, a investigação de seu assassinato e descoberta do assassino se tornam o plot principal da 2ª metade da temporada

Aiden Walker é o noivo de Michaela

Griffin O'Reily namorado de Lila e suspeito da morte dela.

Então, após muitas delongas, chego ao fim dessa season review contando para vocês o que mais me instiga nessa série: além das atuações ótimas, o roteiro é impecável. Todas as cenas ambientadas no tribunal, assim como o uso de termos próprios do Direito levam o telespectador literalmente para dentro da Corte, e deixam clara a versatilidade da Shonda como produtora, e ainda, o conhecimento e capacidade dela de se manter firme em séries de temas diferentes, como a Medicina em Grey's Anatomy, e o Direito, nesta aqui.

Além disso, repito, que minha maior motivação é a Violinha(sim, sou íntimo), as cenas dessa mulher são espetaculares. Ela mergulha de cabeça sem medo e só me passa honestidade quando atua, ao invés de forçação. Se vocês, assim como eu, gostam de cenas fortes, atenção à cena final do episódio 4, Let's Get To Scooping, porque essa daí é arrebatadora e digníssima de prêmios.

Então, apresentei-lhes os meus motivos para amar a série, e espero que tenha cumprido meu papel de Annalise Keating for the hour e tenha conseguindo convencê-los a dar uma chance a esta obra prima. Juro que não vão se arrepender. Àqueles que forem assistir mesmo, tentem lembrar de comentar aqui o que acharam, é sempre bom saber a opinião dos nossos leitores. Até outubro, com mais twists maravilhosos, mais Viola Davis e mais dessa maravilha cujo nome até parece um trava lingua. Até lá!!!












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