Grey's Anatomy 11x21 - How to Save a Life

"The carousel never stops turning," então para o mundo que eu quero descer!

"Where's Derek?" foi a pergunta que ecoou por 2 semanas seguidas, nos fez confabular teorias, duvidar dos sinais. Sabe aquela questão de prova tão na cara que você pensa estar 'fácil demais pra ser verdade' e acaba errando? O 11x21 foi esta prova. Brincamos de viver em estado de negação e, assim, fomos apresentados a um dos piores momentos na série: Seattle Grace Mercy Death estava de volta.
                                     It's a beautiful day to save lives, right?
Quando Amelia falou pra cunhada que ela desconhecia a dor de perder alguém que ama bastante, eu não imaginei que seria uma premonição com vencimento tão rápido. Morte cerebral. Derek Sheperd morreu. E só de pronunciar essas três palavras o meu choro desata. Este foi o episódio em que fiquei por horas procurando coragem para dar play, naquela velha tentativa de adiar o inevitável, de mantê-lo vivo por mais alguns minutos. A história de dois estranhos num bar, a série sobre o relacionamento de duas pessoas que, juntas, encontraram o encaixe perfeito. As descobertas, as brigas, a proposta no elevador, a construção da família, o post-it, o crescimento, o desenho na parede do quarto, o amadurecimento, o 'pick me, choose me, love me', o casamento, os filhos. Até que a morte os separe. E este, sem dúvidas, foi o golpe mais duro pra mim, pra Meredith. Não é só o fim do McDreamy, é o encerrar da linda trajetória MerDer, é a certeza de que a arte imita a vida e que dava até pra fingir que a gente iria ser feliz. Eu superei George, Sloan, Lexie, as saídas de Izzie e Yang, aprendi a não me apegar aos personagens, mas nunca imaginei que estaria me despedindo do meu OTP. 
I'm stable. Guys, I'm stable. Take me to get the head C.T.
O episódio começou com um paralelo ao compromisso deles no local rodeado de velas que, hoje, é a casa dos Shepherd. Um Derek feliz, a caminho do aeroporto, uma ligação perdida e a última oportunidade de conversar com o marido. A vela apagou e o maior medo de Mer estava prestes a tornar-se realidade. A todo momento a morte rondava o McDreamy. A colisão entre os dois carros, a pisada providencial no freio, a explosão. O lema do médico foi, mais uma vez, realidade: "it's a beautiful day to save lives," e os quatro envolvidos no acidente tiveram a sorte de serem resgatados pelo melhor neuro do país, a mesma que lhe foi negada. Depois de vestir sua capa de herói, tentando chegar em casa, a ironia começou a trabalhar e eu entrei em desespero. Lembrei de Callie numa cena bem similar da 7º temporada - voando pelo pára-brisa do carro ao procurar o celular - e enquanto o meu choro desatava, a batida com o caminhão deixava a tela branca, iniciando uma das piores contagens regressivas que já fiz. "Não somos um centro de trauma", e a aflição de ver o melhor neurocirurgião do país narrando o próprio estado de saúde, completamente impotente, durante um atendimento de uma equipe negligente, num hospital que não tem preparo, foi desesperadora! A cada vez que ele tentava balbuciar algo, a cada pedido por uma Tomografia Computadorizada os meus olhos tornavam-se escoadouro. 
I'm going to die because these people aren't properly trained. 
Não bastasse todo o sofrimento, a última cena MerDer foi um devaneio dela e o choque inicial transformou-se em desespero ao ver Grey, Bailey e Zola no corredor do hospital com a narração da Ellis ao fundo. Os elementos estavam todos lá. O elevador, tão importante pra eles, o sangue no chão pra, agora, Zola ser a Grey a vivenciar tudo aquilo. Um rito de passagem. Dor. Dor. Dor. As cenas do passado, as habilidades e importância dele como médico, o pai incrível, o irmão e amigo, o professor de muitos, o marido apaixonado, o ser humano excelente. A conversa da Sra. Shepherd com os médicos foi uma coisa INCRÍVEL! Mas, chegando nos minutos finais, a vida MerDer foi recontada da maneira mais bonita possível, o começo de tudo, os olhares, as promessas, o grito desesperado, o primeiro aperto de mão, o último adeus e, quando "Chasing Cars" começou a tocar, eu acredito que morri um pouco com ele. "I don't quite know how to say how I feel. Those three words are said too much, they're not enough," I MISS YOU, DEREK! Cada aparelho desligado era uma facada. A lágrima da Meredith, mais um ponto 'dark and twisty', o "it's okay. You go. We'll be fine." E quando perguntada sobre estar pronta para o último adeus, eu respondi um NÃO em alto e bom som. Que mulher resiliente! Que cena espetacular! 
                                           It's too late. You're too late.
Os abraços da Sid Braverman Graham Winnie, os 'muito obrigado', todos foram como se eu estivesse me despedindo junto, tendo a minha gradual chance de dar adeus a alguém tão importante. A alguém que conheço faz 10 anos, alguém que é um dos meus melhores amigos. "Why the universe is so screwed up?" Meredith perguntou ao marido no 7x18 e eu refaço esta indagação. Minha teoria é de que Shonda cresceu e conviveu junto de uma moça chamada Meredith. Elas eram vizinhas, melhores amigas, fizeram faculdade juntas, disputaram os mesmos empregos e apaixonaram-se pelas mesmas pessoas, mas Shonda sempre era a 2ª opção, portanto resolveu vingar-se na ficção, como um vudu ficcional e platônico. Meredith perdeu demais, ela parece a personificação da frase da Cassandra Clare em "City of Heavenly Fire": "Surely she was too young to have so many ghosts." Meu coração está partido demais para pensar no 'futuro'. Nesta temporada ela descobriu-se uma médica melhor sem ele ao lado e isto abre um mar de possibilidades, assemelha-a mais ainda com a mãe; a viagem que ela faz na promo da semana que vem poderia ser pra DC, né? Quem sabe ela não conhece o trabalho que Derek fazia (sou otimista demais ao pensar que o legado dele pode ser um avanço incrível no que diz respeito ao Alzheimer? Como uma tentativa de salvar a esposa do futuro obscuro que a aguarda?) e tem a chance, juntamente com Amelia, de dar continuidade? Sei que meu coração está partido, sei que estou sentindo falta daquele olhar charmoso, da voz que conquista, dos olhos que falam mais do que qualquer palavra! 

S01E01-S11E21: descanse em paz, Derek Christopher Shepherd, você me ensinou a sonhar alto, a acreditar sempre, a ter esperanças! Muito obrigada pelos 10 maravilhosos anos, Patrick Dempsey! E que venha o especial de 2 horas e mais um rio de lágrimas quando Mer voltar ao GSMH e ter de contar a todos do falecimento de uma das melhores pessoas que já pisaram naquele hospital. 


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About Vanessa Reis

Hey 23, call me! (@neereis)
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2 comentários:

  1. Por que me fazer chorar assim?!! Morri um pouco hj, sabia?!!!

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    1. Sem dúvidas, o sepultamento é coletivo! </3

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