Grey's Anatomy 11x22 - She's Leaving Home

"You're anything but ordinary, Meredith."

"He was the love of my life. I doubt I'll love another man the way I loved him. He's gone and I'm here." Quando a voz da Ellis começou a ecoar na despedida MerDer, vários filmes passaram pela minha cabeça. A 1ª Grey estava grávida, com uma filha pequena, sozinha e sem o amor de sua vida. O ciclo repetia-se, o carrossel continuou girando e o especial de duas horas não foi bem uma despedida ao McDreamy, sim uma amostra de como tudo irá caminhar, daqui pra frente. 

Todos os caminhos levam à Grey. Ela é o nome e o rosto por trás da série, teve uma infância difícil, uma mãe dura e uma vida mais oscilante que as estradas de Laos. Ela, que sempre duvidou da sorte, encontrou no parceiro alguém que lhe desse chão para fincar os pés e fosse o céu para que a lembrasse de ser o sol; e ela foi, e é! Quando Derek foi pra DC, vimos uma Meredith - sozinha - conciliando carreira e filhos e sendo uma profissional beirando a excelência, com uma porcentagem absurda de pacientes sem óbito. Mas ele morreu e todas as surras que ela levou da vida durante estes 10 anos prepararam-na pro que começou a ser mostrado esta semana. Não vimos Mer chorando desesperada nem querendo morrer junto, assistimos uma mulher recolhendo os cacos deixados pela perda do maior amor de uma vida inteira, fazendo as malas e partindo com os filhos, tal qual uma Grey. Mas ela não é Ellis e, se há uma grande lição nisto tudo, é que Derek foi catalizador neste amadurecimento. "Look, she's just so happy. You don't have any idea what's gonna happen, do you?" O carrossel não parou de girar e, em meio aos importantes flashbacks da pequena Grey ligando pra emergência enquanto sua mãe sangrava, Zola seguiu os passos da própria mãe porque perder o McDreamy não foi suficiente, nosso McFairyTale ganhou uma nova semente; uma nova Ellis. Parecia um espelho, o passado de Mer no presente de Zola, mas com uma diferença gritante: Meredith não pega atalhos, ainda que sejam mais fáceis. Ela é diferente da própria mãe e Derek foi um impacto positivo para que isso, hoje, acontecesse. 

Pisar no GSMH e ter de repetir as três palavras mais duras de uma vida inteira. DEREK IS DEAD. Uma, duas, três vezes até que a coragem lhe inflasse os pulmões a ponto de fazer-se ouvir; mudando completamente o dia de cada um que ali estava. E as reações de cada um ali presente foram cortantes. Eu fui a cara do Owen, o choro da Bailey, o discurso da Arizona no refeitório, o desabafo de Callie. Todos os momentos revividos, todas as cenas trazidas à tona em situações pertinentes, me levavam a afogar num mar de memórias; absorta tal qual Meredith. Ela poderia viver sem ele, mas ela escolheu não. Ela precisou partir, precisou digerir tudo o que estava acontecendo e escolheu manter segredo sobre a gravidez, sobre o paradeiro, sobre seu luto. "It's a choice I'm making to move forward," e a Grey encontrou o eixo para continuar a fazer o que sabe melhor! É difícil seguir em frente, mas viver é uma batalha diária, não? Quando Meredith pisou naquele mesmo elevador que guarda tantas lembranças lindas e voltou ao centro cirúrgico usando a touca cirúrgica preferida do Derek, eu não consegui conter minhas lágrimas. Que linda homenagem! Só faltou falar 'it's a beautiful day to save lives,' mas isto ficou implícito e ainda ecoa na minha mente mesmo depois de o capítulo ter terminado.

"Who died? I know the face. I've been here before. Everyone thinks they are the first person in the world to look at a human being like that, but it's always the same face. Who is dead?" O foco pode ser na Grey, mas é a Shepherd quem rouba a cena! As formas de luto de cada pessoa são infinitamente diferentes e, se no início a vimos focando prioritariamente no trabalho e fazendo piadas 'cedo demais' carregadas de humor mórbido a fim de disfarçar a dor; a frieza inicial fazia parte do muro construído com todas as perdas que ela, também, coleciona... e a volta de Owen a fez sucumbir. QUE CENA, SENHORES!! EU NÃO CANSO DE APLAUDIR! A droga não usada do bolso, a lista de perdas fatais que ela carrega, o grito de dor, o desabafo em forma de lágrimas, o pranto caída no chão. Scorsone me levou às lágrimas de uma maneira que não imaginei possível, fui corroída por uma emoção tão grande, de uma forma tão verdadeira que ainda não sei explicar o que aquela mulher fez em cena... eu só sei chorar junto. Esse tempo afastados, essa reaproximação numa hora altamente necessária fazem com que Omelia se mostre forte e eu espero que Hunt seja bom pra ela porque tudo o que queria fazer, hoje, era colocá-la dentro de um abraço pra não soltar mais. 

A passagem de tempo foi importante, ainda que tenha me deixado um pouco decepcionada. Owen e April uniram-se ao exército por algum tempo a fim de sentirem-se úteis e fazer algo bom - a morte de alguém próximo faz isso conosco, aliás. A volta da Kepner deixou Japril num patamar de melhor compreensão no próprio relacionamento, aliás. Callie conseguiu ver o sucesso de seu projeto em conjunto com o Derek e podemos ver mais um dos muitos frutos plantados por este grande neuro ser colhido de forma tão especial. Alex e Maggie também criaram uma ligação forte no período em que Meredith esteve distante, mas todas aquelas cenas entre Miranda e Ben me deixaram cansada, num resumo geral. Eu queria um pouco mais de Derek, queria um pouco mais de palavras e cenas que preenchessem aquilo que ele representa pra série, algo além de 3 segundos de funeral e algumas mãos batendo no ombro da viúva. Patrick merecia mais. Mas também este é um recurso ao qual Shonda sempre retorna quando uma morte traumática acontece - vide George e Lexie - e a sutileza de incluir Yang (a pessoa morena de cabelo cacheado segurando a mão da Mer no funeral, o fato de Alex falar que elas não se veem desde este dia) e Addison (as ligações feitas pra Amelia) foram fatores bastante significativos, por exemplo. 

O motivo de nos acontecer coisas ruins, nos prepara pra o que vem depois, pra quem ainda vamos conhecer, pras vidas que vamos mudar a partir da nossa própria dor; do nosso aprendizado. E isto ficou claro no caso das mulheres com queimaduras severas. Achei todas aquelas cenas muito poéticas, aliás. Todo o capítulo foi um rito de passagem, foi a certeza de que o carrossel não pára, mas que nós podemos nos recusar a continuar seguindo o mesmo ritmo de sempre, a repetir ciclos viciosos, a imitar o passado - ainda que este seja um espelho pro futuro, É tempo de seguir em frente e eu não poderia estar mais animada. 

Melhores Quotes:

"Grief, loss, pain. It's normal. It’s not normal. It is. It is normal. We’re supposed to love and hate and hurt and grieve and break and be destroyed and rebuild ourselves to be destroyed again. That is human. That is humanity. That’s being alive. That’s the point. That’s the entire point. Don’t, don’t avoid it. Don’t extinguish it." (Owen Hunt).

"My job is not to make you feel better about me (...) and they will hate me with everything inside them they will hate me. and you. and everyone here. because they won't understand why he is gone. why people always leave. why everyone you give a crap about walks away or is ripped from your world without warning without reason. In convenient stores and plane crashes and hospitals with doctors who don't do what they're supposed to do which is save people." (Amelia Shepherd).

PS.: Bastou o episódio acabar pras pessoas começarem a shippar Alex e Maggie, Alex e Meredith e, gente!! Sério que vocês já estão esquecidos do Derek? Não digo que ela nunca vá amar outro alguém, uma vez que a vida continua, mas parem porque tá feio! Meredith precisa de tempo e vocês precisam dar um tempo nesse desespero de olhar amor-amizade e enxergar amor-amor em todas as coisas.
PS¹.: Como Zola e Sofia estão grandes, hein?!
PS².: Jackson, deixa a barba crescer de novo, por favor!!

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About Vanessa Reis

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