Grey's Anatomy 11x23 - Time Stops

Are you ready to achieve the impossible?
"Grief comes in its own time for everyone, in its own way. The really crappy thing, the very worst part of grief is that you can’t control it. The best we can do is try to let ourselves feel it when it comes, and let it go when we can." 23 dias após a morte do O'malley, no 6x02, essa citação foi usada; estamos no 11x23 e ela não poderia ser mais atual. Grey's é um grande moinho de memórias e ciclos, de renovação e espelhos do passado, de sentimentos, de descobertas. A capacidade de Shonda em reinventar-se e manter-se fiel à essência é pra ser aplaudida e eu não poderia estar mais feliz com a renovação da série para a 12ª temporada! A chegada de novos internos e o caminhar de antigos personagens permitindo-se adentrar no mar de novidades é a certeza de que, parafraseando Maggie, "there's always more."

Quando os internos aka 'chicks and ducks' chegam ao GSMH, somos levados de volta ao piloto da série, ainda mais com "Portions for Foxes" tocando ao fundo. O quinteto original conhecendo a sala de cirurgia, ouvindo o discurso de boas-vindas de um jovem Richard que, hoje, é repetido por todos aqueles que tiveram a sorte de ter passado pelo mestre de tão dedicadas mãos, como um rito de passagem descortinando em nossa frente - e Edwards the new nazi fazendo as vezes de Bailey. O círculo deu sua volta completa, Meredith assistiu de camarote como tudo começou pra ela e, hoje, a sensação de pertencer a algum lugar faz-se urgente. A casa dos sonhos, o lar dos Shepherd não é o lar da Grey. Outro círculo completa sua volta, a jovem Ellis crescerá na casa da avó, naquele baú de memórias. "I came back, but I'm not home. And I really want to be home." Mer precisa de suporte e eu adorei o fato dela ter avançado tantas casas para voltar ao começo de tudo. Sem atalhos, sem ressentimentos, uma melhor versão de si mesma. A Grey que deixou aquela casa quando disse 'sim' ao Derek não é a mesma que retorna com 3 filhos. 

Quem lembra do 3x15, quando houve um grande acidente no porto? Eu revivi todas aquelas cenas na nova catástrofe dessa semana e, realmente, o 'tempo parou' pro que diz respeito aos traumas pessoais. O soterramento de mais de 20 carros decorrente da queda do túnel fez múltiplas vítimas, mas a maioria chegava ao hospital já morta. A urgência em salvar a vida de Keith, preso às ferragens ainda no local do acidente, levou April, Amelia, Maggie e Meredith para uma árdua batalha pela vida, fazendo Grey lidar, novamente, com sua perda ao ouvir o paciente contar sobre a nova vida ao lado de Joan e o bebê prestes a nascer, mas quando o quarteto chega à conclusão de que não há nada a ser feito; um divisor de águas surge. Kepner decide ficar e a sensação de poder tentar mais, fazer algo diferente, mudar as probabilidades acompanham as 3 médicas a caminho do hospital. E se? E se? Amelia estava além do caso, ela voltou seu pensamento para o irmão e, o não poder fazer nada por Keith ali, preso no carro, foi um catalisador para a grande cena do episódio.

Muitas pessoas reclamaram sobre como tudo se deu desde o acidente do Derek e a decisão de desligar os aparelhos sem comunicar os outros familiares foi posta em xeque. "I pull off miracles for a living, I have proven that I can reverse the impossible." Ao passo que a escolha da Meredith tenha sido egoísta, foi também bastante altruísta. A prioridade de Amelia seria encontrar uma solução para o incurável, lutar contra as probabilidades que gritam esmagadoras impossibilidades, mas pra que? Cultivar mais dor e culpa; basear uma vida inteira de "e se..."? A dedicação mostrada na difícil retirada do tumor da Dr. Herman foi algo incrível e a capa de super-heroína não poderia ter sido vestida por pessoa tão bem preparada, mas Meredith é rainha no que tange a lidar com crises e todos sabemos que nada mais poderia ser feito. Quando ela chegou, ele já estava morto. Não estamos falando de contos de fadas ou ficção científica. Derek mesmo nos avisou "it's too late." Ninguém gostaria de salvá-lo mais do que ela. NINGUÉM! Com calma, Meredith pensou nos Shepherd, protegeu Amelia de si mesma. A Shepherd enfrentou a dor de perder o pai, o amado, o filho; conviver com a possibilidade de tentar fazer algo pelo irmão, movida pela emoção, ainda que a medicina não desse vencimento e, no momento, ela não enxergasse isso, seria demais. Amelia merecia uma despedida? SIM. Mas Meredith preferiu carregar toda a culpa - que sempre surge nos momentos desesperadores - sozinha. Isso levará as cunhadas por um caminho doloroso, mas precisamos reconhecer que, às vezes, as escolhas que fazem por nós podem ser melhores do que as que fazemos sozinhos, se considerarmos 'três linhas adiante'. O que se seguiu foi a quebra da Meredith e eu quebrei junto. Ela dizer que não conseguia respirar ou existir, o choro esmagador... eu não estou bem!

Enquanto Calzona e Edwards cuidavam de Joan - seja do parto dentro do elevador ao conserto das merdas feitas por internos precipitados -, Jackson e Hunt discutiam sobre o que um chama de "procedimento experimental" e outro de experiência e adaptação em momentos de crise. A diferença é que a necessidade do campo de batalha leva a medicina a ser inventiva, claro que a ética tem de ser considerada, principalmente pelo paciente ser um menor e desacompanhado pelos pais, mas eu também iria com Webber, Owen e Karev. O plot twist residia na omissão de um detalhe de proporções catastróficas: o estudo e as técnicas nunca foram testadas em humanos, apenas em porcos. Oh-Oh! Eis a questão: você estaria disposto a dar consentimento para o seu ente querido ser a cobaia? Mas e se for a única chance dele? Isso abala não somente o emocional dos médicos mas também o relacionamento de Richard e Catherine - acho que esse casamento não vai MESMO existir -, Jo e Alex - ele tem sido MUITO grosso! A maneira que Jo falava sobre o campo de batalha me dá certeza de que estamos nos despedindo dela e abrindo possibilidade para mais uma tentativa frustrada do Karev em ser feliz ao lado de quem ele acredita ser 'a sua pessoa'. Deu vontade de entrar na tela e mandar o Karev pro cantinho da disciplina. PS.: nunca torci tanto pra um coração voltar a bater!

April está mudada, e eu concordo com Catherine ao dizer que a garota que saiu de Seatlle voltou uma mulher renovada. Ainda que eu odeie ver que o casamento Japril está com problemas - de comunicação, principalmente - estou amando essa mudança. Quando ela voltou junto ao carro com Keith, ainda vivo entre as ferragens, parecendo uma super-heroína, eu abri o maior sorriso do mundo. IT'S A BEAUTIFUL DAY TO SAVE LIVES. Lembrei do 7x07 - episódio em que ela, totalmente desajeitada, recebeu o certificado em trauma -, e pude comparar o tanto que ela cresceu em cena, como pessoa, como médica, como mulher. Ela rompeu a "pequena bolha de felicidade" e resolveu encarar o "grande, sangrento, terrível mundo," está pronta pra "alcançar o impossível." A lição que fica é que mesmo que as coisas aconteçam de maneira diferente daquela que gostaríamos, mesmo que tudo não esteja no script que fizemos ou não conste nos planos; a vida acontece. Preparados pra season finale semana que vem?

PS.: Amelia evitando o contato visual com Owen: por quê? Como eles ficarão depois da casa MerDer ser vendida? 
PS¹.: Andrew, hello! E eu já estou colocando em prática a 'lei do desapego' porque algum dos internos novos vai morrer em algum momento da trama, né? Sejamos realistas!
PS².: Achei bem feio Alex dizer que não precisava checar com Jo sobre o assunto da casa, mas o casal anda tão sem graça que prefiro ela indo embora mesmo. 
PS³.: Quem será the new Chief'? Vejo todas as apostas irem para Bailey mas eu acredito que April tem grandes chances! E a ligação da mãe da Maggie? 
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