Grey's Anatomy 11x24 - You're My Home (Season Finale)

De volta ao início, mas não de onde parou.
"A broken home" - assim são chamados os filhos advindos de um lar divorciado, e casas divididas são onde "pessoas quebradas" vivem. Somos ensinados assim, Meredith aprendeu assim, os pais de Maggie tiveram medo que ela crescesse assim. E, assim, Shonda fez uso de metáforas para falar conosco durante todo o episódio sobre os laços invisíveis que, diariamente, são construídos em Seattle. Sem cliffhanger, explosões, tiroteio, acidentes megalomaníacos, mortes doídas. Nada disso, já tivemos nossa cota, sobrevivemos aos eventos traumáticos, as pessoas estão seguindo seus respectivos caminhos e foi lindo encerrar a temporada honrando aqueles que se foram, encerrando um ciclo de forma feliz; como um convite a novos tempo e direção na próxima temporada.
I remember in school someone telling me, I came from a broken home. That’s what they used to call it when your parents got divorced. Even though getting divorced was the least broken thing they ever did. When I heard that as a kid, I wondered if broken homes were where the broken people lived. Is was silly. I mean, I just just a little kid. But to this day, I still wonder.
Mas, em meio a toda dança e explosão de sentimentos, as lágrimas ainda foram protagonistas. April pensou 'fora da caixa' e o comentário da Bailey não poderia ter sido melhor: ela está diferente, amadurecida, destemida. Salvar a vida de Keith foi mais difícil do que imaginei e assistir a cirurgia começar a ser feita ainda do lado de fora do hospital foi algo incrível! "How do you feel? / Popular." Otimismo! Fé! Esperança! A tríade quase foi derrotada pela dificuldade e medo, mas quando Mer levou o bebê pra que o pai conhecesse, minhas lágrimas começaram a cair. Que cena linda, que momento marcante! Owen e April estabilizaram-o para que ele aguentasse os 5 minutos cruciais enquanto as Greys esperavam na sala de cirurgia. A cena do elevador fez meu coração acelerar e eu não parava de repetir 'not today, Satan, not today.' Sem erro, sem morte. Joan e Keith colocados um ao lado do outro, as risadas que preenchiam o quarto, o reconhecimento da equipe médica que lutou bravamente para que esta família pudesse estar bem e reunida... eu só posso reiterar a frase do Keith: "Loud, scary, free," tal qual a vida. Sobrevivemos o medo que nos grita 'não' para, enfim, sermos livres, melhores, maiores. 

Ainda com foco na Kepner, que dia duro pra Japril, hein? Ela, quem sempre procurou um chamado na religião, encontrou a realização no exército. Ela quer voltar, quer fazer algo, e ele deu o suporte necessário para que tudo acontecesse... mas não da maneira que ela supôs. "When we lost Samuel, a light went out in you, and I miss it. And whatever it was over there, whatever it is, it got relit. April, I love you so much, but I don't think I can be here when you come back." E ele está certo. Ela nunca perguntou como ele estava, qual a situação do marido neste período inteiro em que ficou completamente sozinho. April pensou nela, ele ficou sem ela e, sozinhos, eles não podem ser 'nós'. Há amor, mas há muito vazio e silêncio. A morte do filho foi um divisor no casamento e eu aplaudo a decisão de, ambos, encontrarem o próprio caminho, reaprenderem a ser eles mesmos, para voltarem a estar juntos; serem metade enquanto completos. O ultimato de Avery é perigoso, mas eu acho esta é a primeira de muitas conversas Japril, esta é a tempestade antes do arco-íris. Se Kepner vai mesmo passar mais alguns meses no Oriente Médio ou ficar com o marido, só a 12ª temporada dirá, mas que foi duro vê-la chorando descompassadamente no casamento da sogra, isso foi. "I know, I know, I do." Arizona tem sido uma grande amiga desde a fuga do casamento em que Japril provou-se endgame e vê-la consolando April acalmou minha vontade de entrar na tela e abraçar menina Kepner.

As lágrimas de Maggie também provém de um casamento: o divórcio dos pais, o saber que ambos viviam juntos por conveniência - uma vez que a mãe tem um amante há 11 anos -, preservando a felicidade da filha. "There's no darkness in my life" mas a dor de um é maior que a do outro ou tudo é apenas dor? Nós não podemos ter vergonha de chorar, não podemos ter vergonha de pedir ajuda, porque sempre vai existir alguém que passou pelo mesmo, alguém apto pra segurar nossa mão e dizer que tudo vai ficar bem. Derek foi essa pessoa pra Meredith no 5x19 e, como que profeticamente, disse que ela saberia que todos sobreviveriam porque ela sobreviveu ao pior. "I'm qualified to tell you how you'll survive," um lindo momento fraterno, a aproximação das irmãs - diferente da demora em que a Grey levou para criar laços com a Little Grey, por exemplo - e, quando Amelia juntou-se à dupla, a parte mais importante deste capítulo foi construída. Elas estavam bem, a bandeira branca foi levantada por Meredith - ao oferecer o celular antigo para que Amelia escutasse a última mensagem de voz deixada pelo irmão. Mais um show da Scorsone, mais uma mostra de que Omelia tem muito a me alegrar na temporada seguinte; a paz de espírito que, finalmente, veio pra Shepherd. Uma casa só é forte o suficiente se as pessoas que a compõe forem assim. Uma casa só é forte o suficiente se o amor e o respeito forem mais sólidos que o alicerce e as paredes. Um casa só é forte o suficiente se, nela, existir um lar. 

Meredith, a menina do lar dividido, sempre soube construir famílias. De George e Izzie a Alex e Lexie, ao quarto da Yang; da McHouse a sondar Alex sobre um quarto pra cunhada na volta dela à casa antiga. Os amigos sempre foram sua família e, mesmo depois de construir a própria, ela continua a formar lares, a mantê-los de pé. As três sentadas juntas, enxugando lágrimas, cheias de tristeza, saudade e nostalgia, me fizeram repensar em todas as vezes em que fui espectadora da minha própria vida por remoer tudo o que não estava bem ao invés de tentar deixar tudo bem. As pessoas dançavam felizes no casamento de Richard e Catherine - cerimônia, esta, que só aconteceu porque a Grey usou a 'carta da viúva' e disse duras verdades aos dois, lembrando-os que todas as chatices tornam-se pequenas quando se está perto de quem se ama; dando um fim ao prólogo da 'III Guerra Mundial' -, a casa MerDer recebeu sua grande festa de despedida/casamento e, como quem está seguindo adiante, Mer levanta e chama suas irmãs pra dança e eu recebi com um sorriso essa referência a Cristina! 

Por falar em música, VAMOS OUVIR HOW TO SAVE A LIFE EM MAIS QUANTAS VERSÕES, BRASIL? RESPEITA MINHA DOR!! Foi muito bonita a cena Jolex e eu, que já estava me despedindo da menina Jo (mais linda que nunca com este corte de cabelo), vi que ela também deseja criar raízes ao comprar um loft. "It's all supposed to be with you," Alex desculpou-se por estar sendo um idiota de marca maior todo esse tempo - achar que o outro sabe o que a gente pensa é a maior roubada do mundo, não façam igual Karev, por favor! -, e espero que ele venda a casa pra Mer e vá viver com Jo neste novo lugar. Eles precisam disso e eu não poderia estar mais feliz com este desfecho (mas sigo esperando mais palco pra ele e os internos dela!). Edwards, de quem eu gosto mais a cada semana, viveu uma montanha-russa de sensações com seus internos. Nenhum médico quer ficar fora de cirurgias importantes por conta do erro dos outros mas, quando esses 'outros' são seus subordinados, a culpa acaba recaindo sobre você. Miranda, como numa passagem de bastão, deu-lhe importantes lições sobre responsabilidade acerca do trabalho que ela fará como mestre dos 4 internos. Não tenho dúvidas de que Stephanie será uma mentora incrível e, antes que esqueça, torço muito por Bailey pro cargo de Chief do GSHM!
You can build a house out of anything, make it strong as you want. But a home... A home is more fragile than that. A home is made of the people you fill it with. And people can be broken, sure. But any surgeon knows what’s broken can be mended. What’s hurt can be healed. That no matter how dark it gets... The sun’s gonna rise again.
A cena final me soou como um adeus ao que conhecemos e a recepção do novo, da possibilidade de que todas as coisas podem acontecer. É uma página completamente nova na história dessa série que não tem receio de reinventar-se, de tentar o impensado e fazer dar certo. Eu amei o episódio em cada detalhe, principalmente porque, depois de tanto chorar com Grey's, tive um desfecho feliz pra chamar de meu. Meredith é o sol e o protagonismo da série voltou pra mão dela, integralmente. Até a 12ª temporada! Seriously? Seriously! 


Melhor Quote:

"I like this Kepner. I never thought I would like Kepner. You know, old Kepner - there was pigtails, bunny rabbits, and smiling. Lots of smiling. But Kepner the reboot, Kepner 2.0, she's crazy. She's fierce. She's womaned up. Thank you, United States Army." (Miranda Bailey)
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About Vanessa Reis

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