Freaks Look: Blood and Oil

There's no going back for us.

Dois casais, uma família disfuncional, sotaques, ameríndios, cowboys, preços inflacionários - e eu não estou falando do Brasil -, petróleo, luxo, ostentação, poder e muita, muita sorte. Blood and Oil poderia ser a nova Dallas - pela temática, pelo protagonista a la JR Ewing e sua esposa meio Judith Ryland - ou penderia pra nova Revenge - no maior estilo novelão -, mas acaba sendo um pouco de ambos e muito de nada disso. Cheia de furos, com cheiro de flop, mas tão cretina e completamente divertida que me fez querer acompanhar a saga dos LeFever por mais uma semana (e não estou coagida pelos olhos do Crawford ou do Foster aka meus platônicos de longa data!).
Gás natural são apenas trocados no mundo do petróleo.
Billy (Chace Crawford, Gossip Girl) e Cody (Rebecca Rittenhouse, Red Band Society), casal jovem recém saído da propaganda de margarina, decide mudar-se para Dakota do Norte a fim de abrir uma franquia de 3 lavanderias e promete que o dinheiro do investimento feito neles fosse reposto 10x mais a cada familiar envolvido no negócio; até que um acidente acontece e as 4 máquinas de lavar viram sucata e o plano original é ceifado. Repito, 4 máquinas de lavar para uma cadeia de 3 lavanderias... Ok, nada de fazer a Zuleide e se perder no meio do assunto, eles continuam insistindo em ir morar na cidade de Rock Springs, o lar doce lar da extração de petróleo e a sucessão de eventos posteriores dão início à maré de sorte.
Whoever kills a spirit animal is cursed!
A cidade mais parecia um quadro vivo da migração em busca de emprego que abarrota cidades, inflaciona os preços dos bens de consumo, cria cortiços e não emprega quase ninguém. Tudo era caríssimo e eles foram morar no estacionamento da antiga rodoviária - local onde os 'desabrigados' viviam até ter uma estabilidade financeira (onde encontram bons samaritanos e os recompensam também, no final do capítulo). Ele trabalhou "empurrando lama" e foi demitido no primeiro dia, ela começou a trabalhar na farmácia local e ainda conseguiu a informação que mudaria o destino da sua família: Hap Briggs (Don Johnson, Eastbound & Down), o Barão Bakken, estava interessado na propriedade de Clifton Lundegren (Barry Corbin, One Tree Hill) e a compraria naquele mesmo dia. Billy, depois de muito insistir, investir todo o dinheiro que não possuía, penhorar o colar de herança da esposa, emprestar dinheiro com agiota, e correr mais que uma caminhonete - literalmente! -, conseguiu não somente fazer negócio, mas fechar um acordo com Hap... fazendo seu primeiro milhão em menos de 3 dias.
O preço aumenta a cada vez que você pechincha, então continue falando.
Gostei dessa interação entre os dois casais, uma vez que Billy é sonhador, ingênuo e otimista demais e eu acredito que a aspereza e o jogo sujo de Hap lhe serão passados como ensinamentos básicos, uma vez que o herdeiro Briggs não é uma figura agradável ao pai. Carla (Amber Valletta, Revenge), a esposa de Hap, é outra corrupta e chantagista que, em contraponto ao realismo e doçura de Cody, pode construir uma dinâmica interessante no que diz respeito às suas famílias trabalhando juntas. Se este negócio foi pura sorte, só o tempo dirá. Em outro paralelo importante, enquanto os LeFever estão esperando seu primeiro filho, Hap enfrenta sérios problemas com o seu, Wick Briggs (Scott Michael Foster, Greek). Ainda que superficialmente, a gravidade da relação pai e filho é gritante, ele e a madrasta têm sérios problemas e, como se não bastasse, Wick ainda é mimado, arrogante e muito idiota - porque apenas isso justifica ele roubar de seu próprio pai, enfrentar os ameríndios e não respeitar suas tradições, além de viver como um bon vivant sem pensar nas consequências de seus atos.
You don't deserve to be my son.
Jules (India de Beaufort, One Tree Hill) foi outra personagem que destacou-se, uma vez que ela tem negócios em todos os lugares da cidade, vive um romance com o herdeiro de todo o império e sabe tudo o que se passa por Rock Springs. Acredito que muitos plots terão nela suma importância pro desenrolar do drama, assim como vejo um 'não tão felizes para sempre' neste conto de fadas vivido por Cody e Billy; uma vez que alcancem o poder, fica difícil conhecer os limites para bem ou mal. 
Eu vou fazer o meu próprio caminho.
A cena final, adicionando fogo ao título da série, trouxe o clímax a fim de prender o telespectador para o próximo episódio. Quem foi atingido pelas chamas, uma vez que tivemos os 3 protagonistas cobertos de petróleo? Mas, o que eu mais fiquei me perguntando foi como o pai não reconheceu o filho naquela máscara de furos enoooormes ou como a casa dos LeFever foi completamente decorada num piscar de olhos ou, e principalmente, com quem Billy aprendeu a dirigir pra tombar dois carros num único capítulo! Alguém toma a habilitação deste homem, pelo amor de Deus!! Eu adoro séries cretinas e nem mesmo os furos ou as descobertas futuras sobre como Wick teve um grande trauma na infância que acarretou nesta dificuldade de convivência familiar me afastaram da série. Sabe aquele ruim que é bom? O piloto foi corrido, mas não afetou a maneira da história ser contada, ao contrário, até ajudou a consolidar os perfis de cada um e tornou a trama, potencialmente, divertida. Foi engraçado acompanhar o conflito final e eu, realmente, estou curiosa pra saber o que sucedeu após a explosão.
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About Vanessa Reis

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