Grey's Anatomy 12x06/07 - The Me Nobody Knows/ Something Against You



Superação.

A palavra chave para definir o que Meredith está tentando fazer diante da presença de Blake é exatamente a usada para iniciar essa review dupla. Após o jantar bem servido de torta de CLIMÃO Grey’s Anatomy retorna de seu breve hiatus com dois sequenciais episódios com praticamente zero percentual de erros, dando continuidade ao bom drama proposto para essa temporada. Até agora já são sete episódios e acredito que podemos dizer que nenhum foi ruim, talvez The Me Nobody Knows, episódio seis, tenha tido alguns pequenos problemas de ritmo, mas nada tão grande e que venha tirar o brilho desse início de temporada.

Pra começar vamos falar de uma vez sobre Blake, que foi o assunto durante as ultimas semanas. Bom, em tese não tem como escolher lados. As atitudes de Meredith são totalmente coerentes, ela não está exagerando e nem fazendo mimimi. Estar diante da médica “responsável” pela morte do amor de sua vida não é uma situação fácil. Por outro lado temos Blake, que apesar de ser denominada por muitos como a vadia que matou o McDreamy, é apenas uma residente do 3º ano que perdeu um paciente por não se impor e por negligência de um superior. Honestamente, gosto de Blake e fiquei sensibilizado em todas as cenas em que Meredith detona a coitada.

Se em The Me Nobody Knows a forma de ensinar foi feita de maneira rude e maldosa, com uma verdadeira intenção de humilhação, em Something Against You a estratégia foi pegar leve até demais, deixando a nova namorada de Callie totalmente fora de muitas situações cruciais no aprendizado da residência. De novo, fiquei sensibilizado com a moça sendo deixada de lado, e vibrei quando ela se impôs diante de Meredith, gerando resultado ao final do episódio. Pelo visto Blake veio pra ficar e sua relação com Callie intensifica isso ainda mais. Lembrando que Arizona ficou um pouco de escanteio, servindo apenas de alívio cômico em suas caçadas em bares lésbicos.

A pequena tensão entre Meredith e Amelia foi um pouco irritante, porém, também compreensível. Fico feliz que acabou antes que perdessem a mão nessa história, afinal, Amelia funciona muito bem com vários personagens e essa briga entre elas poderia prejudicar esse dinamismo. E digo isso principalmente quando vejo cenas iguais as que aconteceram entre ela e Maggie, outra personagem maravilhosa que já ganhou muito espaço. O tema racismo foi abordado de maneira tão leve e verdadeira através dela que só resta aplaudir essa equipe de roteiristas. Quem é negro sabe que sempre existe a possibilidade de estar diante de uma situação desse tipo e a melhor coisa para se combater são conversas extremamente sinceras como foi essa entre as duas novas “irmãs” de Meredith. Foi interessante também ver um pouco de progresso nessa relação entre Maggie e Richard. Pai e filha tão perto um do outro, mas ao mesmo tempo muito distantes. Esse é um assunto que não tem urgência e que pode ser tratado em doses homeopáticas, semana sim, semana não.

Uma coisa que não anda me agradando muito é o lenga-lenga de April e Jackson. Esse é um casal que recentemente tem me deixando em dúvidas em relação a sua reconciliação. Pra falar a verdade eu realmente não me importo muito com os dois juntos, embora goste de April e tenha apreciado demais esse amadurecimento em sua personalidade. O que eu realmente quero ver é uma Kepner hardcore reinando no Trauma, e Jackson? Quem se importa!

Pra finalizar, não posso deixar de falar da nova aquisição para o corpo de Médicos do Grey Sloan Memorial. Dr. Riggs chegou chutando bundas e causando transtornos em Owen. Essa história de traumas de guerra é outra coisa que eu não estou afim de revisitar, não foi bom com Yang e não vejo possibilidades de ser bom agora, ainda mais quando quem se encontra ao lado de Owen é alguém emocionalmente instável. Talvez o que faça Riggs ser tão temido por Hunt não seja nem tão grave, mas o suspense pode fazer a jornada valer apena.

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About Wellington Laurindo

Não vive sem música e tem em sua mente uma trilha para cada momento/ período de sua vida. Na vida de seriemaníaco há uns cinco ou seis anos, mas com um background de seriados clássicos desde sua infância. Está deixando a vida ditar por si própria os caminhos que deve seguir e esperando que isso venha dar certo. (@Wellington_Ign)
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