[ESPECIAL] Já acabou, 2015?


Como diria Galvão Bueno, "aguenta coração"!

2015 chega ao fim e  o Freaks resolveu fazer um balanço de acontecimentos importantes no universo seriador ao longo destes 365 dias. Tivemos de tudo, desde audiências altíssimas ao boom televisivo de máscaras e capas no que diz respeito ao mundo dos quadrinhos. Foi um ano importante para a figura feminina, de conquistas históricas para mulheres negras e latinas. 2015 foi contemplado com boas estreias, ótimas histórias, tramas diversas e nós, numa mistura de saudosismo e ansiedade para conhecer o que a TV nos reserva ano que vem, só podemos perguntar: já acabou, 2015? A seguir, uma lista de pontos positivos e importantes ocorridos ao longo do ano!

Lembrando que este especial contém SPOILERS!

Narcos (Por Vanessa Reis)



A tão aguardada estreia de Narcos contou a história da mítica figura colombiana em sua ascensão: de ladrão de carros a sétimo homem mais rico do mundo, de Robin Hood a Chefe do Cartel de Medellín, aquele que foi um gênio do crime e amou profundamente a Pátria que o pariu. Ambientada na Colômbia da década de 80 – sendo fiel no idioma utilizado e fazendo-me aplaudir de pé pela iniciativa -, a série retratou um país que amou Pablo e odiou Escobar, que teve seu verde pintado de branco e, ao mesmo tempo, tingido de vermelho. Contando com 10 episódios e mesclando realidade e ficção – mesmo avisando antes de cada capítulo que todos os fatos eram meramente ilustrativos -, Narcos prendeu do início ao fim, seja pelas personagens altamente convincentes seja pela maneira de contar uma história super bem amarrada e produzida, seja pelo uso do Realismo Mágico Colombiano captado pelo olhar de Padilha ou a narração em off com tom de onisciência, a excelência de Wagner e a química entre Peña e Murphy; nos fazendo sedentos pela 2ª temporada. Um pouco de Goodfellas, Scarface, Sopranos e Breaking Bad. Um anti-heroi indefensável, mas completamente carismático. Esta foi Narcos, e o prazer foi todo nosso.

Destaque da Netflix nas indicações ao Globo de Ouro 2016 (Vanessa)




A 73ª edição do Globo de Ouro será palco de um sucesso estrondoso: 8 indicações para o serviço de streaming Netflix, que vem revolucionando o jeito de ver e fazer séries e filmes. Inúmeros fatores podem ser relacionados a este sucesso, não sei se o fato de toda a temporada ser colocada online ao mesmo tempo ou a excelência na qualidade ou a maestria nas produções originais ou o preço da mensalidade completamente acessível. O que sei é que a Netflix ultrapassou a poderosa HBO e veio seguida da Amazon (5 indicações) - outro serviço similar, demonstrando a força desta nova plataforma. Dentre os destaques das indicações, Wagner Moura representa o Brasil (após 16 anos de "Central do Brasil" ser indicado) na categoria de melhor ator dramático, pelo papel de Pablo Escobar em Narcos - que também concorre a melhor série dramática. Orange is The New Black compete pelo prêmio de melhor série de comédia, Robin Wright (House of Cards) pode ser eleita melhor atriz de série dramática, ao passo que Idris Elba é candidatíssimo ao prêmio de melhor ator coadjuvante em filme - pela produção original Beasts of No Nation. Bob Odenkirk (Better Call Saul) também concorre a melhor ator drama e Uzo Aduba (Orange is the New Black) disputa o prêmio de melhor atriz coadjuvante. A premiação acontece em 10 de janeiro de 2016... apostas?

Jessica Jones (Por Vanessa Reis)




Jessica Jones elevou o nível das séries sobre heróis. Isto é um fato inegável. Não é mais um episódio 'salvando minha cidade das ameaças do mal', não é o estereótipo da figura do herói que tenta redimir-se e fazer o bem. Jones quer ser deixada em paz, uma vez que sua tentativa de ajudar os outros, através de sua superforça, despertou a atenção da pior pessoa aka Kilgrave e isto quase lhe custou a vida, dizimou sua sanidade e sossego. Jessica é uma investigadora particular especialista na exposição de casos extraconjugais; alcoólatra, impaciente, sarcástica. Ela é verdadeira e tão real que de nada lembra aqueles apelos moralmente edificantes de passar virtudes ou idealização da personagem. Ela sofreu abusos físicos e psicológicos e, mesmo quebrada, é inteira a cada segundo - e eu quero aplaudir de pé a iniciativa da Netflix em não recriar as cenas de estupro, por exemplo. Por se tratar de uma das tramas mais obscuras já apresentadas até aqui, contando com foco no thriller psicológico mais latente que em cenas de luta, a escolha do elenco foi outro ponto primordial: Tenant e Ritter estão incríveis! Rachael Taylor aka flop girl está maravilhosa e quem não apaixonou-se por Trish Walker?! E o que falar da Jeri, do Luke Cage, do Malcolm ou do Simpson?! Todos muito bem construídos, inteligentes, profundos e donos de suas próprias motivações. E as referências? A introdução pra Capitão América: Guerra Civil, o estilo noir, a cor púrpura, o mergulho íntimo na protagonista ante um vilão que controla mentes e é, literalmente, aterrorizante?! Todos esses aspectos tornaram a série mais especial do que já é, mais viciante, mais intrigante e emocionante. Jessica Jones consolidou seu nome como uma série de herói estrelada por uma mulher que não precisa de máscara, fantasia, clichê ou alguém para salvá-la. Ela basta. Separe sua garrafa de whisky, coloque seu capuz, porque Kilgrave está mandando você iniciar esta maratona JÁ!

Rompimento Shamy (Por Gabriella Siggia)


Um dos casais mais amados da TV da atualidade terminaram seu relacionamento entre a season finale da 8ª temporada e a season premiere da atual e 9ª temporada. O que muitos achavam que daria num desastre total, acabou renovando o ritmo do seriado, mostrando uma maturidade dos personagens. Tudo bem que Sheldon (brilhantemente interpretado por Jim Parsons) não conseguiu entender o motivo que levou Amy a terminar com ele, tentando reatar o namoro no início da temporada. Porém, com o passar dos episódios, vimos o quanto esse rompimento fez bem para o casal, para os fãs e para a série. A 9ª temporada vem trazendo episódios de níveis excelentes e, grande parte disso, se dá pelo término do namoro de Shamy. O que poderia ser algo exaustivo, tornou-se numa sacada de mestre dos roteiristas, levando aos fãs à loucura com a conciliação e a primeira vez (ambos perderam a virgindade no episódio 9x11) os personagens, que encerrou o ano mostrando o quanto Sheldon e Amy nasceram um para o outro. 

Estreia de Supergirl (Por Gabriella Siggia)



Uma surpresa muito boa para os fãs de HQ: Supergirl foi a série que marcou o maior número de audiência em sua estreia. E detalhe: seu episódio piloto foi vazado há meses na internet. É claro que grande parte dessa audiência se dá ao fato dela ter estreado após um episódio de The Big Bang Theory, que é considerada a comédia de maior audiência da TV aberta americana. 

Para quem não sabe, a série marcou 12,9 milhões de telespectadores e 3.2 na demo, batendo Blindspot da NBC, que fez 10,6 milhões e 3.1 na demo. Com isso, Supergirl tornou-se oficialmente a maior estreia da fall season 2015 entre as novas séries da TV aberta americana. Com essa notícia, não é novidade alguma que Supergirl tem grandes chances de ser renovada. Até o momento, a série só ganhou episódios extras, mas nada que impeça a sua renovação. mesmo com a audiência diminuída e não sendo mais exibida após The Big Bang Theory. Nós do Freaks 4 Series fizemos uma review do episódio piloto. Quer saber o que achamos? Clique aqui e confira nossa crítica.

Blindspot ajudando a NBC (Por Gabriella Siggia)




O seriado estreado pela bela Jaimie Alexander vem se mostrando uma das grandes surpresas dessa fall season. Com uma audiência média de 8 milhões, o seriado vem ajudando a NBC recuperar seus antigos status e foi a primeira série novata a ser renovada nessa temporada. Há tempos um procedual não ia tão bem no canal e o motivo pode ser as belas curvas de Alexander ou o enredo da série. Para quem não sabe, Blindspot conta a história de um agente do FBI que, misteriosamente, se vê em meio a uma conspiração, quando uma bela moça (Jane Doe, interpretada por Alexander) aparece nua e completamente sem memória no meio da Times Square, em Nova York, com o corpo coberto de tatuagens recentes. Com tantos mistérios e um elenco cativante, era de se esperar que Blindspot fosse conquistar o público americano, ajudando o canal NBC com a sua fraca audiência às segundas-feiras. Demos a nossa opinião sobre o piloto e você pode conferir clicando aqui.

Dick Wolf dominando a NBC (Por Gabriella Siggia)




Havia um tempo em que os sitcoms dominavam o famoso canal americano. Com Friends e Will & Grace, a NBC já foi a grande dona das noites de quinta-feira, mas com o avanço da tecnologia, as coisas mudaram. Até que um grande nome decidiu criar um seriado focado nos bombeiros de Chicago, fazendo com que Law & Order SVU ganhasse um aliado. Com o surgimento de Chicago Fire e seu eminente sucesso, a NBC autorizou um spin-off centrado nos policiais da mesma cidade dos bombeiros, surgindo Chicago PD. Não contente com três seriados de sucesso, Wolf decidiu investir pesado e trabalhar com médicos de um PS de Chicago, criando Chicago Med, o mais novo sucesso do canal, embora sua estreia tenha ocorrido logo após The Voice. Mas se vocês acham que Wolf vai parar por aí, se enganaram feio. O criador de vários spin-offs de Law & Order já disse que tem planos para mais uma série derivada dos bombeiros. A grande pergunta que fica é em quem ele vai focar. A grande aposta é que seja uma série jurídica, podendo se chamar Chicago Law, mas se continuar assim, podemos esperar Chicago Vet, Chicago High School, Chicago Prison, Chicago SVU... Uma coisa é certa, se continuar assim, a emissora deverá mudar o nome para NBC Wolf.

O discurso de Viola Davis no Emmy Awards (Por Olívia Pilar)




É engraçado pensar que uma situação que ocorreu e m outro país possa influenciar tanto a forma como você enxerga o mundo. Mas foi exatamente assim que o discurso da Viola Davis me tocou. Quando pensamos em representatividade, sempre citamos a importância de se ter atores e atrizes negros para nos representarem, mas nunca realmente medimos o quanto isso também importa para eles, para quem está ali dentro da tela. Ver Viola fazer um discurso tão incisivo na frente de tanta gente branca, me fez chorar. Em boa parte por enxergar a coragem dessa mulher, e em outra por saber que não estou sozinha. Que, assim como eu, muitos também lutam por esses ideais. Até hoje assisto este discurso, me emociono e lembro que temos muito ainda pelo que lutar.

Olívia Pilar tem uma página incrível chamada "Meu Cabelo Crespo é Amor" e você pode conhecer clicando aqui.

Audiência de The Walking Dead (Por Gabriella Siggia)



Não é nenhuma novidade que a cada temporada The Walking Dead vem surpreendendo os fãs. Não é à toa que a chocante morte de um dos personagens favoritos levou o seriado a ter a melhor e maior audiência num canal fechado. Por mais que já sabemos que Gleen está vivo (graças à Deus!!!), o seriado vem batendo records de audiência na TV paga dos EUA e no Brasil. Isso mesmo, você leu certo. Não só a AMC vem registrando altos números de audiência graças ao sucesso do seriado como também o canal pago da FOX Brasil, onde o seriado é transmito praticamente simultaneamente com o inédito. Inclusive, houveram vezes em que o canal ficou na vice liderança, perdendo só para a poderosa Rede Globo.

A 6º temporada de The Walking Dead garantiu à FOX o posto de temporada com maior audiência em toda a história do canal no país, desde sua chegada em meados dos anos 90. O aumento no número de telespectadores foi de 48% em relação à média de exibição da primeira parte da 5ª temporada. Durante a exibição de cada um dos 8 episódios da primeira parte da 6ª temporada, a FOX se manteve na liderança entre todos os canais de TV por assinatura. O 8° e último episódio do ano foi ainda mais assistido, garantindo à emissora a dianteira também em relação aos canais de TV aberta, ficando atrás apenas da Globo. Infelizmente não foram divulgados números absolutos de audiência, mas estes recordes são um ótimo sinal para os fãs brasileiros.

Se continuar assim, a poderosa Rede Globo vai ter que sambar muito para achar um concorrente de peso para competir com The Walking Dead. O seriado já foi renovado para a sua 7ª temporada pelo canal AMC. 

Gina Rodriguez ganhando o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série de Comédia (Por Gabriella Siggia)



Parece mentira, mas pela primeira vez na história da Premiação dos EUA, uma atriz de um seriado da CW ganhou a tão cobiçada estatueta de Melhor Atriz de Comédia em Série de TV. Por mais que seja um milagre e que tenha feito história para o canal, o Golden Globe Awards adora surpreender seus convidados. E por mais que Gina Rodriguez tenha merecido o prêmio, fica a grande pergunta: será que ela ganhou porque é boa ou porque as opções deixavam a desejar? Embora a resposta não seja tão simples assim, o Emmy Awards desse ano esqueceu de indicá-la, o que pode ser uma indireta para os votantes do Golden Globe. Num ano com poucas comédias, Jane The Virgin vem conquistando o público por ser renovadora, lembrando muito novelas mexicanas. É claro que comparações entre Gina e America Ferrera (Ugly Betty) são grandes, mas nada que tire o mérito e o talento de Gina. 

A abertura do Emmy Awards 2015 (Por Gabriella Siggia)



A grande noite para os artistas da TV dos EUA foi marcada de momentos épicos. O Emmy Awards 2015 foi marcado pelo belíssimo discurso de Viola Davis, pelo prêmio inédito ao grande John Hamm (Mad Men), pela ilustre participação de Amy Poehler e pela brilhante abertura feita pelo anfitrião da noite, Andy Samberg. Game Of Thrones e Veep foram as grandes vencedoras da noite, mas quem ganhou com tudo isso fomos nós que assistimos uma belíssima cerimônia. Vamos revê-la antes de falarmos sobre ela.


Fazia tempo que não víamos algo tão engraçado e dinâmico como vimos nessa última premiação. Samberg fez um belo trabalho como anfitrião da noite, mas foram os vencedores (e os perdedores) quem brilharam na noite mais aguardada do ano. Mas foi a grande abertura que deixou todos emocionados e alegres. Sim, Samberg soube muito bem interpretar o que um fã é capaz de fazer para ficar em dia com as séries. O mais maluco disso tudo é que só quem é viciado sabe como é não ter uma vida social sem comentar sobre algum personagem, shipper ou episódio daquele seriado. É impossível viver num mundo em que não temos um spoiler ou uma curiosidade sobre tal série. 

A cada temporada, novos seriados são lançados e aquela vontade de assistir fica nos perturbando. Não tem como fugir disso, nós somos sim viciados em séries! E pior: não conseguimos fugir das famosas maratonas. Thank You, Netflix! Ou vocês vão negar que quando alguém te indica um seriado que já está em sua 4ª ou 5ª temporada, você não passa um feriado (ou fim de semana) fazendo maratona? Pior: ainda escuta de sua mãe ou de seu pai 'por quê você continua assistindo o mesmo filme o tempo inteiro?'. Pois bem, as pessoas parecem não entender que aquilo que você assiste não é um filme, mas sim um seriado! E vocês vão negar que, depois de um tempo e de muita discussão, acaba falando 'estou assistindo aquele filme!'. 

Todos nós já viciamos alguém num seriado. Isso é fato. E já fomos viciados também! Por isso, o brilhantismo da abertura simples, porém completa de Samberg no Emmy Awards desse ano. Vivemos num mundo em que respiramos séries e se fugirmos desse fato, estaremos vivendo como os monges: sozinhos, exilados e longe de tudo. 

Rachel Berry ganhando o Prêmio Tony (Por Gabriella Siggia)




Havia uma época que Glee era um sucesso de crítica e de audiência. Mas a ganância do canal FOX mais a tentativa frustrada do criador do seriado (Ryan Murphy) em pensar em dinheiro, levaram o seriado ao fundo do poço. Junte isso com a notícia da morte de um dos atores principais da série? A verdade é que a audiência do seriado foi caindo muito, assim como as histórias dos episódios. Porém, a temporada final relembrou muito os motivos que nos levaram a assistir o seriado. Com um episódio duplo, Glee se despediu dos fãs de forma gloriosa e não poderia ser diferente: os sonhos se realizam quando temos alguém que acredite no nosso potencial. Era de se esperar que veríamos Rachel Berry ganhando o primeiro de vários Prêmios Tony, com um discurso que deixou qualquer fã emocionado. A longa espera e jornada da protagonista até conquistar a Broadway e realizar um sonho que sempre falou nos corredores do colégio provou que, mesmo com falhas, o seriado conseguiu seu lugar (e espaço) na TV americana. E saber que Rachel ganhou esse merecido prêmio, como barriga de aluguel do seu melhor amigo Kurt com Blaine e estava acompanhada de seu marido Jesse foi lindo e emocionante. Sabemos que era para Finn Hudson estar ao lado dela nesse momento tão aguardado pelos fãs, mas como a vida é uma caixa de surpresas, tivemos esse final alternativo, mas que não perdeu o brilho e a emoção de acompanhar a história desses loosers que nos conquistaram com suas vozes, sonhos e dramas. 

Parceria Netflix & Marvel (Por Vanessa Reis)



A parceria entre a Netflix e a Marvel não poderia ter outro nome a não ser sucesso. Demolidor selou o início de um casamento incrível e Jessica Jones solidificou esta união, ao passo que ambas agradaram em demasia não apenas aos fãs dos quadrinhos, mas também o público em geral. Além deles, dois outros heróis foram confirmados em séries próprias: Luke Cage - já introduzido na série Jessica Jones, e Punho de Ferro - ainda sem data ou elenco definidos. A grande novidade é que os 4 protagonistas de suas respectivas séries irão juntar-se para estrelar Os Defensores e, se alguém tinha alguma dúvida de que este foi um dos melhores acordos do ano, os números e comentários positivos estão aí para corroborar o fato. 

Empire (Por Vanessa Reis)


Arrebatador, este pode ser um breve resumo de Empire - série que bateu inúmeros recordes com sua temporada de estreia, tendo em seu piloto 9,9 milhões de telespectadores e 23,12 milhões na season finale, marcando o melhor encerramento de série, em números, desde Grey's Anatomy (2005). O sucesso da 1ª temporada foi tão grande que a Fox no Brasil passou a exibir os episódios legendados da 2ª temporada, no canal Fox Life, uma hora depois deles irem ao ar, quase que simultaneamente à TV norte-americana; marcando um avanço ante os outros canais e apostando no que a HBO iniciou com suas séries, aliás. Criada por Lee Daniels (Preciosa), a trama retrata o império fonográfico construído por uma família que teve um passado marcado pelo crime e o tráfico de drogas, até a ascensão pelo hip-hop e a consolidação de sua hegemonia no mundo da música. Adicione o clima de novelão e atores incríveis e atuações impecáveis, muita música maravilhosa e participações excelentes; "Empire" não apenas entretém pelo mundo glamuroso das celebridades e da música, mas também mantém-se fiel às problemáticas sociais, sendo uma das séries mais atuais no ar. E dai vem o lance mais genial da trama: representatividade. Quão importante isto é! É uma família negra completamente bem sucedida e cheia de protagonismo, são figuras femininas incríveis - COOKIE, EU TE AMO! -, é o homossexualismo sem clichês ou eufemismos e é incrível ver tudo isso na TV aberta, numa oportunidade de mostrar pro mundo que as coisas não são apenas de um jeito e não podem ser contadas como tal. "É importante mostrar a diversidade, mostrar uma família negra bem sucedida na TV. Nosso mundo não é apenas de um jeito. Queremos ver pessoas na TV que reflitam todas as esferas da vida. Amo essa série porque ela pode ser sobre uma família negra no hip-hop, mas as histórias de poder, família, sucesso, medo, julgamento e a necessidade de ser amado podem se identificar com qualquer um." (Jussie Smollett, intérprete de Jamal Lyon).

Girl Power (Por Vanessa Reis)


"Most of the women I saw on TV didn't seem like people I actually knew. They felt like ideas of what women are." (Shonda Rhimes). Mulheres reais, complexas, completas, imperfeitas, inteiras. Mulheres protagonistas de suas vidas, mulheres donas de suas histórias, mulheres que erram, acertam, choram, gritam, decidem quem são e o que farão de suas vidas pelo simples fato de serem... mulheres. E que seja em histórias de público majoritariamente sexista ou escrevendo histórias recordistas de audiência sobre outras mulheres, o 'girl power' nunca esteve tão em alta na TV e, ainda que falte muito a ser conquistado no que diz respeito a espaço e ideologia, este ano foi muito bom! De Cookie Lyon (Empire) a Lagertha (Vikings), das clones de Orphan Black às detentas de Orange is The New Black, das advogadas de The Good Wife às mulheres de Dick Wolf ou do George Martin. Claire Underwood (House of Cards) tomou pra si a última temporada da série ao passo que Selina Meyer (Veep) tomou a cadeira presidencial e eu não listei todas as heroínas maravilhosas que conquistam cada vez mais espaço na tela nem as demais protagonistas que vêm fazendo história - insira aqui, por exemplo, o nome de Gina Rodriguez, por favor. Mas eu gostaria de falar de duas mulheres, em especial: Mindy Kaling e Shonda Rhimes. Mindy é The Mindy Project por essência e eu amo cada singularidade de uma mulher que empoderou tanta gente com seu texto real sobre uma pessoa que a gente morre de vontade de ser melhor amiga porque pinga verdade a cada segundo. Shonda trabalha com gente real, num mundo real, com todas as suas verdades, em todas as suas séries. Seja em Grey's Anatomy (posso ouvir um amém pelos cargos de chefia do Hospital serem, quase todos, preenchidos por mulheres?), Scandal, How to Get Away With Murder ou nas extintas Private Practice e Off the Map, essa mulher não para de nos presentear com outras mulheres incríveis e tão importantes - leia-se Viola Davis e Kerry Washington e insira representatividade aqui, por favor! Todas, supracitadas ou não, são a perfeita personificação de badass"It is so weird being my own role model. I recommend it." (Mindy Lahiri).

A ascensão das séries em HQs (Por Gabriella Siggia)



Depois da moda vampiros e lobisomens, chegou a vez dos Super Heróis invadirem a nossa telinha. Num ano em que a Netflix fechou uma parceria com a Marvel, tivemos grandes surpresas vindas das HQs. A estreia de Daredevil e Jessica Jones foram uma bela surpresa para o canal, que cada vez mais se consolida como um rival dos canais abertos e pagos da TV americana. Ambas as séries vão além do que vimos nos filmes dos Vingadores e de seus super heróis em filmes solos. Além disso, Marvel Agents Of S.H.I.E.L.D e Agent Carter vem fazendo bonito na ABC, mostrando um outro lado não visto nos filmes da Marvel. A introdução dos Inumanos em Agents foi uma jogada de mestre, e nem podemos dizer o quanto amamos o duelo de Dubsmash entre os protagonistas de ambas as séries.  Se a Netflix e a ABC estão investindo pesado com a Marvel, a CW, a FOX e a CBS estão mandando bem com as séries do universo DC.

De um lado, a CW dominando o canal com Arrow, The Flash e o tão aguardado spin off Legends Of Tomorrow; a FOX continua mostrando um outro lado do Cavaleiro das Trevas com a série Gotham e com os magníficos vilões; e a CBS mandou bem com a estreia da prima do Superman, Kara Danvers e seu alter ego como Supergirl. E isso é apenas um pouco do que está por vir. Com o cinema arrasando com os filmes de super heróis e os tão aguardados Deadpool, Batman Vs Superman - A Origem da Justiça, Esquadrão Suicida, Capitão América - Guerra Civil e X-Man Apocalipse, só resta saber quais serão as novidades para 2016. Lembrando que a 2ª temporada de Daredevil e os lançamentos das séries Luke Cage e Defensores estão previstos para ano que vem no canal Netflix.

A comoção acerca de Jon Snow (Por Vanessa Reis)



A 5ª temporada de Game Of Thrones terminou de forma magistral e eu não lembro se alguma outra deixou tantos personagens tão despedaçados - físico e emocionalmente - em seu final. Foram perguntas, especulações, desejos e esperanças que ficaram no ar: O que vai acontecer com Jon? Sansa e Theon vão sobreviver, ilesos, ao salto e conseguirão fugir de Ramsey ou serão capturados em seguida? O que acontecerá com Arya, agora, cega? Qual será o próximo Lannister a morrer? Daenerys corre perigo no Mar de Dothrakis? E Drogon? E Tyrion em Meereen? Onde está Petyr? O que será dos irmãos Highgarden? E Gendry, o único Baratheon vivo, será que ainda aparece? A épica batalha entre Gelo e Fogo, realmente, aproxima-se? Ainda seremos perturbados pelo fanatismo religioso, tão presente nesta temporada? Cersei vai gritar um 'KILL THEM ALL' para vingar-se pela caminhada destroçante pela qual teve de passar? SO.MANY.QUESTIONS! 

Ainda que Kit tenha sido visto nos bastidores da série, sua "morte" foi uma comoção unânime na internet, e nós ainda não sabemos como, realmente, ele irá voltar - principalmente porque, a partir de agora, os rumos da história serão independentes dos padrões/inspirações dos livros. O que vimos foi Snow sofrer um motim dos Patrulheiros enquanto, um a um, o esfaqueavam e o entregavam à sorte ao passo que o sangue do nosso bastardo favorito escorria pela neve. Espero que o timing perfeito de Melisandre em voltar à Muralha seja para a ressuscitação do mesmo - lembram dos 'Homens Sem Bandeira' que também seguiam a R'hllor e já fizeram este tipo de cerimônia? -, espero que o Senhor da Luz tenha a avisado não apenas sobre a queda de Stannis, mas também da ascendência do bastardo de Ned como Azor Ahai. "Kill the boy, Jon Snow", e volta logo pra gente porque eu estou cansada de assistir os Stark caírem um a um.

Num ano em que vimos a morte do nosso McDreamy, em que Tatiana Maslany teve seu reconhecimento alcançado com sua primeira indicação ao Emmy Awards 2015 e que nos despedimos de grandes seriados (Hannibal, Glee, Revenge, Mad Men, só para citar), nosso especial não poderia encerrar de outra forma do que agradecendo a todos vocês, leitores, que nos acompanham todos os dias com nossas reviews. 2015 foi um ano complicado, repleto de reviravoltas e de momentos marcantes, mas saber que vocês continuaram conosco foi um grande presente. 2015 pode ter acabado, mas ainda teremos outros momentos impactantes nos nossos seriados favoritos em 2016 e esperamos que vocês continuem fazendo parte da família Freaks 4 Series!

Feliz 2016!!
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About Gabriella Siggia

Formada em Direito, eterna estudante, bem humorada, alto astral e alegre, mora em São Paulo. Viciada em músicas, filmes e seriados americanos. Seriemaníaca de carteirinha! Mantém um blog pessoal em : http://gabyscseries.blogspot.com/ (@gabyever)
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