Freaks Look: The Path




There is no Light!


Quando ouvi falar sobre uma série que reuniria em um mesmo enredo Hugh Dancy (Hannibal) e Aaron Paul (Breaking Bad) - dois dos meus atores favoritos e que vieram de duas séries que estão entre as melhores pra mim - não poderia ter ficado mais animada. E apesar da história não me convencer muito a primeira vista, o Aaron dizer que só aceitou o papel devido ao roteiro, me influenciou ainda mais. Pra quem não sabe, o ator pretendia levar mais um tempo longe da tv após o fim de Breaking Bad.

The Path é a nova série do Hulu, que estrou oficialmente ontem, dia 30, no serviço de streaming. Criada por Jessica Goldberg e com nomes como Jason Katims (Friday Night Lights e Parenthood) na produção, a série segue a história de um culto-error-, movimento, o Meyerism. Com conceitos como "The Ladder" e "rungs", os integrantes do movimento almejam uma verdade individual para que através dela cheguem a uma verdade universal. Em resumo: eles buscam A Luz.

Dancy é Cal Robertson, o atual responsável pelo movimento, já que o verdadeiro criador está recluso escrevendo os novos passos a serem alcançados pelos seguidores. Uma figura misteriosa e intrigante, que parece disposta a tudo pra levar o Meyerism a um nível de alcance maior.

Aaron é Eddie Lane, casado com Sarah Lane (Michelle Monaghan - True Detective), ele volta diferente de um dos retiros por acreditar ter visto algo que transforma e questiona completamente sua fé. De volta a realidade, ele acaba descobrindo outros motivos questionáveis e se ver no impasse entre contestar tudo que ele acreditou até agora ou manter sua família unida e feliz como eram antes. Aqui, a metáfora com a caverna de Platão, trazida por Cal em um sermão, se encaixa perfeitamente. Eddie saiu da caverna e descobriu a verdade, ele vai voltar pra avisar aos demais sobre as sombras ou vai fingir que a caverna é mesmo a sua realidade? 

Quanto a Sarah, ainda é difícil ler a personagem, criada e nascida dentro dessa religião, ela me parece cheia de segredos e muito mais complexa do que nos é apresentado nesses dois primeiros capítulos. 

Ao que parece, o movimento foca em pessoas vindas de desastres pessoais e traumas grandes e usa disso como um gatilho para a conversão. Foi assim com o Eddie e o suicídio do seu irmão; com o Sean (Paul James - Greek) e o tiroteio que matou sua irmã gêmea; e com a Mary (Emma Greenwell - Shameless), uma das vítimas do tornado que foi ajudada pelo membros do Meyerism. Tornado esse, inclusive, que chama a atenção do policial Gaines (Rockmond Dunbar - Sons of Anarchy), já que o pessoal do culto chegou pra ajudar as vítimas antes mesmo do que as autoridades. Minha aposta? Eu não duvido que alguns desses desastres pessoais tenham sido causados pela própria religião. O questionamento de "por que eu?" do Eddie para a Sarah, apesar de não ter esse mesmo contexto, só me intrigou ainda mais quanto a isso.

Em resumo, os dois primeiros episódios da série oferecem material suficiente pra te instigar a tentar entender todo esse universo. O paralelo com as diversas situações do cotidiano e com as próprias religiões existentes é um campo que a série explora bem. Em um dos diálogos, questionam ao Eddie se ele pode viver em uma fé que ele sabe que é uma mentira. A resposta dele? "Não é isso que todo mundo faz?".
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About Rebeca Barros

Sarah, we make a family, yes? (@bkbarros)
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